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segunda-feira, 25 de maio de 2026

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O AGENTE DE COMBATE À DENGUE DE NITERÓI

 



❓ Qual é o papel do agente de controle de zoonoses (ACZ) ou de combate às endemias (ACE)?

✅ Eles visitam residências para identificar e eliminar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, inspecionando depósitos, terrenos baldios, ralos, caixas d’água, calhas e o interior das casas.



❓ Por que é importante receber o agente em casa?

✅ Porque 70% dos focos do mosquito estão dentro das residências, e a colaboração dos moradores é essencial para combater a dengue e outras arboviroses.



❓ Além da inspeção, o que os agentes oferecem aos moradores?

✅ Eles fornecem orientações específicas sobre como evitar a proliferação do mosquito e reforçam a conscientização sobre a prevenção.



❓ Como identificar corretamente um agente da Prefeitura de Niterói?

  • Eles usam uniforme branco e laranja.
  • Carregam uma bolsa com material de campo.
  • Devem apresentar crachá de identificação.


❓ O que fazer em caso de dúvida sobre a identidade do agente?

✅ Ligar para o número da Prefeitura de Niterói: 21 96955-7745 (sem WhatsApp), informando o nome completo ou número do registro funcional para confirmar.



❓ Qual é o impacto de receber o agente em casa?

✅ É uma medida proativa que contribui para a saúde coletiva, ajudando a controlar a disseminação do mosquito e protegendo toda a comunidade.


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PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O MÉTODO WOLBACHIA EM NITERÓI

 



❓ O que é o Método Wolbachia?

✅ É uma estratégia científica desenvolvida pelo World Mosquito Program (WMP) e conduzida no Brasil pela Fiocruz, que utiliza a bactéria Wolbachia para impedir que o mosquito Aedes aegypti transmita arboviroses como dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana.



❓ O que é a bactéria Wolbachia?

✅ É uma bactéria intracelular comum, presente em cerca de 60% dos insetos (como borboletas e moscas das frutas), mas que não existia naturalmente no Aedes aegypti.



❓ Como a Wolbachia atua dentro do mosquito?

✅ De duas formas principais:

  • Bloqueio Viral: compete por recursos dentro do mosquito, impedindo o desenvolvimento dos vírus.
  • Vantagem Reprodutiva: pela Incompatibilidade Citoplasmática, fêmeas com Wolbachia transmitem a bactéria para todos os filhotes, espalhando-a rapidamente na população.



❓ O método é seguro para humanos e para o meio ambiente?

✅ Sim.

  • Não envolve engenharia genética.
  • A Wolbachia não infecta humanos nem mamíferos.
  • Reduz o uso de inseticidas químicos, protegendo a biodiversidade.



❓ Quem conduz o Método Wolbachia no Brasil?

✅ A Fiocruz, em parceria com o World Mosquito Program (WMP) e o Ministério da Saúde.



❓ O que são os “Wolbitos”?

✅ São mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, que impede a transmissão de arboviroses como dengue, zika e chikungunya.



❓ Os Wolbitos são mosquitos transgênicos?

✅ Não. Eles não são geneticamente modificados; apenas recebem a bactéria Wolbachia, que é natural e já presente em outros insetos.



❓ Como funciona o Método Wolbachia?

  • A bactéria bloqueia o desenvolvimento dos vírus dentro do mosquito.
  • Quando os Wolbitos cruzam com mosquitos locais, a bactéria é transmitida para os descendentes.
  • Com o tempo, forma-se uma nova população de mosquitos incapazes de transmitir doenças.


❓ O método é autossustentável?

✅ Sim. Uma vez estabelecida, a bactéria é passada de geração em geração, sem necessidade de novas liberações frequentes.



❓ Onde está localizada a maior biofábrica de Wolbitos do mundo?

✅ Em Curitiba (PR), na Cidade Industrial, com mais de 5.600 m² de área construída e equipamentos modernos.



❓ Qual é a capacidade de produção da Wolbito do Brasil?

✅ Até 100 milhões de ovos por semana, com expectativa de proteger 14 milhões de pessoas por ano.



❓ Quando a Wolbito do Brasil foi criada?

✅ Em 2023, a partir de uma parceria entre o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP/Fiocruz) e o World Mosquito Program (WMP).



❓ Quem trouxe o Método Wolbachia para o Brasil?

✅ O pesquisador Luciano Moreira, da Fiocruz, em 2011.



❓ Como é feita a implementação do método nas cidades?

  • Produção dos mosquitos com Wolbachia.
  • Liberação programada nas regiões determinadas.
  • Educação e engajamento da população local.
  • Monitoramento constante da presença da bactéria nos mosquitos.


❓ O que significa o nome “Wolbito”?

✅ É a junção de Wolbachia + Mosquito, representando o inseto que carrega a bactéria e ajuda a proteger contra arboviroses.


 

Quadro comparativo entre os métodos tradicionais de combate ao Aedes aegypti e o Método Wolbachia

Aspecto

Métodos Tradicionais (fumacê, eliminação de criadouros)

Método Wolbachia (Fiocruz/WMP)

Estratégia

Uso de inseticidas químicos (fumacê) e eliminação de água parada para reduzir criadouros.

Introdução da bactéria Wolbachia nos mosquitos para impedir a transmissão dos vírus.

Foco de ação

Mata ou reduz a população de mosquitos.

Mantém os mosquitos vivos, mas incapazes de transmitir doenças.

Sustentabilidade

Requer aplicação contínua de inseticidas e campanhas regulares de limpeza.

Autossustentável: a bactéria é transmitida de geração em geração sem necessidade de novas liberações frequentes.

Impacto ambiental

Pode afetar negativamente outros insetos e a biodiversidade devido ao uso de químicos.

Seguro para o meio ambiente, sem uso de engenharia genética ou risco para humanos e animais.

Eficácia

Reduz temporariamente a infestação, mas o mosquito retorna se não houver manutenção constante.

* Em trabalho recente (2025), observou-se uma redução de até 89% nos casos de dengue nas áreas tratadas.

Refere-se aos resultados do método em áreas com 100% de cobertura da técnica, como o município de Niterói (RJ). 

Custo a longo prazo

Alto, devido à necessidade de repetição constante das ações.

Mais econômico a longo prazo, pois se mantém ativo sem grandes intervenções posteriores.

Aceitação social

Depende da adesão da população às campanhas de limpeza e prevenção.

Bem aceito, pois não exige mudanças de comportamento da população, apenas monitoramento científico.

 https://doi.org/10.3390/tropicalmed10090237


❓ Como foi implementado o método em Niterói?

  • Cobertura total: Niterói foi a primeira cidade brasileira com 100% do território protegido.
  • Liberação programada: agentes soltaram mosquitos em bairros específicos para que se misturassem à população local.


❓ Quais foram os resultados epidemiológicos em Niterói?

  • Redução de casos: em trabalho recente (2025), observou-se uma queda de até 89% nos casos de dengue nas áreas tratadas.
  • Sustentabilidade: a bactéria é transmitida de geração em geração, sem necessidade de novas liberações frequentes.


❓ Como é feito o monitoramento do método em Niterói?

✅ O Centro de Controle de Zoonoses captura mosquitos em armadilhas para verificar se a Wolbachia continua presente na população.



❓ Qual é a importância de Niterói nesse projeto?

✅ Niterói foi pioneira no Brasil, iniciando em 2015 no bairro Jurujuba, e hoje é referência internacional, protegendo toda a cidade e servindo de modelo para outras regiões.



Fontes:  

Wolbito do Brasil

Prefeitura de Niterói

Fonte da imagem:  Wolbito do Brasil


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PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O "FUMACÊ" EM NITERÓI

 



O "fumacê" ainda é usado em Niterói?

Pode ser usado em caráter excepcional.



Por que o "fumacê" não é mais a principal estratégia?

O "fumacê" é uma medida emergencial usada para controlar o mosquito transmissor da dengue e outras arboviroses. Ele só deve ser aplicado em situações de surtos ou epidemias, seguindo critérios do Ministério da Saúde.  

  • É utilizado em locais com grande aumento de casos e mortes.  
  • O uso precisa ser feito no momento certo e de forma equilibrada.  
  • A principal forma de combater o mosquito continua sendo eliminar os criadouros, evitando água parada.  
  • Como se trata de um inseticida, o uso excessivo pode causar sérios danos ao meio ambiente.  


Qual é o conflito técnico entre o "fumacê" e o Método Wolbachia?

 Não há conflito técnico. O método Wolbachia é uma estratégia complementar e não inviabiliza nenhuma outra estratégia prevista no Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD).



Quais são as limitações do "fumacê" como inseticida?

  • Não elimina larvas nos criadouros.
  • Só atinge mosquitos adultos.
  • O uso repetitivo gera resistência nos mosquitos, exigindo doses mais tóxicas.
  • O uso indiscriminado de inseticida pode até mesmo aumentar a população de mosquitos (resistência e o inseticida elimina outros insetos que se alimentam de larvas)


Quais impactos ambientais e de saúde o "fumacê" pode causar?

  • Biodiversidade: mata insetos benéficos como abelhas e borboletas.
  • Saúde humana: pode causar alergias e problemas respiratórios; há riscos ocupacionais para agentes que operam as máquinas continuamente.


Qual é a nova diretriz do Ministério da Saúde para o combate ao Aedes aegypti?

  • Vistorias domiciliares: identificar e destruir criadouros na fonte.
  • Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) em imóveis especiais. É uma técnica de controle vetorial que consiste em aplicar um inseticida de longa duração nas paredes internas de imóveis. O produto adere às superfícies e elimina mosquitos (como o Aedes aegypti) quando pousam no local. A barreira química age por até 4 meses.

Novas tecnologias:
  1. ESTAÇÃO DISSEMINADORA DE LARVICIDAS (EDL): funciona usando o próprio mosquito para espalhar o veneno.
  • Estratégia: O mosquito fêmea entra na armadilha, se contamina com o larvicida e o carrega nas pernas para outros criadouros vizinhos.
  • Impacto: O produto bloqueia o desenvolvimento das larvas, impedindo que virem mosquitos adultos.
  • Resultado: Reduz drasticamente a população de Aedes aegypti e ajuda a frear a transmissão de dengue, Zika e chikungunya.
  • Vantagem: Consegue alcançar focos de água escondidos que os agentes de saúde não encontram a olho nu.
 2. MÉTODO WOLBACHIA.

 3. MONITORAMENTO ENTOMOLÓGICO COM OVITRAMPAS:  
É uma estratégia de vigilância que utiliza armadilhas simples, semelhantes a vasos, para atrair fêmeas do mosquito Aedes aegypti e Aedes albopictus e induzi-las a depositar seus ovos. Esse método permite medir a infestação, mapear focos e guiar ações de controle.



Qual é a principal linha de defesa em Niterói atualmente?

O Método Wolbachia, aliado ao trabalho manual dos agentes do CCZ, substituiu o fumacê como estratégia central.


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PERGUNTAS E RESPOSTAS VACINA CONTRA A DENGUE

 Criado em 25/05/26 - Atualizado em 12/06/26




❓ Quais são as vacinas contra a dengue disponíveis no Brasil?

Atualmente, o Brasil possui três vacinas contra a dengue com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): a Qdenga© (SUS e rede privada), a Dengvaxia (rede privada) e a Butantan-DV (SUS). Na rede pública (SUS), apenas a vacina Qdenga segue com aplicação ativa para a população geral prioritária.



❓ Quais são as disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) atualmente?

✅ Disponibilidade no SUS:

.  Qdenga© (Farmacêutica Takeda)

Status no SUS: Disponível e ativa.

Público-alvo no SUS: Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

Esquema: Duas doses aplicadas com intervalo de três meses.

Rede Privada: Liberada para pessoas de 4 a 59 anos, independentemente de já terem contraído dengue antes.

.  Butantan-DV (Instituto Butantan)

Status no SUS: Suspensa temporariamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Saúde em 08/06/26. O imunizante nacional de dose única foi comprado pelo governo federal para oferta exclusiva no SUS e teve a campanha iniciada no começo do ano para públicos específicos, mas está com a aplicação congelada.



❓ Qual é a origem da vacina contra a dengue Qdenga© e quem pode recebê-la?

✅ A Qdenga© é uma vacina de vírus vivos atenuados desenvolvida pelo laboratório farmacêutico japonês Takeda.  É indicada para indivíduos de 4 a 60 anos, independentemente de já terem tido a doença ou não.



❓ Quantas doses da Qdenga© são necessárias e em qual intervalo?

✅ São 2 doses, com intervalo de 3 meses entre elas.



❓ Quais são as contraindicações da Qdenga©?

✅ Como toda vacina de vírus vivo, é contraindicada para:

  • Gestantes
  • Nutrizes (mulheres que amamentam)
  • Pessoas com imunodeficiências primárias ou adquiridas, incluindo em terapias imunossupressoras


❓ A Qdenga© está disponível no SUS?

✅ Sim. Desde dezembro de 2023, o Brasil foi o primeiro país a oferecer a vacina no sistema público.



❓ Qual é o público-alvo da Qdenga© no SUS em 2024/2025?

✅ Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária com maior número de hospitalizações.



❓ Como é feita a vacinação com a Qdenga© pelo SUS?

✅ Em duas doses, com intervalo de três meses, priorizando municípios com maior incidência da doença.



❓ Niterói foi contemplada com a Qdenga©?

✅ Sim. A partir de 2024, Niterói passou a receber a vacina em todas as unidades de saúde pública municipal.



❓ O que é a vacina Butantan-DV?

✅ A Butantan-DV é uma vacina brasileira contra a dengue, dose única, com eficácia de 74,7% contra dengue sintomática e 91,6% contra dengue graveSuspensa temporariamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Saúde em 08/06/26.



❓ Quem pode receber a Butantan-DV?

✅ Pessoas de 12 a 59 anosSuspensa temporariamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Saúde em 08/06/26.



❓ Quando começou a aplicação da Butantan-DV?

✅ Em janeiro de 2026, inicialmente em cidades de Minas Gerais, Ceará e São Paulo.  Suspensa temporariamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Saúde em 08/06/26.



❓ Como foi o processo de aprovação da Butantan-DV?

✅ Baseado em estudo clínico de fase 3 (2016–2024) com 16 mil voluntários em 14 estados brasileiros, acompanhado por 5 anos e aprovado pela Anvisa.  Suspensa temporariamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Saúde em 08/06/26.



❓ A Butantan-DV já está disponível para profissionais de saúde?

✅ Sim. Desde 9 de fevereiro de 2026, profissionais da atenção primária (médicos, enfermeiros, agentes de saúde) começaram a ser vacinados em todo o Brasil.  Suspensa temporariamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Saúde em 08/06/26.



❓ Quais documentos são necessários para profissionais de saúde receberem a Butantan-DV?

✅ Documento de identidade com foto, CPF e registro no conselho de classe ou comprovante de vínculo ativo. Suspensa temporariamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Saúde em 08/06/26.


Quadro comparativo:

Característica

Qdenga© (Takeda)

Butantan-DV (Instituto Butantan) Suspensa temporariamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Saúde em 08/06/26. 

Indicação etária

4 a 60 anos

12 a 59 anos

Número de doses

2 doses (intervalo de 3 meses)

Dose única

Sorotipos protegidos

DEN-1, DEN-2, DEN-3, DEN-4 (tetravalente)

DEN-1, DEN-2, DEN-3, DEN-4 (tetravalente)

Eficácia

Dados gerais de proteção contra os 4 sorotipos

74,7% contra dengue sintomática; 91,6% contra dengue grave

Contraindicações

Gestantes, nutrizes, imunodeficiências primárias ou adquiridas

Mesmas contraindicações gerais de vacinas de vírus vivo

Disponibilidade no SUS

Desde dezembro de 2023

Incorporada em janeiro de 2026

Público-alvo no SUS

Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos (maior risco de hospitalização)

Adultos de 12 a 59 anos e profissionais de saúde da atenção primária

Estratégia inicial de vacinação

Municípios prioritários com maior incidência da doença

Piloto em cidades de MG, CE e SP; expansão nacional ao longo de 2026

Aplicação em profissionais de saúde

Não especificada

Sim, desde fevereiro de 2026, em todo o Brasil

Origem

Internacional (Takeda, Japão)

Nacional (Instituto Butantan, Brasil)

 

A vacina contra a dengue protege contra Zika, Febre amarela e Chikungunya?

Não. A vacina confere proteção contra os quatro sorotipos da dengue.

 

Fontes:  

Instituto Butantan

Sociedade Brasileira de Imunizações

TAKEDA

Ministério da Saúde






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segunda-feira, 30 de março de 2026

Peixes Barrigudinhos ajudam no combate a focos de mosquito em Niterói

 


Uma iniciativa de controle biológico do mosquito Aedes aegypti está em andamento em Itacoatiara. Agentes de controle de zoonoses e um morador se uniram para enfrentar um foco crônico de mosquitos em uma piscina com problemas estruturais, onde o tratamento químico não era viável.

A solução encontrada

O agente de controle de zoonoses Marcos Alvarenga sugeriu a introdução de peixes barrigudinhos, conhecidos por se alimentarem das larvas de mosquitos. A medida foi colocada em prática com apoio do agente de controle de zoonoses e supervisor Élcio Nascimento e da comunidade local.

Barrigudinho

Também conhecido como lebiste/guppy (Poecilia reticulata) e guaru (Poecilia vivipara), o barrigudinho é um peixe rústico que resiste a variações ambientais e se reproduz rápido, o que facilita a disseminação e a sobrevivência da sua espécie.

Monitoramento contínuo

Segundo os agentes, os peixes foram inseridos recentemente e o local passará por monitoramento regular durante as visitas. Caso seja necessário repor os animais, já existe uma rede de apoio: um morador que enfrentou situação semelhante e obteve bons resultados passou a criar os peixes, fornecendo-os à equipe.

Expansão da iniciativa

Além da residência inicial, os agentes pretendem estender a ação para uma casa vizinha que está fechada. O objetivo é entrar em contato com os novos proprietários para também introduzir os peixes na piscina, ampliando o alcance da medida.

Impacto na saúde pública

O uso de peixes barrigudinhos representa uma alternativa sustentável e eficaz ao tratamento químico, contribuindo para reduzir a proliferação de mosquitos transmissores de arboviroses como dengue, zika e chikungunya. A iniciativa reforça a importância da participação comunitária e da busca por soluções criativas no enfrentamento dos desafios da saúde pública.






quarta-feira, 25 de março de 2026

Monitoramento do Aedes aegypti em Niterói: pesquisa internacional fortalece combate às arboviroses

 


Desde o início desta semana, pesquisadores da Fiocruz Minas e da Universidade de Estrasburgo, na França, estão percorrendo o município de Niterói para instalar armadilhas de oviposição destinadas à captura do mosquito Aedes aegypti — vetor de importantes arboviroses como dengue, zika e chikungunya.

A iniciativa conta com o apoio direto das equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que desempenham papel fundamental no suporte logístico e operacional. Com amplo conhecimento do território, os servidores do CCZ têm facilitado o acesso aos locais estratégicos para a instalação das armadilhas.

A objetivo da pesquisa é realizar o monitoramento entomológico, coletando ovos, larvas e mosquitos adultos. O trabalho busca avaliar o estabelecimento da bactéria Wolbachia nas populações locais de Aedes aegypti, além de investigar a presença de microrganismos com potencial aplicação no controle dos vírus responsáveis pela dengue, zika e chikungunya.











sexta-feira, 25 de julho de 2025

AGORA É LEI: RIO TERÁ PROGRAMA DE CONTROLE SUSTENTÁVEL DO AEDES AEGYPTI

 


O Estado do Rio de Janeiro terá um Programa de Controle Sustentável do Aedes aegypti, conforme prevê a Lei 10.890/25, aprovada pela Alerj e sancionada pelo governador Cláudio Castro. O objetivo é reduzir as arboviroses transmitidas pelo mosquito, como Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela Urbana, além de doenças que afetam animais domésticos, como a Dirofilariose.

A lei incentiva métodos inovadores, como a liberação de mosquitos modificados ou infectados com agentes que diminuem a capacidade de transmissão de doenças. Destaca ainda a avaliação contínua dos métodos tradicionais e a redução progressiva do uso de inseticidas químicos, visando preservar o meio ambiente e a biodiversidade local.

O programa será implementado pelo governo estadual e buscará cobertura eficiente em áreas urbanas e rurais, focando especialmente em regiões com maior incidência das doenças.

Um exemplo bem-sucedido é o do município de Niterói, que utilizou o método Wolbachia — um microrganismo que, quando introduzido nos ovos do Aedes aegypti, reduz a capacidade do mosquito de transmitir vírus. Em Niterói, desde 2015, a liberação de mosquitos com Wolbachia levou a reduções expressivas: cerca de 70% nos casos de dengue, 60% de chikungunya e 40% de zika nas áreas cobertas. Em 2023, Niterói se tornou a primeira cidade do país com 100% do território coberto por essa tecnologia, apresentando índices muito baixos de casos de dengue em 2025.

Além disso, foi inaugurada em Curitiba a maior biofábrica do mundo para criação de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia, resultado da parceria entre o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o World Mosquito Program (WMP). A iniciativa conta com apoio do Ministério da Saúde, Fiocruz e WMP e já beneficiou cerca de 5 milhões de brasileiros, com previsão de alcançar 70 milhões nos próximos anos.


📌 Resumo do conteúdo originalmente publicado por A TRIBUNA RJ.


sexta-feira, 18 de julho de 2025

🦟✨ Uma revolução silenciosa está transformando a maneira como combatemos a dengue no Brasil — e você precisa conhecer essa história!

 


Está no ar o 1º episódio da série Fiotec Apoia, publicado no perfil @fiotecfiocruz, e nós temos o privilégio de compartilhar esse conteúdo impactante com vocês. No vídeo, você vai conhecer o Método Wolbachia, do World Mosquito Program, uma inovação que já está mudando a realidade de milhões de pessoas ao redor do mundo.

Com entrevistas exclusivas e relatos reais, o episódio revela como a cidade de Niterói (RJ) se tornou referência no uso da tecnologia, aplicando o método em 100% dos seus bairros por meio do trabalho dos profissionais do Centro de Controle de Zoonoses. Os resultados positivos acumulados ao longo de quase uma década são a prova de que ciência e dedicação podem salvar vidas.

📽️ Dê o play e descubra como essa iniciativa está fazendo a diferença na luta contra as arboviroses.

🧡 Nosso sincero agradecimento à @fiotecfiocruz pela permissão para republicar o vídeo em nosso perfil e ajudar a amplificar essa mensagem tão necessária. 

Principais momentos do vídeo:

00:19min – Luciano Moreira, consultor sênior do Método Wolbachia no Brasil fala sobre o histórico do Método Wolbachia na Austrália.

2:13min – Andrea Rosa da Silva, agente de combate às endemias e supervisora de equipe de campo do SECOV (Setor 2), fala sobre a colocação de ovitrampas.  Imagens mostram ação de campo na Ponta D’Areia com os agentes Augusto Cesar Zambe e Jailson Boaventura.

4:15min – Cláudio Luiz Rodrigues, agente de combate às endemias e supervisor geral de equipe de campo do SECOV (Setor 2), fala sobre a colocação de ovitrampas.

4:47min - Ação de campo na Ponta D’Areia com os agentes Augusto Cesar Zambe, Jailson Boaventura, Andrea Rosa e Cláudio Luiz Rodrigues.

5:05min – Cláudio Luiz Rodrigues, agente de combate às endemias e supervisor geral de equipe de campo do SECOV (Setor 2), fala sobre a abordagem educativa realizada pelos agentes de campo para explicar ao morador o método e as ovitrampas.

5:57min – Ana Eppinghaus, coordenadora de vigilância em saúde de Niterói, fala sobre o histórico do Método Wolbachia no município.

6:03min – Fabio Vilas Boas, chefe do Centro de Controle de Zoonoses de Niterói, fala sobre as ações operacionais atuais do método no município e as ações previstas no Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD - https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/dengue/pncd_2002.pdf/view )

7:29min – Ana Eppinghaus (COVIG) e Fabio Vilas Boas (CCZ) falam sobre os resultados da incidência de arboviroses no município após a implantação do método.


FIOTEC/FIOCRUZ

https://www.fiotec.fiocruz.br/institucional/perfil-institucional



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

CCZ fala sobre métodos de controle do Aedes aegypti no Grupo Shore (Porto de Niterói)


Na última semana (dia 12/02), o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), por meio do seu setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC), realizou a palestra Métodos de Controle do Aedes aegypti” no Grupo Shore – empresa de prestação de serviços de operação portuária, logística, transporte, armazenagem e reparo naval localizada no Centro de Niterói. A atividade se deu em atendimento ao convite do controlador de segurança e saúde ocupacional Carlos Vieira Rocha.

O objetivo geral foi promover a conscientização e a capacitação dos funcionários sobre os métodos de controle do Aedes aegypti, visando reduzir os riscos de proliferação do mosquito e, consequentemente, das doenças por ele transmitidas, tanto no ambiente de trabalho quanto em suas comunidades.  Como objetivos específicos podemos destacar:  alertar sobre os riscos das arboviroses (dengue, zika, chikungunya e febre amarela) e seu impacto no ambiente de trabalho; mostrar a importância do controle do Aedes aegypti em áreas portuárias; e apresentar iniciativas inovadoras, como o Projeto Wolbachia, que utiliza mosquitos com a bactéria Wolbachia para reduzir a transmissão de arboviroses.

Cláudio Moreira e Devylson Campos expuseram o tema por meio de diálogo interativo, nos moldes de palestra, apresentação de slide-show e distribuição de material informativo. Além disso, foi possível ver como são os ovos, as larvas, as pupas e o mosquito adulto, em tamanho original, em recipientes adequadamente acondicionados (tubitos de vidro) e microscópio. O conteúdo programático ministrado compreendeu os seguintes assuntos: 

• Conceito de Saúde Unica ou One Health; as ações de enfrentamento sobre problemas ambientais tais como, qualidade da água, saneamento básico, a importância de várias áreas do saber com diversos profissionais; 
• Ciclo biológico do mosquito Aedes aegypit e Aedes albopictus como vetores de arboviroses; 
•  Dengue, zika, chikungunya e febre amarela: sintomas e cuidados; 
•  Definição de arbovírus;
• Tecnologias de Controle das Arboviroses: Ovitrampas, Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), Metodo Wolbachia, Mosquitos Geneticamente Modificados e Mosquitos Estéreis Irradiados.

O público, formado por aproximadamente 30 colaboradores, demonstrou interesse e participou ativamente, interagindo com o palestrante. O evento transcorreu de forma fluida.   Muitos dos presentes apresentaram dúvidas e questionamentos sobre: tempo do ciclo de vida do Aedes aegypti, fase de alimentação e crescimento do mosquito, uso do larvicida e a questão do uso do "fumacê". 

Em resumo, a palestra não apenas informou, mas também inspirou ações concretas. O público agora está mais sensibilizado dos desafios enfrentados e motivado a contribuir para um ambiente mais seguro e saudável.  Confira alguns depoimentos dos participantes:

“Vale ressaltar a importância dessas palestras em unidades empresariais e escolares para compartilhar o conhecimento entre população”, Elaine Foles.

“Palestra de muito valor para o dia a dia. Parabéns!”, Éden Espinosa.

“Excelente palestra, rica em compartilhamento de conhecimento e informação. Além disso, os profissionais possuem total propriedade sobre o conteúdo compartilhado. Adorei!” Thaís de Sousa.

Equipe do IEC:  Cláudia Vaz, Cláudio Moreira, Devylson Campos, Matilde Pombo e Thatiana Albuquerque.