segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Combate ao Aedes chega ao Morro do Bumba em mutirão







Em continuidade à sequência de ações de combate ao mosquito Aedes aegypti em Niterói, a equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Fundação Municipal de Saúde realizou neste sábado (14/01) um mutirão no Morro do Bumba e arredores. Mais de 20 agentes do CCZ se dividiram em grupos, que vistoriaram a área do parque e as cerca de 250 casas da região, além de distribuírem material informativo.  

Durante as visitas, foram eliminados os focos que se acumulavam em baldes e recipientes e aplicado larvicida quando necessário. O raticida, para o controle dos ratos, também foi utilizado nas áreas com maior concentração de lixo. A ação contou com a parceria da Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN) na limpeza da área. 

Segundo o CCZ, o índice de criadouros de mosquito na cidade está controlado e dentro do padrão instituído pelo Ministério da Saúde. No entanto, com as recentes chuvas, a atenção tem que ser redobrada, porque esses índices costumam subir. O ciclo do mosquito tem sete dias, por isso a importância deste trabalho, pouco tempo depois das últimas chuvas.

Além da atenção com as chuvas, o cuidado deve ser redobrado nas caixas d'água. É essencial que ela esteja tampada ou com tela mosquiteira. Ao identificar larvas do mosquito, a equipe aplica o larvicida e recomenda a limpeza do fundo com vassoura, para eliminação de possíveis ovos do mosquito grudados na parede.

O coordenador do mutirão, Luiz Claudio Ribeiro, do CCZ, afirmou que ações como essas são fundamentais para a diminuição da incidência do mosquito. 

"Os moradores conhecem a necessidade de prevenção, mas acabam se descuidando. Por isso, esse trabalho de casa em casa tem que ser feito. O morador até espera por nossas visitas para comunicar onde acha que pode estar acumulando focos de mosquito", explicou.

De acordo com ele, a análise da vigilância indica que cerca de 70% dos criadouros estão dentro das casas: "O mosquito já se habituou à rotina dos moradores e adquiriu características mais residenciais", afirmou.

Os habitantes do Bumba não costumam oferecer resistência no acesso dos agentes, porque já se acostumaram com as visitas periódicas de 2 em 2 meses. A moradora Luise Monteiro elogia a ação: "Acho ótimo, vemos que estão trabalhando e ajudando a população", disse.

Em sua casa não foi encontrado nenhum criadouro de mosquito, motivo de congratulação pelos agentes que a vistoriaram. A piscina estava com cloro, potes estavam virados para baixo e a caixa d'água estava tampada com um toldo confeccionado pela própria família. "A gente faz nossa parte, mas se os vizinhos não fazem fica complicado. Aqui do lado tem um terreno abandonado que pode estar acumulando mosquito. Os vizinhos também tinham que cuidar, pois o mosquito que nasce lá também pica aqui", alertou. 

Os terrenos fechados e casas sem moradores, que impedem o acesso dos agentes, são registrados para futuras notificações aos proprietários. Só no começo desse ano já foram realizados mutirões no Viradouro, Morro da União, Martins Torres, Vital Brazil, São Lourenço, Engenho do Mato e Serra Grande. No próximo sábado, dia 21, está programada vistoria no Morro do Boa Vista e, no dia 28, no Vital Brazil. Durante os dias de semana também haverá. Além desses mutirões, com maior número de agentes, são realizadas constantes visitas individuais pelo CCZ por todo município. 


Fonte:  Prefeitura de Niterói
  

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Arboviroses é tema de ação educativa na Clínica da Família da Ilha da Conceição







Com o objetivo de efetivar a troca de informações e orientar sobre os cuidados necessários para se evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti no ambiente familiar e de convívio,  o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ)  –  através do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC)  – realizou nos dias 04 e 05/01 ação educativa na Clínica Comunitária da Família da Ilha da Conceição.

A atividade de sala de espera teve como mote a prevenção das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti (dengue, zika e chikungunya), visando alertar os usuários sobre possível aumento de casos de uma ou mais dessas doenças neste verão.

O IEC atuou com seu estande educativo onde os visitantes (usuários e funcionários) puderam observar maquetes ilustrativas que mostram o ambiente certo e o errado para a proliferação de mosquitos numa residência.  Além disso, a equipe prestou orientações e distribuiu material informativo.

Os participantes, curiosos em relação ao trabalho, se aproximavam, faziam perguntas e apresentavam suas dúvidas,  mostrando interesse em conhecer mais a temática.  Alguns relataram situações cotidianas de vizinhos que, apesar de bem informados, não cuidam dos próprios quintais, acumulando água limpa e parada em locais e objetos que servem como criadouros de mosquitos.  Os profissionais diretamente envolvidos consideraram a atividade positiva.


Equipe:  Antônio Pessoa, Jonas Queiróz, Hugo Costa, Maria Cristina Crisóstomo, Rodolfo Matta, Rogério Tavares e Rosani Loureiro.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Saúde intensifica combate ao Aedes aegypti na Região Oceânica




Foto: Luciana Carneiro/Divulgação Prefeitura de Niterói



Prefeito participou de mutirão no Engenho do Mato


Em mais uma ação da Secretaria Municipal de Saúde de Niterói, 35 agentes comunitários, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e funcionários do Programa Médico de Família (PMF) percorreram as ruas do Engenho do Mato, na Região Oceânica, na manhã desta terça-feira (10/1), em um mutirão para identificar possíveis criadouros e orientar a população no combate ao mosquito Aedes aegypti. O prefeito participou do trabalho conversando com moradores e comerciantes sobre a importância da prevenção contra dengue, zika e chikungunya. 

“Os mutirões e o trabalho diário dos agentes comunitários de Saúde, do CCZ e do Médico de Família são importantíssimos na luta contra a dengue, zika e chikungunya. Mas também precisamos da ajuda da população. Meu apelo é para que cada niteroiense reserve 10 minutos da semana para verificar se há possíveis focos em suas residências e locais de trabalho. Já foi identificado que 70% dos focos do mosquito em Niterói ficam em caixas d'água. Não podemos perder essa batalha contra um mosquito”, alerta o prefeito.

Os agentes identificaram focos, aplicaram larvicidas, orientaram os moradores sobre o combate ao Aedes aegypti e distribuíram material educativo. Mais de 100 pneus foram recolhidos e encaminhados para reciclagem. Cerca de 30 funcionários da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) realizaram a limpeza da praça do Engenho do Mato e arredores. Guardas municipais e ambientais apoiaram a ação.

“As temperaturas mais altas do verão e as chuvas frequentes oferecem condições ideais à proliferação do mosquito. A fêmea deposita seus ovos na parede interna dos reservatórios e estes podem durar até um ano. Assim que o ovo entra em contato com a água ele eclode e inicia o ciclo, que pode variar de 5 a 10 dias. O Aedes se prolifera em locais de água limpa e parada, por isso, é importante reforçar os cuidados para eliminar os criadouros e evitar a transmissão das doenças”, destaca a secretária municipal de Saúde, Maria Célia Vasconcellos.

A dona de casa Nilce Monteiro, de 52 anos, abriu as portas para os agentes de saúde vistoriarem seu terreno. Ela conta que um sobrinho desenvolveu a síndrome de Guillain-Barré após contrair zika e passa por tratamento e acompanhamento médico.

“Só descobriram a doença quando ele foi atendido pelo Médico de Família aqui do Engenho do Mato. As pessoas não acreditam que um mosquitinho pode causar tanto estrago, mas o caso foi sério. Agora toda a família fica de olho para não deixar acumular água, especialmente nos vasos de planta e nas bromélias”, conta.

Também participaram da ação a secretária municipal de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, o secretário de Ordem Pública, coronel Gilson Chagas, e o presidente da Fundação Municipal de Educação, Bruno Ribeiro.

Mutirões e ações diárias – Desde o início do verão, as ações de combate à dengue, zika e chikungunya foram intensificadas. Além do trabalho diário do Departamento de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses (Devic), em que agentes vistoriam imóveis em todo o município, e dos Comitês Regionais de Combate à Dengue, organizados pelas Policlínicas Regionais, com ações elaboradas de acordo com as características de cada comunidade, estão sendo realizados mutirões aos sábados. As ações já aconteceram nas comunidades do Viradouro, Morro União, em Santa Rosa, Martins Torres, Vital Brazil e São Lourenço. No próximo sábado, dia 14, a iniciativa chegará ao Morro do Bumba, no Viçoso Jardim.




segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Prefeitura realiza mutirão contra Aedes no Viradouro





350 casas foram vistorias na ação



A Prefeitura de Niterói realizou, neste sábado (7/1), mais uma ação de reforço no combate ao Aedes aegypti. Durante a manhã, equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Programa Médico de Família (PMF) e Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) percorreram o Viradouro, em Santa Rosa, orientando a população e combatendo focos do mosquito. 

Cerca de 30 agentes do CCZ vistoriaram um total de 350 casas e aplicaram larvicida quando necessário. Agentes comunitários de saúde, do PMF, distribuíram folhetos informativos, orientando a população, e fixaram cartazes no comércio da região. A Clin recolheu o lixo do local. 

Segundo o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), o criadouro mais frequente em Niterói é a caixa d'água de residências, diante deste dado o chefe do CCZ, Francisco de Faria Neto, faz um alerta à população.

“Realizamos um trabalho intenso de combate ao Aedes, mas é fundamental que as pessoas colaborem vistoriando suas casas diariamente, evitando possíveis focos do mosquito”, afirmou.

Comerciante da região, Roberto Gomes garante cumprir seu papel cuidando da casa e considerou importante a ação da Prefeitura.

"Fico de olho em tudo. Todos os dias verifico plantas, vasos, caixa d'água, garantindo que não há risco de foco. Essa ação da Prefeitura é importante, principalmente para conscientizar a população, que também deve fazer sua parte", declarou Roberto.

Os mutirões intersetoriais acontecem aos fins de semana em diferentes locais da cidade. Na próxima semana, 14, será a vez de o Morro do Bumba receber a visita. No dia 21, a Comunidade Boa Vista e, encerrando o mês, o bairro Vital Brazil no dia 28.

Ação diária – Além dos mutirões, as equipes do Departamento de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses (DEVIC) promovem um trabalho intenso de rotina de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti. Agentes vistoriam diariamente imóveis em todas as regiões do município, combatendo possíveis focos do mosquito e orientando a população. Profissionais do Programa Médico de Família também atuam em parceria com o DEVIC na prevenção e combate aos focos do mosquito, nas suas áreas de cobertura. Niterói também possui Comitês Regionais de Combate à Dengue, organizados pelas Policlínicas Regionais, com ações elaboradas de acordo com as características de cada comunidade.



Fonte do texto:  Prefeitura de Niterói
Fonte da Imagem:  O Fluminense 


Ação educativa alerta usuários sobre o perigo das arboviroses

Criado em 09 /01/17  Atualizado em 13/01/17






Com o objetivo de alertar os usuários sobre os perigos à saúde causados pelas arboviroses – dengue, zika e chikungunya – e a importância da sua prevenção, uma equipe do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC), do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), realizou atividade de sala de espera no Médico de Família João Sampaio, bairro Maceió, na última quarta-feira (04/01).


A ação educativa em saúde desenvolveu-se por meio de diálogo interativo, nos moldes de palestra, e distribuição de informativos.  Os agentes Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira informaram e prestaram orientações sobre as três doenças, características do mosquito transmissor (o Aedes aegypti), e as principais medidas de prevenção e combate ao vetor. Dentro da temática, também mencionaram o uso da bactéria Wolbachia no controle do Aedes em alguns bairros do município.  


Enquanto aguardavam atendimento, os presentes participavam da atividade com atenção, demonstrando interesse pelo tema abordado.  Houve o relato espontâneo de um usuário que sofreu com a doença dengue.

A enfermeira Bianca Vieira aprovou a iniciativa e solicitou a participação da equipe no dia 12/01, dia de maior movimento no módulo.



Ação educativa em 12/01/17


Equipe em 12/01/17:  Delcir Vieira, Patrícia de Oliveira e Rogério Tavares.




terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Sala de Espera sobre Arboviroses no Médico de Família Eva Ramos





Nesta segunda-feira (02/01), o Centro de Controle de Zoonoses – através do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – realizou atividade de sala de espera sobre o tema “Arboviroses” no Médico de Família Eva Ramos, bairro Cantagalo.

Usuários da unidade de saúde receberam informações e orientações sobre como se prevenir das principais arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti no país no momento atual - dengue, zika e chikungunya.

Os agentes Delcir Vieira e Patrícia de oliveira desenvolveram diálogo interativo, falando sobre mudanças de hábitos no cotidiano para evitar a proliferação de mosquitos.  Dentro da temática, também mencionaram o uso da bactéria Wolbachia no controle do Aedes em alguns bairros do município.  




As pessoas que aguardavam atendimento prestaram muita atenção, demonstrando interesse.  Um usuário relatou que foi infectado pelo vírus da chikungunya e apresenta constantemente os sintomas da doença.


O objetivo da ação educativa em saúde foi sensibilizar sobre a importância da adoção de medidas favoráveis à saúde individual e coletiva, especialmente em relação às doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti



segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Projeto Eliminar a Dengue anuncia avanço em Niterói (RJ)



O projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil entra agora em fase de expansão, chegando aos bairros de Charitas, Preventório, São Francisco e Cachoeira, todos em Niterói, no Rio de Janeiro, onde vivem cerca de 20 mil pessoas. O projeto propõe uma abordagem inovadora para reduzir a transmissão dos vírus da dengue, do zika e da chikungunya, por meio da liberação do mosquito Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia. O método utilizado é natural, seguro e sem qualquer risco para as pessoas, os animais e o meio ambiente. O projeto faz parte de uma iniciativa internacional, o programa Eliminate Dengue: Our Challenge, sem fins lucrativos, que é conduzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).


Projetos-piloto

Entre agosto de 2015 e janeiro de 2016 foram realizados os projetos-piloto em Tubiacanga, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, e Jurujuba, em Niterói. Nestes bairros foram liberados os Aedes aegypti com Wolbachia, a bactéria que inserida no Aedes aegypti reduz a capacidade de transmissão da dengue, do zika e da chikungunya pelo mosquito. Até o momento, nessas áreas dos projetos-piloto, cerca de 80% da população de Aedes aegypti possui a bactéria Wolbachia, um resultado considerado, pela equipe do projeto, como satisfatório e muito positivo.

O objetivo do projeto é substituir, gradualmente, toda a população de Aedes aegypti de campo pelos mosquitos com a bactéria. Isso acontece através do cruzamento dos Aedes aegypti, na medida em que a bactéria é passada naturalmente da fêmea para os filhotes, que já nascem com a Wolbachia. Esse processo garante a autossustentabilidade do método (confira o esquema abaixo).





O programa iniciado na Austrália vem obtendo grande êxito há mais de cinco anos. Projetos-piloto também foram realizados na Colômbia, na Indonésia e no Vietnã. Essa iniciativa não utiliza nenhum tipo de modificação genética.

Em março de 2016, a Organização Mundial de Saúde (OMS) através de seu Comitê de Controle Vetorial (Vector Control Advisory Group - VCAG) revisou as opções de controle vetorial de mosquitos em resposta à epidemia internacional de zika e emitiu uma declaração recomendando a expansão em larga escala do método com Wolbachia do programa internacional Eliminate Dengue: Our Challenge.


Fase de expansão

A nova fase do Eliminar a Dengue: Desafio Brasil começa agora no início de 2017, com a participação de uma equipe multidisciplinar e de especialistas, reestruturada para atender a todas as necessidades da expansão em larga escala, com cerca de 60 profissionais na Fiocruz. O projeto possui quatro atividades principais:

1. A comunicação do projeto;
2. O engajamento comunitário;
3. A liberação dos mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia;
4. O monitoramento, para verificação da presença de Wolbachia na população de mosquitos.

Em janeiro de 2017, as equipes de comunicação e de engajamento comunitário começam a trabalhar para informar a população sobre as liberações de Aedes aegypti com a Wolbachia nos quatro bairros de Niterói. Após o engajamento da população, serão feiras as liberações dos Aedes com Wolbachia seguido do período de monitoramento para a verificação da presença de Wolbachia na população de mosquitos que deve perdurar por alguns meses.

A escolha de Charitas, Preventório, São Francisco e Cachoeira dará continuidade ao processo iniciado em Jurujuba. Em seguida, a fase de expansão do projeto chegará, ainda em 2017, a outros bairros de região de Praia de Baía e da Região Oceânica de Niterói, além de áreas do município do Rio de Janeiro.

“Não é só liberar os Aedes aegypti com Wolbachia. Fazemos todo um processo de engajamento antes, de informação e conscientização com a população. Os resultados estão mostrando o grande sucesso dessa iniciativa”, completa Luciano Moreira, pesquisador da Fiocruz e coordenador geral do Projeto no Brasil.

Durante a fase de expansão serão conduzidas avaliações epidemiológicas das arboviroses circulantes, em parceria com os municípios, na tentativa de verificar o impacto da liberação dos mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia na redução do número de casos das doenças transmitidas pelo mosquito.
Metodologias de liberação

Luciano Moreira explica que dois métodos de liberação de mosquitos Aedes aegypti com a Wolbachia vem sendo utilizados desde os projetos-piloto em Tubiacanga e Jurujuba. O primeiro é a liberação de mosquitos adultos diretamente em vias públicas. O segundo é a criação de Aedes com Wolbachia, através do Dispositivo de Liberação de Ovos (DLO), um recipiente fechado onde os mosquitos se desenvolvem. Os DLOs são colocados em áreas públicas ou em propriedades particulares de pessoas dos bairros que colaboram com a iniciativa, chamados “anfitriões” do projeto. No interior do DLO há ovos de Aedes aegypti com Wolbachia, água e alimento para as larvas que vão nascer. Cerca de sete a dez dias após a instalação, os mosquitos já estarão adultos e voarão para fora do recipiente por meio dos furos.

De acordo com o pesquisador, o uso dos dois métodos é parte da busca por metodologias de liberação que sejam ao mesmo tempo mais eficazes e de melhor custo x benefício. “Devido à diversidade de características das cidades brasileiras, em termos de estrutura urbana e ambiental, escolheremos a melhor estratégia para cada área a ser trabalhada. É importante ressaltar que o DLO não possui produtos químicos ou tóxicos”, explicou.


Aprovações regulatórias

Os projetos-piloto no Brasil foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) após rigorosa avaliação sobre a segurança para saúde e para o meio ambiente.
A expansão em larga escala foi aprovada recentemente pela Conep também após rigorosa avaliação sobre a segurança para a saúde.


Financiamentos e Parcerias

No Brasil, o projeto tem financiamento da Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde (Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (DECIT/SCTIE), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do CNPq e do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

A Secretaria Municipal de Saúde de Niterói e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro atuam como parceiros locais na implantação do Projeto, fornecendo contrapartida de pessoal e logística. O financiamento internacional inclui verba da Fundação Bill & Melinda Gates, via Universidade Monash na Austrália e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.


Fonte:  Ministério da Saúde /Blog da Saúde