quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Fiocruz alerta para boato nas redes sobre chikungunya






23/11/2016

Em áudio que vem circulando no WhatsApp, uma mulher afirma que trabalhadores da Fiocruz teriam dito que o mosquito transmissor do vírus chikungunya se proliferou e se fortaleceu, gerando uma ‘nova chikungunya’, com sintomas ainda mais fortes. A mulher fala ainda de um surto do vírus no país. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) esclarece que não há qualquer registro científico de que o vírus chikungunya tenha se modificado ou de que o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, tenha se fortalecido. Ou seja, não existe uma ‘nova chikungunya’. Essas informações são falsas. Existe sim uma preocupação com a doença no próximo verão, o que já tem sido alertado pela Fiocruz. O verão é o período em que há maior infestação de mosquitos, incluindo o Aedes aegypti, por conta das chuvas e do aumento da temperatura. Há uma expectativa, portanto, de que as regiões do Brasil em que os vírus chikungunya ainda não circulou de forma tão intensa venham a ter mais casos da doença no próximo verão.

O áudio afirma ainda que não há vacina para a doença. Isso é verdade. Não existe vacina para chikungunya. As medidas de prevenção e controle da chikungunya são semelhantes às da dengue e da zika: controle do mosquito e uso de repelente. Vale lembrar que o Aedes aegypti é ativo principalmente durante o dia, especialmente o início da manhã e final da tarde. Como a circulação do vírus chikungunya no Brasil é recente (2014), irão surgir muitas dúvidas e perguntas, bem como boatos e informações desencontradas, especialmente nas mídias sociais. É importante, num momento como este, que a população busque informações de fontes seguras e confiáveis.



Por:  Fiocruz


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

GUARDA RESPONSÁVEL DE ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO






Conviver com um animal de estimação é um privilégio.  Pesquisas demonstram que a presença de um pet nos ajuda a ser mais felizes, a ter imunidade melhor e até a viver mais tempo.  

Cães e gatos fazem parte do cotidiano de muitas pessoas.  Esse relacionamento homem-animal existe há bem mais tempo do que imaginamos.  A humanidade domesticou os cães há 14 mil anos;  já os gatos, cerca de 3.600 anos.

Isto é, nossos antepassados escolheram colocar esses companheiros no nosso dia a dia.  E, quando tomaram essa decisão, assumiram uma responsabilidade herdada por todos nós:  o zelo pelo bem-estar desses animais.

Guarda responsável é uma expressão que designa um conjunto de regras que devem nortear o tratamento dispensado aos animais de companhia.  Sua prática implica no comprometimento do guardião em atender as necessidades físicas, psicológicas e ambientais de seu animal, de forma a garantir o seu bem estar:


Alimentação:  Cães e gatos necessitam de alimentação adequada à espécie e idade, preferencialmente ração.  Água fresca deve ser oferecida diariamente numa vasilha sempre limpa;



Ambiente:  Os animais precisam de espaço adequado, ao abrigo do sol e da chuva. Melhor é que eles tenham uma casinha num local seco, limpo e confortável.
Para evitar que o animal fuja de casa, providencie para que os portões sejam resistentes e estejam sempre bem fechados.  Caso more em prédio de apartamentos, coloque telas nas janelas;

Afeto:  Dar afeto e atenção ao animal.  Amenizar-lhe a sensação de frio, por meio de roupas e cobertores; animais sentem frio tanto quanto os humanos.  Jamais submetê-lo a maus-tratos, nem sob o pretexto de educá-lo;



Socialização:  É importante que os animais tenham contato com outras pessoas e outros animais para não se tornarem agressivos.  Caminhadas diárias e brincadeiras deixarão seu cão alerta, ativo e dócil;
  
Passeios:  Passear com o animal para que ele se exercite, sempre preso à coleira e à guia para evitar  fuga, atropelamento e ataques a outros animais. Recolha as fezes dele para evitar sujeira nas vias públicas e transmissão de doenças e zoonoses;


  
Higiene:  O recomendado são banhos periódicos, com água morna e shampoo ou sabonete específico para animais, com intervalo de 15 dias no mínimo, com cuidado para a água não entrar nos ouvidos e nariz.  Após o banho, o animal deve ser secado com toalha limpa ou secador.  Alguns animais necessitam ser tosados;

Veterinário:  Assim que uma pessoa adota, compra ou ganha um cachorrinho ou um gato, convém leva-lo ao médico veterinário para uma avaliação geral e quando o bicho estiver doente.  É obrigação de o proprietário buscar e oferecer o tratamento necessário;


Vermifugação:  Para eliminação de parasitas internos (vermes), é necessário administrar vermífugo (medicamento) periodicamente, sempre orientado pelo médico veterinário;

Vacinação: Muitas doenças em cães e gatos podem ser evitadas com a vacina, como por exemplo a raiva, a cinomose, a parvovirose, entre outras.  É importante vacinar seu animal quando filhote;  quando adulto, o reforço deve ser realizado uma vez por ano.  Em ambas as ocasiões, sob orientação do médico veterinário;



Castração: Para prevenir ninhadas indesejadas, submeta seus cães ou gatos à castração (esterilização cirúrgica) – um procedimento simples realizado pelo médico veterinário;

Cuidados nas viagens: Em viagens de férias, tenha certeza que seu animal terá um responsável por ele nesse período e um lugar adequado e seguro para ficar;

Identifique seu animal: A identificação com uma coleira com plaquinha facilita encontrar quando o animal foge ou se perde;




Nunca abandone seu animal devido a viagens, mudanças, doença, velhice ou problemas psicológicos.  Ajude-o nesses momentos difíceis !!






Antes de adotar ou adquirir um cão ou gato, PENSE BEM !

  • Cães e gatos vivem de 10 a 15 anos.  Você está preparado para cuidar dele todo esse tempo ?
  • Toda a sua família está de acordo em conviver e criar um animal de estimação ?
  • Você conhece todas as características e necessidades do animal (espécie, tamanho e temperamento) que vai cuidar ?
  • Você poderá pagar todas as despesas com alimentação, vacinação, vermifugação e cuidados veterinários durante todos os anos de vida dele ?
  • Você terá tempo e paciência para passear, brincar, dar carinho e atenção para o seu novo amigo ?
  • Você dispõe de espaço apropriado para criar o animal que escolheu ?
  • Lembre-se:  animais não são filhotes para toda vida, eles vão crescer, envelhecer e podem adoecer. Você está preparado para cuidar dele nos momentos mais difíceis ??


Sugestão de vídeo:
Guarda responsável - Prefeitura de São José dos Pinhais
https://www.youtube.com/watch?v=dXXsWQqLSIU



Fontes:




Segunda edição do NOVEMBRO AZUL, PET AZUL !




Grupo de usuários da Policlínica do Largo da Batalha aprende sobre arboviroses





Usuários da Policlínica Regional do Largo da Batalha, integrantes do grupo de hiperdia (hipertensos e diabéticos), aprenderam um pouco mais sobre arboviroses na palestra promovida pelo setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC), do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), na última segunda-feira (07/11).

O objetivo da ação educativa em saúde foi informar, discutir e esclarecer sobre o que são arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti (em especial, dengue, zika e chikungunya), os riscos envolvidos, prevenção e tratamento. A agente Patrícia de Oliveira (IEC) falou sobre as três doenças, características do inseto, dados atuais sobre a situação da microcefalia no país, e principais medidas de prevenção e combate ao vetor.

A atividade desenvolveu-se por meio de diálogo interativo, demonstração em maquetes e distribuição de informativos.   Uma equipe do projeto científico ‘Eliminar a Dengue: Desafio Brasil’, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), falou sobre a utilização de uma bactéria chamada Wolbachia – que existe naturalmente em mais de 60% dos insetos –, para reduzir a transmissão do vírus da dengue pelo mosquito Aedes aegypti. 

O púbico demonstrou considerável interesse pelo tema e apoio ao projeto.








quarta-feira, 9 de novembro de 2016

MORTES DE PRIMATAS NÃO HUMANOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – Nota Técnica Conjunta



A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-RJ) divulgaram, no dia 04 de novembro, uma Nota Técnica Conjunta esclarecendo sobre as causas das mortes de primatas não humanos (macaco, mico, sagui) no Estado do Rio de Janeiro.

Os resultados emitidos, no dia 03/11, pelos Laboratórios de Desenvolvimento Tecnológico em Virologia, de Enterovírus e de Flavivírus, do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz-RJ), sugerem que, até o momento, não há evidências de circulação de doenças transmitidas por vetor urbano – como o mosquito Aedes aegypti –, entre os animais analisados, o que poderia acarretar riscos à saúde da população. 

Contudo, o Centro de Controle de Zoonoses de Niterói recomenda que a população evite o contato com animais silvestres, como forma de evitar possível transmissão de doenças entre os envolvidos nesse contato, preservando não só a saúde das pessoas, mas também daqueles animais.

Em caso de encontrar animais doentes (ainda vivos) ou mortos, no município do Rio de Janeiro, informe imediatamente à Central de Atendimento 1746.  No município de Niterói, informe ao CCZ pelo telefone (21) 99639-4251 (Sem Whatsapp).

Animais encontrados nos demais municípios, acione os telefones (21) 2333-3899 em horário de expediente;  ou (21) 98596-6553  após 17h, finais de semana e feriados.


Para ler a Nota Técnica Conjunta da SES-RJ/SMS-RJ, clique aqui.




quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Projeto Eliminar a Dengue em Jurujuba





Matéria do Jornal Hoje de 02/11/16, Rede Globo, aborda a liberação de mosquitos Aedes aegypti infectados pela bactéria Wolbachia no bairro de Jurujuba, em Niterói, visando reduzir a transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya pelo inseto.


Assista ao vídeo:  



Fonte da Imagem:  ABC News
Fonte do Vídeo:  Jornal Hoje /G1 /Rede Globo


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Prevenção contra o câncer de mama também nos bichos.





O movimento conhecido mundialmente como Outubro Rosa nasceu nos Estados Unidos, na década de 1990, para estimular a participação da população no controle do câncer de mama em mulheres e homens. A data é celebrada anualmente com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama e promover a conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença.

O que poucas pessoas sabem é que os animais também são vítimas deste tipo de câncer, que tem inclusive uma incidência considerada alta entre cães e gatos. Em ambos os casos, o diagnóstico é feito através de exames de rotina. Normalmente a doença aparece mais em cadelas e gatas não castradas devido à grande produção de hormônios no período da fertilização. Depois dos seis anos a chance aumenta, então é preciso cuidado redobrado.

E no clima da campanha, a Unidade de Controle da População Animal (UCPA), do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) promoveu na manhã desta terça-feira (25/10) o “OUTUBRO ROSA, PET ROSA!”,  evento que reuniu animais de estimação e seus donos, possibilitando a sensibilização dos proprietários quanto aos fatores de risco e necessidade de prevenção, tanto em relação aos bichos quanto mulheres e homens.  

Palestrantes da UCPA, do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM) e da Associação dos Amigos da Mama de Niterói (ADAMA) abordaram a temática através de explanação, demonstração de autoexame (humanos), e distribuição de material informativo. O setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC /CCZ) atuou com seu estande educativo onde, além da exposição de maquetes e disponibilização de folders e panfletos educativos, os profissionais orientaram os participantes sobre guarda responsável de animais e a importância da castração.






Para o chefe da Seção de Controle de População Animal do CCZ, Fábio Villas Boas, o exame nos animais tem uma importância semelhante ao realizado na mulher:  "Examinamos a mama para ver se tem algum início de tumoração e realizamos a ultrassonografia para visualizar o útero e os ovários para ver se o animal está com algum tipo de inflamação ou com tumores. O diagnóstico precoce é fundamental para que esse animal tenha qualidade de vida. O câncer em animais tem tratamento cirúrgico e até quimioterapia. Assim como nos humanos, a chave é detectar antes", explica Fábio.  Durante o evento, o Centro de Castração /UCPA realizou 16 exames gratuitos de ultrassonografia nas mamas, útero e ovários de gatas e cadelas. 

Chanel, cadela de 1 ano e 11 meses, fez sucesso no evento. O dono, Jorge Pereira, de 68 anos, aposentado, conta que ela foi castrada no UCPA e elogiou o atendimento:  "São exames caros, que nem sempre a população tem condições de pagar e o animal acaba ficando desassistido. Então é uma grande iniciativa. A Chanel foi castrada aqui, o atendimento foi excelente, a recuperação dela foi ótima. Ficamos tão satisfeitos que continuamos em contato com a equipe, passeamos por aqui às vezes, e agora ela voltou para participar do Pet Rosa", elogia. 

Outra que aproveitou a gratuidade para ter seu animalzinho examinado foi Raimunda Alves, de 59 anos. Ela levou a cadelinha Mel, de 6 anos, e aproveitou para participar da palestra sobre prevenção do câncer de mama em humanos:  "Gostei. Paguei caríssimo em uma veterinária para ela fazer esse exame no ano passado e hoje ela pôde fazer gratuitamente. A Mel tem um probleminha genético e precisa passar por exames sempre. Amei o serviço. Eu gosto muito dos meus animais e eles merecem todo o carinho e cuidado. Também achei  muito interessante esse trabalho.", afirma Raimunda. 




 













Castração 

O Centro de Castração /UCPA foi reaberto em 2013 e já realizou quase três mil cirurgias gratuitas. Apenas este ano, foram 667 procedimentos. A meta, segundo Villas Boas, é alcançar mil cirurgias até o fim de dezembro.

As inscrições são abertas para os munícipes a cada dois meses. Para agendar a cirurgia, o responsável pelo animal deve entrar em contato com o Centro de Castração pelo telefone. A partir disso, a pessoa deve ir até o local munida de documento de identidade e comprovante de residência para efetuar a inscrição. 

O Centro de Castração /UCPA fica na Rua Silvestre Rocha, nº 2, esquina com a Rua Lemos Cunha, em Icaraí. O telefone é o (21) 2711-0113. 


Fonte parcial do texto:  Prefeitura de Niterói 
Imagens:  CCZ