segunda-feira, 25 de maio de 2026

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O "FUMACÊ" EM NITERÓI

 



O "fumacê" ainda é usado em Niterói?

Pode ser usado em caráter excepcional.



Por que o "fumacê" não é mais a principal estratégia?

O "fumacê" é uma medida emergencial usada para controlar o mosquito transmissor da dengue e outras arboviroses. Ele só deve ser aplicado em situações de surtos ou epidemias, seguindo critérios do Ministério da Saúde.  

  • É utilizado em locais com grande aumento de casos e mortes.  
  • O uso precisa ser feito no momento certo e de forma equilibrada.  
  • A principal forma de combater o mosquito continua sendo eliminar os criadouros, evitando água parada.  
  • Como se trata de um inseticida, o uso excessivo pode causar sérios danos ao meio ambiente.  


Qual é o conflito técnico entre o "fumacê" e o Método Wolbachia?

 Não há conflito técnico. O método Wolbachia é uma estratégia complementar e não inviabiliza nenhuma outra estratégia prevista no Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD).



Quais são as limitações do "fumacê" como inseticida?

  • Não elimina larvas nos criadouros.
  • Só atinge mosquitos adultos.
  • O uso repetitivo gera resistência nos mosquitos, exigindo doses mais tóxicas.
  • O uso indiscriminado de inseticida pode até mesmo aumentar a população de mosquitos (resistência e o inseticida elimina outros insetos que se alimentam de larvas)


Quais impactos ambientais e de saúde o "fumacê" pode causar?

  • Biodiversidade: mata insetos benéficos como abelhas e borboletas.
  • Saúde humana: pode causar alergias e problemas respiratórios; há riscos ocupacionais para agentes que operam as máquinas continuamente.


Qual é a nova diretriz do Ministério da Saúde para o combate ao Aedes aegypti?

  • Vistorias domiciliares: identificar e destruir criadouros na fonte.
  • Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) em imóveis especiais. É uma técnica de controle vetorial que consiste em aplicar um inseticida de longa duração nas paredes internas de imóveis. O produto adere às superfícies e elimina mosquitos (como o Aedes aegypti) quando pousam no local. A barreira química age por até 4 meses.

Novas tecnologias:
  1. ESTAÇÃO DISSEMINADORA DE LARVICIDAS (EDL): funciona usando o próprio mosquito para espalhar o veneno.
  • Estratégia: O mosquito fêmea entra na armadilha, se contamina com o larvicida e o carrega nas pernas para outros criadouros vizinhos.
  • Impacto: O produto bloqueia o desenvolvimento das larvas, impedindo que virem mosquitos adultos.
  • Resultado: Reduz drasticamente a população de Aedes aegypti e ajuda a frear a transmissão de dengue, Zika e chikungunya.
  • Vantagem: Consegue alcançar focos de água escondidos que os agentes de saúde não encontram a olho nu.
 2. MÉTODO WOLBACHIA.

 3. MONITORAMENTO ENTOMOLÓGICO COM OVITRAMPAS:  
É uma estratégia de vigilância que utiliza armadilhas simples, semelhantes a vasos, para atrair fêmeas do mosquito Aedes aegypti e Aedes albopictus e induzi-las a depositar seus ovos. Esse método permite medir a infestação, mapear focos e guiar ações de controle.



Qual é a principal linha de defesa em Niterói atualmente?

O Método Wolbachia, aliado ao trabalho manual dos agentes do CCZ, substituiu o fumacê como estratégia central.


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