No dia 28 de setembro, o mundo se une em torno de uma causa
urgente e silenciosa: a eliminação da raiva. O Dia Mundial Contra a Raiva
(DMR), instituído pela Aliança Global para o Controle da Raiva (GARC) e
reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é mais do que uma data no
calendário. É um chamado à ação para salvar vidas e promover saúde pública. Em
2026, o tema é "Stronger Together" ("Mais fortes juntos"),
lembrando que a eliminação da raiva só é possível com o trabalho conjunto de
comunidades, profissionais de saúde e veterinária, governos e parceiros
globais.
🧠 Por que essa data
importa?
A raiva é uma doença zoonótica com letalidade de
praticamente 100% após o surgimento dos sintomas. Endêmica em diversas regiões
do planeta, ela ainda mata cerca de 59 mil pessoas por ano, mais de 95% delas
na África e na Ásia. Uma parcela expressiva das vítimas são crianças: cerca de
40% são menores de 15 anos. A escolha do dia 28 de setembro homenageia Louis
Pasteur, cientista francês que desenvolveu a primeira vacina antirrábica e
revolucionou a medicina preventiva.
A meta global é ousada e necessária: zerar as mortes humanas
por raiva transmitida por cães até 2030. Para isso, cada ação conta.
💉 Vacinação canina: a
estratégia mais eficaz
Nas Américas, a vacinação em massa de cães é a principal
ferramenta para interromper a transmissão do vírus. Segundo a OPAS, as
campanhas anuais devem alcançar cobertura de pelo menos 80% da população
canina. Essa medida protege não apenas os animais, mas também os humanos,
especialmente em áreas vulneráveis.
🐾 Quase lá: avanços nas
Américas
Graças ao esforço conjunto de governos, profissionais de
saúde e comunidades, os casos de raiva humana transmitida por cães nas Américas
caíram 98%, de 300 casos em 1983 para 11 casos notificados em 2025 e 2026 (até
julho). Em setembro de 2026, o Chile foi validado pela OMS como o primeiro país
da América do Sul livre da raiva humana transmitida por cães.
No Brasil, o avanço também é claro: os casos de raiva canina
caíram de 635 em 2002 para 13 em 2025, e os seis registrados até junho de 2026
estavam todos ligados a variantes de animais silvestres. Em 2026, o país busca
junto à OPAS e à OMS o reconhecimento como área livre de raiva humana
transmitida por variantes caninas. Por outro lado, o Ministério da Saúde
registrou 54 casos de raiva humana entre 2010 e junho de 2026, sendo 23
transmitidos por morcegos. O vírus segue circulando entre animais silvestres, e
isso exige vigilância constante, acesso equitativo à saúde e engajamento
social.
🏙️ Ações do CCZ de
Niterói no controle da raiva
1. Vacinação anual de cães e gatos
- A
Campanha de Vacinação Antirrábica Animal 2026 foi dividida em três sábados
de setembro (12, 19 e 26), com 66 postos distribuídos pela cidade.
- Postos
permanentes: Administração Regional do Maravista; sede do CCZ, na Ponta
D'Areia; e Horto do Fonseca.
2. Vigilância de animais silvestres e morcegos
- Monitoramento
de morcegos e epizootias em primatas.
- Recolhimento
de carcaças para análise laboratorial.
3. Atendimento à população
- Informações
sobre protocolos em casos de agressão animal.
- Orientações
sobre transporte e segurança dos pets: cães devem ir com coleira (e
focinheira, se forem de grande porte) e gatos em caixas apropriadas.
4. Fiscalização sanitária
- Monitoramento
de zoonoses e atendimento a denúncias.
5. Educação e mobilização
- Ações
educativas em saúde sobre guarda responsável e a importância da vacinação
antirrábica animal.
👥 O papel essencial dos
agentes de saúde
Os Agentes de Combate às Endemias (ACE) e Agentes de
Controle de Zoonoses (ACZ) são protagonistas na linha de frente:
- Aplicação
de vacinas e orientação aos tutores.
- Identificação
de animais suspeitos e encaminhamento ao CCZ.
- Monitoramento
de denúncias e educação em saúde nas visitas domiciliares.
👉 Em resumo: o agente é o
elo entre o serviço público e a comunidade, garantindo que a prevenção chegue
onde mais importa, na porta de cada casa.
🌍 Um futuro sem raiva é
possível
O Dia Mundial Contra a Raiva é um lembrete de que, com
ciência, colaboração e compromisso, podemos eliminar uma doença que ainda
ameaça milhares de vidas. Que 2026 seja mais um passo firme rumo a 2030, o ano
em que a raiva transmitida por cães poderá ser apenas uma página superada na
história da saúde pública. Mais fortes juntos!

.jpeg)
.jpeg)

.jpeg)

.jpeg)
.jpeg)

.jpeg)

.jpeg)

.jpeg)




.jpeg)




.jpeg)

