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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

🐾 Homenagem do CCZ de Niterói ao Dia do Médico Veterinário

 


Hoje, 9 de setembro, celebramos o Dia do Médico Veterinário, uma data que reconhece o trabalho essencial desses profissionais dedicados à saúde e ao bem-estar dos animais — e, por consequência, à saúde pública.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Niterói presta sua homenagem a todos os veterinários que, com compromisso e sensibilidade, atuam diariamente na prevenção de doenças, na vigilância sanitária e na garantia da procedência dos alimentos de origem animal.

A escolha desta data remonta a 1933, quando o então presidente Getúlio Vargas assinou o Decreto nº 23.133, que oficializou o ensino e o exercício da medicina veterinária no Brasil. Embora os cursos já existissem desde 1910, foi esse marco que consolidou a profissão e reconheceu sua importância para o país.

Mais do que cuidar de cães, gatos e outros animais de estimação, o médico veterinário também é responsável por proteger espécies silvestres e contribuir para o equilíbrio ambiental. Seu papel vai além das clínicas e hospitais: ele atua na preservação da saúde coletiva, controlando zoonoses e garantindo que a convivência entre humanos e animais seja segura e saudável.

Neste Dia do Veterinário, o CCZ de Niterói expressa sua gratidão e respeito a todos os profissionais que dedicam suas vidas a essa missão. Que o amor pelos animais continue sendo a força que move cada gesto, cada cuidado e cada conquista dessa profissão tão nobre. 🩺🐶🐱


Fonte:  Calendarr Brasil

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

CCZ promove capacitação para a Campanha de Vacinação Antirrábica Animal 🐾💉

 


Na última semana, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), por meio da Seção de Controle da População Animal, realizou uma importante capacitação voltada à equipe que atuará na Campanha de Vacinação Antirrábica Animal em nosso município.

O treinamento aconteceu no auditório da Universidade Estácio de Sá – campus Niterói (19/08/26) e na UNIVERSO (20/08/26), conduzido pela médica veterinária Cintia Silva dos Santos, que compartilhou conhecimentos teóricos e práticos sobre a Raiva, uma zoonose grave e de alta letalidade.

Com o apoio de apresentações ilustrativas, foram abordados temas como:

  • Aspectos clínico-epidemiológicos da Raiva
  • Estratégias de prevenção da doença no Brasil
  • Organização e funcionamento da Campanha de Vacinação em Niterói

A capacitação também contou com uma etapa prática, incluindo demonstrações da aplicação subcutânea da vacina em modelos anatômicos de cães e gatos. Os participantes aprenderam ainda a montar corretamente as caixas coletoras de materiais perfurocortantes, reforçando a segurança durante a campanha.

Estudantes de Medicina Veterinária participaram como voluntários, demonstrando comprometimento e entusiasmo. A dedicação desses futuros profissionais será essencial para o sucesso da ação e para a proteção dos nossos animais.

O CCZ agradece aos coordenadores dos cursos de Medicina Veterinária, Bruno Cabral (Estácio) e Luciana Golinelli (Universo), além de todos os envolvidos que contribuíram para este momento de aprendizado e preparação.

Em breve, estaremos prontos para levar vacinação e prevenção contra a Raiva a todos os cantos da nossa cidade.


📅 DATAS E ENDEREÇOS DE ATENDIMENTO DURANTE A CAMPANHA:

https://cczniteroirj.blogspot.com/2026/08/campanha-de-vacinacao-antirrabica.html







quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Unidos pela Saúde Animal: Capacitação para a Campanha Antirrábica 🐾💉

 


No dia 24 de setembro de 2025, vivemos um momento marcante para a equipe que atuará na Campanha de Vacinação Antirrábica Animal em nosso município. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), por meio da Seção de Controle da População Animal, promoveu um treinamento especial no auditório da Universidade Estácio de Sá, campus Niterói.

A capacitação foi conduzida pela médica veterinária Cintia Silva dos Santos, que compartilhou conhecimentos teóricos e práticos sobre a Raiva, uma zoonose grave e de alta letalidade. Com o apoio de apresentações ilustrativas, a profissional abordou os principais aspectos da doença, reforçando a importância da prevenção. A atividade contou também com a presença da chefe da Seção de Controle da População Animal do CCZ, Aline Meloni, que acompanhou todo o processo.

O treinamento incluiu uma etapa prática, com demonstrações da aplicação subcutânea da vacina em modelos anatômicos simulando cães e gatos. Os participantes também aprenderam a montar corretamente as caixas coletoras de materiais perfurocortantes, garantindo segurança durante a campanha.

Estiveram presentes estudantes de Medicina Veterinária das universidades Federal Fluminense, Estácio de Sá e Santa Úrsula — estes últimos atuando como voluntários na campanha. O comprometimento e a dedicação desses futuros profissionais são fundamentais para o êxito da ação e para a proteção dos nossos animais.

Agradecemos ao coordenador do curso de Medicina Veterinária da Estácio de Sá, Bruno Cabral, e a todos os participantes que contribuíram para esse momento de aprendizado e preparação. Em breve, estaremos prontos para levar a vacinação e a prevenção da Raiva a todos os cantos da nossa cidade.


📅 Datas e regiões de atendimento durante a campanha:

🗓️ 04/10 – Região Praias da Baía (Centro/Sul)
📍 Bairros: Bairro de Fátima, Boa Viagem, Centro, Charitas, Gragoatá, Icaraí, Ingá, Jurujuba, Pé Pequeno, Ponta D’Areia, Santa Rosa, São Domingos, São Francisco e Viradouro.

🗓️ 11/10 – Região Norte
📍 Bairros: Baldeador, Barreto, Caramujo, Cubango, Engenhoca, Fonseca, Ilha da Conceição, Santa Bárbara, Santana, São Lourenço, Tenente Jardim e Viçoso Jardim.

🗓️ 18/10 – Região Oceânica e Pendotiba
📍 Bairros: Atalaia, Badu, Cafubá, Camboinhas, Cantagalo, Engenho do Mato, Itacoatiara, Itaipu, Ititioca, Jacaré, Largo da Batalha, Maceió, Maravista, Maria Paula, Matapaca, Pendotiba, Piratininga, Rio do Ouro, Sapê, Várzea das Moças e Vila Progresso.
















sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Preparados para proteger nossos animais! 🐾💉

 


Ontem (14/09/23) foi um dia importante para a equipe de vacinadores que atuarão na Campanha de Vacinação Antirrábica Animal em nosso município. O Centro de Controle de Zoonoses, por meio da Seção de Controle da População Animal, realizou um treinamento especial no auditório da Universidade Estácio de Sá, campus Niterói.

A médica veterinária Cintia Silva dos Santos conduziu o treinamento, compartilhando conhecimentos teóricos e práticos sobre a temática da Raiva. Com apresentações ilustrativas em slides, ela abordou os aspectos essenciais dessa doença.

Além disso, o treinamento incluiu uma parte prática, com a demonstração e estímulo à execução da aplicação de vacina subcutânea em um modelo anatômico semelhante a um cão ou gato. Também foi ensinada a montagem adequada de caixas coletoras de materiais perfurocortantes.

O público presente foi formado por estudantes de medicina veterinária das universidades Federal Fluminense, Estácio de Sá e Santa Úrsula, sendo estes últimos voluntários na campanha. A dedicação e o comprometimento desses futuros profissionais são essenciais para o sucesso da campanha e a proteção dos nossos queridos animais.

Agradecemos ao coordenador do curso de Medicina Veterinária, Marcelo Gomes Granja, a todos os participantes e reforçamos a importância desse trabalho conjunto em prol da saúde animal. Em breve, estaremos prontos para levar a vacinação e a prevenção da Raiva a todos os cantinhos da nossa cidade. Fiquem ligados para mais informações sobre a campanha!


















sexta-feira, 9 de setembro de 2022

9 de setembro: Dia do Médico Veterinário

 



Homenagem do CCZ de Niterói aos veterinários que trabalham todos os dias para cuidar da saúde e bem estar dos animais, da vigilância sanitária e da procedência dos alimentos de origem animal!


quinta-feira, 9 de setembro de 2021

9 de setembro: Dia do Veterinário.

 


Homenagem do CCZ de Niterói aos veterinários que trabalham todos os dias para cuidar da saúde e bem estar dos animais, da vigilância sanitária e da procedência dos alimentos de origem animal!


sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Novo Coronavírus (2019-nCov): entenda a interface com a Medicina Veterinária e os impactos na saúde pública

29 de janeiro de 2020.

Diante dos casos recentes de infecções respiratórias causadas pelo novo e desconhecido agente biológico coronavírus (2019-nCov), que teve o primeiro registro na cidade chinesa de Wuhan, nós, do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), conversamos com o médico-veterinário Flávio Moutinho, que tem experiência em vigilância ambiental, epidemiológica e sanitária, para entender melhor o cenário e os impactos do coronavírus 2019-nCov na saúde pública.  

Moutinho, que atua no Centro de Controle de Zoonoses e Vigilância Sanitária de Niterói, no Rio de Janeiro, ressalta, ainda, que o médico-veterinário como profissional essencial para a Saúde Única deve estar atento a quaisquer alterações nos animais, nas pessoas e no ambiente que possam sinalizar que algo está errado, além de exercer a sua responsabilidade quanto à notificação obrigatória da doença ou de casos suspeitos aos órgãos de saúde competentes.

Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro (CRMV-RJ) – O que é este novo coronavírus e quais são os riscos reais para a saúde pública?

Flávio Moutinho – Os coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias e intestinais em humanos e animais. Este novo coronavírus, denominado 2019-nCoV, até então não havia sido identificado em humanos, e foi identificado após uma investigação epidemiológica de pneumonia de causa desconhecida ocorrida em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan, que é capital da província de Hubei.

CRMV-RJ – Pode ser considerado uma zoonose?

Flávio Moutinho – De modo geral, os coronavírus podem afetar animais e humanos, podendo ter caráter zoonótico. O coronavírus causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV)), por exemplo, foi transmitido aos humanos a partir de gatos selvagens também na China em 2002. Já o coronavírus causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-Cov) foi transmitido aos humanos a partir de dromedários na Arábia Saudita em 2012.

Apesar das investigações epidemiológicas iniciais associarem o início da pandemia a um mercado atacadista de pescados e de haver grande proximidade genética do vírus 2019-nCoV com um coronavírus de morcegos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), ainda não há como estabelecer um reservatório animal para esse vírus, sendo fundamental que as pesquisas nesse sentido continuem e sejam aprofundadas.

De acordo com a Nota Técnica nº 2/2020/CIEP/CGPZ/DSAIP_2SDA/MAPA, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), não se sabe ainda se o vírus tem algum impacto na saúde animal, não tendo sido relatado nenhum evento específico em nenhuma espécie animal.

CRMV-RJ – Há o risco de transmissão do humano para o animal e vice-versa?

Flávio Moutinho – Pouco se sabe sobre esse novo vírus, suas formas de transmissão, período de incubação, período de transmissibilidade, letalidade, etc. Nesse sentido, todo cuidado deve ser tomado no sentido de evitar a possível propagação do mesmo, principalmente porque os dados preliminares sugerem que a transmissão possa ocorrer mesmo na ausência de sinais e sintomas. Sem alarmismo, mas com responsabilidade.

CRMV-RJ – Quais são as medidas de cuidado e prevenção?

Flávio Moutinho – Não há cuidados específicos em relação a esse agente biológico, mas sim cuidados que já devemos ter no nosso cotidiano, que é sempre bom recordar:
•  Lavar regularmente as mãos com água potável e sabão após contato com animais e produtos de origem animal.
•  Não tocar os olhos, nariz e boca após tocar em animais e produtos de origem animal.
•  Evitar contato com animais doentes.
•  Evitar contato próximo com animais de rua (principalmente próximo aos olhos, boca e nariz).
•   Dar destino adequado a cadáveres e às carcaças de animais mortos.
•  Dar destino adequado aos resíduos de serviços veterinários e de pesquisa com animais, conforme legislação vigente.
•  Consumir somente produtos de origem animal inspecionados pelo serviço de inspeção oficial.
•  Lavar as mãos com água e sabão frequentemente e, principalmente, antes das refeições e após o uso do sanitário.
•  Evitar tocar boca, olhos e nariz com as mãos não lavadas.
•  Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar.

CRMV-RJ – O Brasil está preparado para combater este novo coronavírus?

Flávio Moutinho – Eu arriscaria dizer que do ponto de vista da Vigilância Epidemiológica, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem uma estrutura robusta e experiente. No que tange às emergências respiratórias como a atual, o SUS tem planos, protocolos, guias e procedimentos de identificação, monitoramento e resposta definidos pelo menos desde 2005. O Ministério da Saúde montou o Grupo de Operações de Emergência com diversas instituições da área da saúde visando dar uma resposta conjunta e imediata em uma possível entrada do novo coronavírus no país.

Na situação atual, o processo está se estruturando a partir das informações que a Organização Mundial da Saúde vem repassando ao Brasil, já que se trata de um novo e desconhecido agente biológico. Ainda assim, o Ministério da Saúde já publicou um Plano de Contingência Nacional para Infecção Humana pelo novo Coronavírus (2019-nCoV) em caso de surto e definiu níveis de resposta. O Brasil passou recentemente do nível de Alerta, que é aquele em que há risco de introdução do agente biológico no país, para Perigo Iminente, que é quando há confirmação de caso suspeito, já que temos três casos humanos suspeitos.

O que mais me preocupa, caso se instale uma epidemia no país, é a capacidade instalada da rede hospitalar pública, há anos subdimensionada, lotada e sucateada, tendo que dar conta de uma quantidade enorme de pessoas com sintomatologia respiratória e pneumonia, com potencial de transmissibilidade, precisando de isolamento. Esse talvez seja o grande problema a ser enfrentado em praticamente todo o país.

CRMV-RJ – Neste cenário, de que forma o médico-veterinário pode atuar?

Flávio Moutinho – O médico-veterinário, enquanto profissional de saúde pública e mais, enquanto profundo conhecedor da Saúde Única, deve estar atento em sua lida diária, em qualquer área de atuação. Seja na clínica de pequenos animais, seja no atendimento de animais silvestres, seja na linha de inspeção, seja numa equipe do NASF-AB (Núcleo de Apoio à Saúde da Família e Atenção Básica), deve se perceber como profissional de saúde única e notar quaisquer alterações nos animais, nas pessoas e no ambiente que possam sinalizar que algo está errado. No que diz respeito ao coronavírus, ele pode contribuir com a descoberta do animal hospedeiro do novo vírus. Além disso, ele deve sempre sensibilizar a população para os cuidados necessários para a prevenção das zoonoses, como eu exemplifiquei acima. E indo além, ele deve sempre se lembrar de notificar as doenças e agravos de notificação obrigatória, seja no Sinan ou na Defesa Sanitária, incluindo aí possíveis Eventos de Saúde Pública, à luz da Portaria de Consolidação MS nº 4/2017.

Flávio Moutinho – médico-veterinário graduado pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Tem experiência na área de Vigilância em Saúde (vigilância ambiental, epidemiológica e sanitária). Atualmente, é médico-veterinário do Centro de Controle de Zoonoses do Departamento de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde de Niterói, RJ e professor adjunto do Departamento de Saúde Coletiva Veterinária e Saúde Pública da Faculdade de Veterinária da UFF, Niterói, RJ e do Programa de Pós Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva, parceria da UFF, UFRJ, UERJ e Fiocruz.




sexta-feira, 25 de outubro de 2019

CCZ participa do SEMAMBRA 2019





A convite da organização do evento, o Centro de Controle de Zoonoses de Niterói (CCZ) participou nesta quinta-feira (24/10) da Semana Acadêmica Américo Braga de Medicina Veterinária da Universidade Federal Fluminense.

O diretor do CCZ, Fabio Villas Boas Borges, iniciou as atividades do módulo “Saúde Única: uma nova abordagem na medicina veterinária” ministrando a palestra “Vigilância em Zoonoses no Brasil” para um público formado, em maioria, por alunos de medicina veterinária. 

O palestrante apresentou um histórico sobre as políticas de vigilância em zoonoses, as mudanças na legislação protocoladas até hoje e detalhou as principais doenças transmitidas pelos animais ao homem: arboviroses, raiva, leptospirose, leishmaniose e esporotricose.

Dos assuntos em pauta, o público demonstrou considerável interesse em relação às zoonoses raiva, esporotricose e leishmaniose, e informações sobre a vacinação antirrábica animal do município. “Foi uma boa oportunidade para os acadêmicos de veterinária terem contato com temas que são da mais alta relevância na Saúde Pública”, avaliou Fabio.


O evento

A Semana Acadêmica Américo de Souza Braga (SEMAMBRA) é um evento acadêmico-científico promovido anualmente pelo Diretório Acadêmico do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal Fluminense, o DAVBF (Diretório Acadêmico Vital Brazil Filho). 

Criada há mais de quarenta anos por iniciativa do corpo docente e discente da Faculdade de Veterinária da UFF, a SEMAMBRA caracteriza-se como um projeto que visa enriquecer a formação de acadêmicos de Medicina Veterinária e áreas afins, fornecer educação continuada para o aperfeiçoamento profissional de médicos veterinários, biólogos e zootecnistas, e servir como oportunidade de integração, troca de experiências e conhecimento entre os alunos e profissionais de diferentes localidades e universidades.  Além do público de alunos, médicos veterinários e outros profissionais da área da saúde, a SEMAMBRA reúne diversas empresas, associações de classe, entre outras.  (http://semambra.sites.uff.br/?page_id=132)





segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Quem foi o Professor Américo Braga?




O professor Dr. AMÉRICO DE SOUZA BRAGA nasceu na cidade de Santarém do Estado do Pará, a 18 de janeiro de 1899 e faleceu em Niterói, capital do Estado do Rio de Janeiro, a 9 de junho de 1947. Era filho do casal santareno Cel. Antônio Joaquim de Vasconcelos Braga e D. Zulmira de Souza Braga. Fez o curso primário em Santarém e os preparatórios para o ingresso no curso superior, no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.


Residência, à Rua Floriano Peixoto, 506, onde viveu 
Américo Braga até deixar sua terra natal.


Parte da família do Coronel Antônio Joaquim de
Vasconcelos Braga, quando Américo (o terceiro
garoto a contar da esquerda) tinha 10 anos de idade.


Casou-se com Margarida dos Santos Braga que lhe deu os filhos Jorge dos Santos Braga (falecido), Dr. Heitor dos Santos Braga (psiquiatra), Dr. Flávio dos Santos Braga (psiquiatra) e Maria Margarida Braga Medeiros (contadora), e em segundas núpcias com D. Carmelina Rurich Braga, de quem teve apenas uma filha, a doutora Marlene Rurich Braga Lopes (médica veterinária) casada com o Dr. Antônio Agra Lopes.

De inteligência privilegiada, até os 17 anos de idade - tempo de sua vivência na terra natal - sempre se destacou no meio de seus conterrâneos, tomando parte ativa nos movimentos culturais e sociais da pequena cidade que lhe serviu de berço.


O cientista Américo Braga


Aspirando aprimorar os seus conhecimentos, em pleno vigor da juventude deixou sua terra natal no ano de 1916, rumo ao Rio de Janeiro, àquela época Capital da República.

Américo Braga formou-se em biologia em 18 de dezembro de 1921 pela 1° Escola Nacional de Veterinária (Praia Vermelha), classificando-se num honroso 1° lugar dividido com o seu colega de turma Otto Magalhães Pecego.

Iniciou sua carreira profissional como biologista no antigo Serviço de Indústria Pastoril do Ministério da Agricultura. Foi o começo de uma vida inteiramente devotada à veterinária.

O 1º Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária foi realizado em 1922, tendo sido organizado e presidido pelo prof. Américo de Souza Braga, grande batalhador da profissão no Brasil. 

Idealista, Braga mereceu ser cognominado de SEMEADOR DA VETERINÁRIA NO BRASIL, graças ao seu esforço pessoal. Pelos seus estudos e pesquisas incansáveis, aumentou de modo brilhante o patrimônio científico nacional, com trabalhos sobre bacteriologia, em cujo terreno demonstrou acentuado pendor e invulgar cultura.

Foi pela sua extraordinária capacidade de imaginação e forte tendência para observações, que se projetou internacionalmente, alcançando a glória de ser considerado MESTRE DA VETERINÁRIA BRASILEIRA, no dizer do Prof. Salomão Vergueiro da Cruz.

Seu primeiro trabalho publicado foi "Os efeitos da hexametilenotetramina na difteria aviária" - In "Boi. Soc. Bras. Med. Vet.", 1 (2): 61, em 1924, e o último, em 1947, "Doença de Aujesaky", tese com que concorreu à Cátedra de Microbiologia e Imunologia da Escola Nacional de Veterinária, da Universidade Rural.

Em 1936, foi um dos fundadores e primeiro diretor da antiga Escola Fluminense de Medicina Veterinária (Atual Faculdade de Veterinária da U.F.F).

A par de seu notável tino administrativo, sempre prestigiado pelos seus colegas de Congregação, foi permanentemente um pesquisador dos mais devotados.

Por diversas ocasiões representou a profissão em congressos nacionais e internacionais (Zurick, Londres, Paris) tendo, por sua destacada atuação nessas oportunidades, conquistado as mais expressivas homenagens dos norte-americanos, europeus e sul-americanos, especialmente pelos seus trabalhos de laboratório. Inúmeros assuntos atinentes à carreira que abraçou, foram por ele versados em trabalhos importantes, mandados publicar, muitos deles, pelo próprio Governo Federal.

Dos inúmeros cargos e títulos de Américo Braga, destacam-se:
- Organizador e Secretário da "Revista do Departamento Nacional de Produção Animal"
- Membro efetivo dos Xl e XII Congressos Internacionais de Medicina Veterinária (Londres, 1930 e New York, 1934)
- Presidente do 'Comitê Brasileiro do XII Congresso Internacional de Medicina Veterinária (Zurick, Interlaken, 1938)
- Membro da "Union of American Biological Societties "da Universidade de Pensylvania (Philadelfia, USA) e Colaborador em "Biological Abstrats", da mesma Sociedade
- Membro Fundador do 'Clube Zoológico do Brasil - São Paulo
- Fundador e Diretor do Instituto Biológico do Rio de Janeiro, no período de 1945 a 1947.

Até 9 de junho de 1947, dia da sua morte,  ocupava três lugares aos quais se devotava com afinco: Catedrático da 12a. cadeira da Escola Fluminense de Medicina Veterinária (Pro-pedêutica, patologia e clínica médica dos pequenos animais domésticos), diretor dessa mesma Escola e Catedrático interino da 8a. cadeira da Escola Nacional de Veterinária. Deixava publicados mais de 100 trabalhos, muitos dos quais traduzidos em diversos idiomas.  Entre seus consideráveis trabalhos científicos destaca-se, pela repercussão internacional, o livro em quatro tomos intitulados Soros, Vacinas, Alérgenos e Imunógenos.


Fontes:







segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Parabéns, veterinários!!





Homenagem do CCZ de Niterói aos veterinários que trabalham todos os dias para cuidar da saúde e bem estar dos animais, da vigilância sanitária e da procedência dos alimentos de origem animal !