Mostrando postagens com marcador Serviço de Controle de Vetores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Serviço de Controle de Vetores. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Prefeitura de Niterói realiza desratização na orla de Piratininga

 


Niterói segue reforçando o cuidado com a saúde pública e o bem-estar de quem vive e frequenta suas praias. Na última quarta-feira, dia 05/08, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), realizou um amplo serviço de desratização ao longo de toda a orla da Praia de Piratininga.

A ação, conduzida por técnicos do Setor de Controle de Vetores, do CCZ, percorreu toda a extensão da orla, com inspeções detalhadas e aplicação de raticida nos pontos identificados como mais suscetíveis à presença de roedores.

Onde a atenção foi redobrada

Nem todo trecho da orla recebeu o mesmo tipo de intervenção. Os técnicos concentraram o trabalho nos locais que reúnem as condições ideais para a proliferação de ratos, como:

Áreas com concentração de alimentos e resíduos

  • Quiosques, barracas e restaurantes na orla
  • Pontos de coleta de lixo e contêineres

Infraestrutura urbana e de drenagem

  • Galerias pluviais, bueiros e bocas de lobo
  • Canais e margens de corpos d'água

Áreas de vegetação e terrenos baldios

  • Jardins e canteiros
  • Terrenos baldios e áreas não edificadas

 

Um trabalho que só funciona com a cidade inteira

O CCZ reforça que o combate aos roedores não se resume à aplicação de raticida. O sucesso desse tipo de ação depende de uma integração de esforços: saneamento básico, destinação correta do lixo, limpeza de terrenos e educação em saúde caminham lado a lado com o trabalho técnico.

Por isso, a população — moradores, comerciantes e frequentadores da orla — tem um papel fundamental nesse processo. Algumas atitudes simples fazem toda a diferença:

  • Manter quintais e áreas externas limpos
  • Evitar o acúmulo de entulho
  • Acondicionar o lixo corretamente, em horários e locais adequados

Um serviço público à disposição de todos

Ações como essa fazem parte da rotina de vigilância e controle de zoonoses da Prefeitura de Niterói, oferecidas gratuitamente à população como parte do compromisso com a saúde pública e a qualidade de vida nas praias e bairros da cidade. Casos de infestação por roedores podem ser reportados para que a equipe do Centro de Controle de Zoonoses possa avaliar e agir. 

Tel.: (21) 99639-4251 / 96955-7745 (Sem Whatsapp)

E-mail:  controledezoonoses@saude.niteroi.rj.gov.br

Cuidar da orla é também cuidar de quem vive dela — e esse trabalho só é possível com a soma entre poder público e comunidade.


segunda-feira, 25 de maio de 2026

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O AGENTE DE COMBATE À DENGUE DE NITERÓI

 



❓ Qual é o papel do agente de controle de zoonoses (ACZ) ou de combate às endemias (ACE)?

✅ Eles visitam residências para identificar e eliminar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, inspecionando depósitos, terrenos baldios, ralos, caixas d’água, calhas e o interior das casas.



❓ Por que é importante receber o agente em casa?

✅ Porque 70% dos focos do mosquito estão dentro das residências, e a colaboração dos moradores é essencial para combater a dengue e outras arboviroses.



❓ Além da inspeção, o que os agentes oferecem aos moradores?

✅ Eles fornecem orientações específicas sobre como evitar a proliferação do mosquito e reforçam a conscientização sobre a prevenção.



❓ Como identificar corretamente um agente da Prefeitura de Niterói?

  • Eles usam uniforme branco e laranja.
  • Carregam uma bolsa com material de campo.
  • Devem apresentar crachá de identificação.


❓ O que fazer em caso de dúvida sobre a identidade do agente?

✅ Ligar para o número da Prefeitura de Niterói: 21 96955-7745 (sem WhatsApp), informando o nome completo ou número do registro funcional para confirmar.



❓ Qual é o impacto de receber o agente em casa?

✅ É uma medida proativa que contribui para a saúde coletiva, ajudando a controlar a disseminação do mosquito e protegendo toda a comunidade.


***

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O "FUMACÊ" EM NITERÓI

 



O "fumacê" ainda é usado em Niterói?

Pode ser usado em caráter excepcional.



Por que o "fumacê" não é mais a principal estratégia?

O "fumacê" é uma medida emergencial usada para controlar o mosquito transmissor da dengue e outras arboviroses. Ele só deve ser aplicado em situações de surtos ou epidemias, seguindo critérios do Ministério da Saúde.  

  • É utilizado em locais com grande aumento de casos e mortes.  
  • O uso precisa ser feito no momento certo e de forma equilibrada.  
  • A principal forma de combater o mosquito continua sendo eliminar os criadouros, evitando água parada.  
  • Como se trata de um inseticida, o uso excessivo pode causar sérios danos ao meio ambiente.  


Qual é o conflito técnico entre o "fumacê" e o Método Wolbachia?

 Não há conflito técnico. O método Wolbachia é uma estratégia complementar e não inviabiliza nenhuma outra estratégia prevista no Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD).



Quais são as limitações do "fumacê" como inseticida?

  • Não elimina larvas nos criadouros.
  • Só atinge mosquitos adultos.
  • O uso repetitivo gera resistência nos mosquitos, exigindo doses mais tóxicas.
  • O uso indiscriminado de inseticida pode até mesmo aumentar a população de mosquitos (resistência e o inseticida elimina outros insetos que se alimentam de larvas)


Quais impactos ambientais e de saúde o "fumacê" pode causar?

  • Biodiversidade: mata insetos benéficos como abelhas e borboletas.
  • Saúde humana: pode causar alergias e problemas respiratórios; há riscos ocupacionais para agentes que operam as máquinas continuamente.


Qual é a nova diretriz do Ministério da Saúde para o combate ao Aedes aegypti?

  • Vistorias domiciliares: identificar e destruir criadouros na fonte.
  • Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) em imóveis especiais. É uma técnica de controle vetorial que consiste em aplicar um inseticida de longa duração nas paredes internas de imóveis. O produto adere às superfícies e elimina mosquitos (como o Aedes aegypti) quando pousam no local. A barreira química age por até 4 meses.

Novas tecnologias:
  1. ESTAÇÃO DISSEMINADORA DE LARVICIDAS (EDL): funciona usando o próprio mosquito para espalhar o veneno.
  • Estratégia: O mosquito fêmea entra na armadilha, se contamina com o larvicida e o carrega nas pernas para outros criadouros vizinhos.
  • Impacto: O produto bloqueia o desenvolvimento das larvas, impedindo que virem mosquitos adultos.
  • Resultado: Reduz drasticamente a população de Aedes aegypti e ajuda a frear a transmissão de dengue, Zika e chikungunya.
  • Vantagem: Consegue alcançar focos de água escondidos que os agentes de saúde não encontram a olho nu.
 2. MÉTODO WOLBACHIA.

 3. MONITORAMENTO ENTOMOLÓGICO COM OVITRAMPAS:  
É uma estratégia de vigilância que utiliza armadilhas simples, semelhantes a vasos, para atrair fêmeas do mosquito Aedes aegypti e Aedes albopictus e induzi-las a depositar seus ovos. Esse método permite medir a infestação, mapear focos e guiar ações de controle.



Qual é a principal linha de defesa em Niterói atualmente?

O Método Wolbachia, aliado ao trabalho manual dos agentes do CCZ, substituiu o fumacê como estratégia central.


***




PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O SERVIÇO DE COMBATE À DENGUE EM NITERÓI

 




❓ Quem coordena o serviço de combate à dengue em Niterói?

✅ A Fundação Municipal de Saúde (FMS) através do Centro de Controle de Zoonoses e de Doenças de Transmissão Vetorial (CCZ).



❓ Quais são as principais estratégias de controle e monitoramento usadas em Niterói?

Controle:

  • Visitas domiciliares e inspeções ambientais para identificação e eliminação de criadouros de mosquitos, principalmente do Aedes aegypti;
  • Tratamento focal e perifocal com larvicidas em depósitos de água não elimináveis.

  • Aplicação de inseticidas em situações de bloqueio de transmissão e aumento de casos.

  • Monitoramento de pontos estratégicos, como ferros-velhos, estaleiros, borracharias, obras e imóveis abandonados.

  • Campanhas educativas junto à população.

  • Método Wolbachia: mosquitos com a bactéria Wolbachia que bloqueia a transmissão da dengue, zika e chikungunya.
  • Ações fiscais.


Monitoramento:

  • LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti): identifica bairros com maior concentração de criadouros para direcionar ações.
  • Armadilhas de oviposição (ovitrampas).


❓ Quais ações de campo o CCZ realiza?

  • Visitas domiciliares para inspeção de imóveis e eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti.
  • Tratamento focal e perifocal com larvicidas em depósitos de água não elimináveis.

  • Aplicação de inseticidas quando indicado em áreas com transmissão de dengue, zika e chikungunya.

  • Levantamentos entomológicos (LIRAa e Armadilhas de oviposição) com coleta de larvas e monitoramento dos índices de infestação.

  • Fiscalização e monitoramento de pontos estratégicos, como borracharias, ferros-velhos, cemitérios, obras e imóveis abandonados.

  • Educação em Saúde.

  • Participação em mutirões intersetoriais de limpeza urbana e prevenção de arboviroses.


❓ Como a população pode solicitar vistorias ou denunciar focos do mosquito?

  • Pelo App Colab (Android e iOS).
  • Pelo WhatsApp Disque Dengue: 21 96955-0746.
  • Pelo telefone de contato: 21 99639-4251 / 96955-7745

 

***


segunda-feira, 30 de março de 2026

Peixes Barrigudinhos ajudam no combate a focos de mosquito em Niterói

 


Uma iniciativa de controle biológico do mosquito Aedes aegypti está em andamento em Itacoatiara. Agentes de controle de zoonoses e um morador se uniram para enfrentar um foco crônico de mosquitos em uma piscina com problemas estruturais, onde o tratamento químico não era viável.

A solução encontrada

O agente de controle de zoonoses Marcos Alvarenga sugeriu a introdução de peixes barrigudinhos, conhecidos por se alimentarem das larvas de mosquitos. A medida foi colocada em prática com apoio do agente de controle de zoonoses e supervisor Élcio Nascimento e da comunidade local.

Barrigudinho

Também conhecido como lebiste/guppy (Poecilia reticulata) e guaru (Poecilia vivipara), o barrigudinho é um peixe rústico que resiste a variações ambientais e se reproduz rápido, o que facilita a disseminação e a sobrevivência da sua espécie.

Monitoramento contínuo

Segundo os agentes, os peixes foram inseridos recentemente e o local passará por monitoramento regular durante as visitas. Caso seja necessário repor os animais, já existe uma rede de apoio: um morador que enfrentou situação semelhante e obteve bons resultados passou a criar os peixes, fornecendo-os à equipe.

Expansão da iniciativa

Além da residência inicial, os agentes pretendem estender a ação para uma casa vizinha que está fechada. O objetivo é entrar em contato com os novos proprietários para também introduzir os peixes na piscina, ampliando o alcance da medida.

Impacto na saúde pública

O uso de peixes barrigudinhos representa uma alternativa sustentável e eficaz ao tratamento químico, contribuindo para reduzir a proliferação de mosquitos transmissores de arboviroses como dengue, zika e chikungunya. A iniciativa reforça a importância da participação comunitária e da busca por soluções criativas no enfrentamento dos desafios da saúde pública.






quarta-feira, 25 de março de 2026

Monitoramento do Aedes aegypti em Niterói: pesquisa internacional fortalece combate às arboviroses

 


Desde o início desta semana, pesquisadores da Fiocruz Minas e da Universidade de Estrasburgo, na França, estão percorrendo o município de Niterói para instalar armadilhas de oviposição destinadas à captura do mosquito Aedes aegypti — vetor de importantes arboviroses como dengue, zika e chikungunya.

A iniciativa conta com o apoio direto das equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que desempenham papel fundamental no suporte logístico e operacional. Com amplo conhecimento do território, os servidores do CCZ têm facilitado o acesso aos locais estratégicos para a instalação das armadilhas.

A objetivo da pesquisa é realizar o monitoramento entomológico, coletando ovos, larvas e mosquitos adultos. O trabalho busca avaliar o estabelecimento da bactéria Wolbachia nas populações locais de Aedes aegypti, além de investigar a presença de microrganismos com potencial aplicação no controle dos vírus responsáveis pela dengue, zika e chikungunya.











segunda-feira, 16 de março de 2026

Capacitação em Vigilância Entomológica Integrada fortalece ações do CCZ Niterói

 


No dia 10 de março, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) participou da capacitação Vigilância Entomológica Integrada, realizada no auditório da Divisão de Controle de Vetores da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (DIVCV-SES/RJ), no Centro da capital.

O encontro abordou estratégias de vigilância entomológica, com ênfase no Indicador Bipartite nº 52 e na utilização das ovitrampas como metodologia de monitoramento vetorial. Foram apresentadas diretrizes para a organização das ações municipais de vigilância e controle das arboviroses.

O indicador estabelece a realização de dois levantamentos do LIRAa e oito semanas epidemiológicas de monitoramento por ovitrampas ao longo do ano, servindo como parâmetro para avaliar a efetividade das ações de vigilância. Destacou-se ainda o papel do LIRAa na identificação de áreas de risco e das ovitrampas na detecção precoce da presença do vetor, especialmente o mosquito Aedes aegypti.

Representaram o CCZ Niterói:

  • Fábio Vilas Boas, chefe do CCZ;
  • Fernando Conceição, chefe do Serviço de Controle de Vetores (SECOV);
  • Marcos Rosa, técnico do Laboratório de Zoonoses (LABZO).








quarta-feira, 3 de setembro de 2025

🦟 Profissionalização e Inovação: Encontro dos agentes de campo do SECOV fortalece o combate aos vetores em Niterói

 


Em agosto de 2025, Niterói deu mais um passo importante na valorização e capacitação dos profissionais que atuam na linha de frente da saúde pública. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), por meio da equipe de Informação, Educação e Comunicação em Saúde, realizou o aguardado Encontro para Atualização dos Agentes de Campo do Serviço de Controle de Vetores (SECOV) – Edição 2025.

Mais do que um evento técnico, o encontro foi um verdadeiro espaço de troca, aprendizado e alinhamento estratégico. Os agentes tiveram a oportunidade de atualizar conhecimentos, discutir diretrizes nacionais e conhecer novas ferramentas tecnológicas que estão revolucionando o controle de vetores.

📍 Locais e datas do encontro:

  • 18, 20 e 27/08 – Auditório do NEPP (Centro)
  • 19/08 – Sala de vídeo do CIEP 450 Emiliano Di Cavalcanti (Badu)
  • 21/08 – Auditório da Escola Municipal Professor Dario de Souza Castello (Itaipu)

🎯 Temas que marcaram a edição:

  • Diretriz Nacional para Atuação Integrada dos Agentes de Combate a Endemias e Agentes Comunitários de Saúde: uma abordagem que reforça o trabalho colaborativo nos territórios.
  • Atualização das atribuições do CCZ, com foco em práticas mais eficazes e integradas.
  • Ovitrampas e o aplicativo Conta Ovos, ferramentas inovadoras para monitoramento e controle da proliferação do Aedes aegypti.

A atualização constante dos agentes é essencial para garantir que as ações de controle de vetores sejam cada vez mais eficientes, seguras e alinhadas às necessidades reais da população. Em tempos de desafios sanitários complexos, como o enfrentamento da dengue, zika e chikungunya, investir na formação desses profissionais é investir diretamente na saúde coletiva.

O Encontro não apenas fortaleceu o conhecimento técnico dos agentes, mas também renovou o espírito de colaboração e propósito que move quem cuida da nossa cidade todos os dias.


Agradecimentos:

Núcleo de Educação Permanente e Pesquisa - NEPP (Centro)

CIEP 450 Emiliano Di Cavalcanti (Badu)

Escola Municipal Professor Dario de Souza Castello (Itaipu)