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quarta-feira, 25 de março de 2026

Monitoramento do Aedes aegypti em Niterói: pesquisa internacional fortalece combate às arboviroses

 


Desde o início desta semana, pesquisadores da Fiocruz Minas e da Universidade de Estrasburgo, na França, estão percorrendo o município de Niterói para instalar armadilhas de oviposição destinadas à captura do mosquito Aedes aegypti — vetor de importantes arboviroses como dengue, zika e chikungunya.

A iniciativa conta com o apoio direto das equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que desempenham papel fundamental no suporte logístico e operacional. Com amplo conhecimento do território, os servidores do CCZ têm facilitado o acesso aos locais estratégicos para a instalação das armadilhas.

A objetivo da pesquisa é realizar o monitoramento entomológico, coletando ovos, larvas e mosquitos adultos. O trabalho busca avaliar o estabelecimento da bactéria Wolbachia nas populações locais de Aedes aegypti, além de investigar a presença de microrganismos com potencial aplicação no controle dos vírus responsáveis pela dengue, zika e chikungunya.











quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Monitoramento VIGIÁGUA: como o CCZ acompanha a qualidade da água que chega à Niterói

 


O Centro de Controle de Zoonoses, por meio do seu Laboratório de Zoonoses, realiza anualmente o monitoramento da água distribuída à população de Niterói, conhecido como VIGIÁGUA. Há uma meta mínima de coletas a serem cumpridas ao longo do ano para avaliar tanto os parâmetros físico‑químicos quanto microbiológicos da água fornecida pela concessionária Águas de Niterói.

Realizam‑se coletas em pontos com grande concentração de pessoas — escolas, creches, unidades de saúde, postos de atendimento, delegacias e hospitais — para aferir turbidez e cloro em campo, usando equipamentos portáteis, e verificar conformidade com os padrões da Portaria nº 888, de 2021, do Ministério da Saúde, que estabelece os padrões de potabilidade da água para consumo humano no Brasil. As amostras microbiológicas são encaminhadas para análise laboratorial; atualmente são enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (LACEN), no Rio de Janeiro, e ao Miguelote Viana, laboratório público de referência em Niterói.

Além das coletas, o VIGIÁGUA exige uma inspeção anual na Estação de Tratamento de Água (ETA) que abastece o município. Em Niterói, a água é proveniente do Sistema Imunana Laranjal. Por isso, as inspeções são realizadas de forma integrada com técnicos dos municípios vizinhos — São Gonçalo, Maricá e Itaboraí — já que a ETA e os pontos de captação atendem áreas intermunicipais.

Nas inspeções, equipes verificam áreas internas e externas, equipamentos e a captação da água bruta. No caso do Sistema Imunana, a água é captada nos rios Guapiaçu e Macacu, em Guapimirim, e conduzida por aproximadamente 15 km de tubulação subterrânea até a ETA em Laranjal, onde ocorre todo o processo de tratamento para torná‑la potável. A vazão estimada chega a milhares de litros por segundo, que alimentam o sistema de distribuição.

Após a vistoria, cada município preenche um relatório detalhado com perguntas, observações e assinaturas dos técnicos envolvidos. Cada município encaminha seu próprio relatório às instâncias competentes; o relatório de Niterói é repassado internamente ao Comitê de Saúde e também à Secretaria Estadual de Saúde (Coordenação do VIGIÁGUA).

Recentemente, profissionais do Labzo realizaram inspeções em importantes estruturas de abastecimento de água.  Em 29/09, Almir Medeiros e Paulo César Xavier visitaram a Estação de Tratamento de Água de Laranjal. Já em 07/10, Almir Medeiros, Paulo Carriço e Marcos Rosa estiveram na captação de águas em Guapimirim. As ações reforçam o compromisso do CCZ de Niterói com a saúde pública e a qualidade da água no município.


Estação de Tratamento de Água (ETA) Imunana-Laranjal em São Gonçalo





Sistema Imunana em Guapimirim - Captação da água bruta













segunda-feira, 4 de maio de 2020

Em projeto pioneiro, parceria entre Prefeitura de Niterói e Fiocruz identifica coronavírus na rede de esgoto da cidade



A Prefeitura de Niterói, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a concessionária Águas de Niterói, iniciou estudo para identificar a presença de material genético do novo coronavírus (SARS-CoV-2) em amostras do sistema de esgotos da cidade. O objetivo é acompanhar o comportamento da disseminação do vírus ao longo da pandemia de Covid-19.

As primeiras coletas foram realizadas em 15 de abril. Estão sendo coletadas amostras de esgoto bruto em 12 pontos georreferenciados e estrategicamente distribuídos pela cidade de Niterói, incluindo estações de tratamento de esgotos (ETEs), pontos de descarte de efluente hospitalar e rede coletora de esgotos, nos bairros de Icaraí, Jurujuba, Camboinhas, Maravista, Sapê e nas comunidades do Palácio, Cavalão, Preventório, Vila Ipiranga, Caramujo, Maceió e Boa Esperança. A previsão é de que, na primeira etapa do projeto, o monitoramento seja realizado durante quatro semanas, com possibilidade de prorrogação. Na primeira semana, foi possível detectar material genético do novo coronavírus em amostras de esgotos em cinco dos 12 pontos de coleta: três poços de visita (PVs) de troncos coletores do bairro de Icaraí e nas entradas da ETE Icaraí e ETE Camboinhas.

“Esta é uma importante parceria entre a ciência e as políticas públicas que vai nos ajudar a salvar vidas. Isso para nós é muito importante, porque nos permite verificar quais comunidades têm uma incidência maior do coronavírus a partir das amostras do esgoto, mesmo que naquele local haja muitas pessoas assintomáticas", explica o secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão da Prefeitura de Niterói, Axel Grael. "Como a Prefeitura está iniciando um programa amplo de testagem, e nosso objetivo é priorizar justamente as comunidades, o resultado dessa pesquisa pode indicar em quais comunidades devemos intensificar as ações. Niterói está chegando à universalização do saneamento, tem a maior rede coletora do Estado e está entre as 10 do país. E isso viabiliza uma pesquisa desse tipo".

Evidências científicas recentes mostram que o novo coronavírus está presente em fezes. O projeto utiliza a análise de amostras de esgotos como um instrumento de vigilância, permitindo identificar regiões com presença de casos da doença, mesmo os ainda não notificados no sistema de saúde. O monitoramento ambiental realizado pela Fiocruz, que desenvolve atividades de pesquisa na área de Virologia Ambiental há mais de 15 anos, está alinhado com estudos científicos internacionais, que têm demonstrado a importância da vigilância baseada em esgotos para a detecção precoce de novos casos de Covid-19.

“O monitoramento da circulação do novo coronavírus durante a epidemia subsidiará informações para a vigilância em saúde, permitindo otimizar o uso dos recursos disponíveis e fortalecer medidas de profilaxia na área, uma vez que a investigação sistemática da presença do material genético do vírus na rede de esgotos sanitários pode fornecer um retrato da presença de casos positivos em determinada localidade, incluindo assintomáticos e subnotificados no sistema de saúde. Este estudo confirma a importância da vigilância baseada em águas residuárias como uma abordagem promissora para entender a ocorrência do vírus em uma determinada região geográfica, assim como a inserção da Virologia Ambiental nas Políticas Públicas de Saúde”, explica a pesquisadora Marize Pereira Miagostovich, chefe do Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do IOC/Fiocruz e responsável pela pesquisa.

A virologista ressalta que até o momento não existem evidências científicas sobre a possibilidade de transmissão do novo coronavírus pelas fezes.

“Nossas análises detectam a presença de fragmentos de material genético do vírus, indicando que existe presença de casos positivos em determinada localidade. Porém, ainda não há evidências na literatura científica de que, quando excretado nas fezes, o vírus ainda esteja viável para infectar outras pessoas”, esclarece. Até o momento, a via respiratória é o principal modo de transmissão, através de gotículas respiratórias geradas pela tosse ou espirros.

Para a pesquisadora Camille Mannarino, da ENSP/Fiocruz, o estudo reforça a importância da relação entre saneamento e saúde.

“O monitoramento de Covid-19 em esgotos sanitários tanto subsidia ações regionalizadas de contenção da transmissão quanto permite antecipar a mobilização da atenção primária em saúde em determinada localidade onde a circulação viral seja detectada previamente pelo monitoramento dos esgotos”, ressalta.

No entanto, ela destaca que este tipo de vigilância apenas é possível nos municípios em que uma parcela significativa da população é atendida por rede coletora de esgotos e a operadora do serviço tem controle sobre o sistema. “No caso de Niterói, a cobertura da rede de esgotos é de 95%. A adequada coleta e tratamento de esgotos também são fundamentais para a não contaminação de águas de abastecimento e recreação”, justifica a engenheira sanitarista.

Resultados – Os resultados iniciais evidenciam a eficácia da metodologia na ampliação da vigilância de propagação do novo coronavírus. Foi utilizado o método de ultracentrifugação, tradicionalmente empregado para concentração de vírus em esgotos, associado a técnica de RT-PCR em tempo real, indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As amostras coletadas na segunda e terceira semanas estão em fase processamento.

As análises são lideradas pelo Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), em colaboração com o Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo, também do IOC/Fiocruz. O planejamento e realização das coletas é feito pelo Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz), em colaboração com a concessionária Águas de Niterói, que opera os serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos da cidade.




sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Sistema de monitoramento on-line da dengue é lançado no Rio de Janeiro





A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EMAp) lançaram um sistema de monitoramento em tempo real para ajudar no combate à dengue no Rio de Janeiro. Com o objetivo de integrar informações sobre o risco de transmissão da doença, o Info Dengue permitirá saber quais as zonas mais afetadas da cidade, agilizando as ações de combate à doença.

Saiba mais, acesse o link:


Fonte: Agência Fiocruz de Notícias