quarta-feira, 11 de julho de 2018

Pesquisa mostra como a zika afeta a vida das mulheres





Publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), um estudo avalia o impacto social da epidemia de zika na vida familiar das mulheres no Brasil, Porto Rico e Estados Unidos e mostra como a infecção pelo zika é um fardo silencioso e pesado nos ombros das mulheres. “Nenhuma mulher está isenta dos impactos do zika, considerando que as entrevistadas têm posições socioeconômicas relativamente confortáveis, de diversas denominações religiosas, nacionalidades e culturas mistas, mas compartilhavam comportamentos e efeitos semelhantes”, esclarecem os pesquisadores Ana Rosa Linde e Carlos Eduardo Siqueira, da Universidade de Massachusetts, Boston, Estados Unidos. Segundo eles, essas mulheres estão lidando com sentimentos de medo, desamparo e incerteza ao tomarem precauções drásticas para evitar uma infecção que afeta todas as áreas de suas vidas. “As estratégias de enfrentamento envolvem obstáculos na vida profissional, levam ao isolamento social, inclusive em relação à família e ao companheiro e ameaçam o bem-estar emocional e físico das mulheres”, afirmam.

Para o estudo, o total de 18 mulheres, entre 22 e 41 anos, residentes em diferentes localidades do Brasil, Porto Rico e EUA e que eram de etnia brasileira, hispânica e norte-americana foram recrutadas e selecionadas de acordo com a posição socioeconômica, residência, nacionalidade e idade. Entre elas, seis mulheres tinham parceiros de longo prazo, enquanto 12 eram casadas. Havia nove participantes que passaram por gravidez recente ou estavam grávidas no momento da entrevista, enquanto havia quatro que planejavam engravidar e três que não queriam engravidar, mas viviam em locais afetados pelo zika. Todos os participantes tinham pelo menos nível universitário. As entrevistas foram realizadas entre outubro de 2016 e junho de 2017 em inglês, português e espanhol. 

De acordo com o artigo A vida das mulheres na era do zika: vidas controladas por mosquitos?, publicado em maio pelo Cadernos de Saúde Pública, a infecção pelo vírus zika, durante a gravidez, é causa de anomalias congênitas do sistema nervoso central do feto. As graves consequências gestacionais fizeram com que governos nacionais e agências internacionais emitissem conselhos e recomendações para as mulheres. 

O artigo ainda informa que a vida familiar dos entrevistados também foi afetada. Eles relataram repetidamente que se sentiam isolados de seus parceiros, filhos, pais, parentes e famílias extensas. A eliminação de atividades de lazer, como atividades sociais e atividades ao ar livre, também contribuiu para o isolamento social. Relatos de perturbações em sua vida social e rotinas diárias eram temas comuns.

Outra observação relatada pelos pesquisadores é que os participantes começaram a usar repelentes de forma constante e mudaram seus hábitos vestindo mangas compridas e sapatos fechados, entre outros, o que causou desconforto. No nível profissional, as mulheres colocavam suas carreiras em risco, abrindo mão de oportunidades de crescimento, como participar de reuniões e viagens relacionadas ao trabalho. Elas também se sentiam isoladas dos colegas porque tentavam trabalhar em casa ou mudavam de profissão devido ao medo de se expor à zika. Os efeitos sobre a vida sexual e reprodutiva incluem a renúncia à gravidez ou o adiamento de sua decisão à maternidade e, em alguns casos, à abstinência sexual como forma de proteção, acrescentam os autores do artigo.

Em maio de 2015, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta sobre a primeira infecção confirmada pelo vírus zika no Brasil. Posteriormente, em 1º de fevereiro de 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o vírus zika era uma emergência de saúde pública de grande importância internacional 1. Embora a OMS tenha rebaixado a zika de uma emergência de saúde pública para uma “ameaça comum” em novembro de 2016, mais de 50 países e territórios dos EUA continuaram a relatar transmissões ativas de zika vírus.

Embora tenha havido grande preocupação com os aspectos biomédicos da doença, conforme explicam os pesquisadores, pouco tem sido discutido sobre os aspectos psicológicos, sociais e éticos da epidemia, e poucos estudos foram realizados para abordar os efeitos ameaçadores da zika no cotidiano das mulheres em todo o mundo ou suas repercussões sociais. “Além disso, as percepções da vida real de como as mulheres estão lidando psicologicamente e emocionalmente com o surto ainda precisam ser documentadas.” Daí, concluem eles,  a importância da investigação sobre como o surto de zika afeta a vida das mulheres, especialmente em relação às suas decisões sobre comportamentos sexuais e reprodução, como saúde reprodutiva e vida pessoal e familiar.

Fonte:  Fiocruz

segunda-feira, 9 de julho de 2018

CCZ capacita guardas municipais na Cidade da Ordem Pública de Niterói





O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) – por meio do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – ministrou na manhã desta quinta-feira (05/07) a disciplina Principais Zoonoses, do módulo Biodiversidade e Conservação, no Curso de Meio Ambiente para a Guarda Municipal de Niterói.

A atividade ocorreu no auditório da Cidade da Ordem Pública, no Barreto, e contou com a participação de trinta e cinco guardas civis dos municípios de Niterói, Itaboraí, Saquarema, Rio Bonito, Rio das Ostras e Duque de Caxias.

A disciplina lecionada por Hugo Costa de Souza tem como conteúdo programático: 05/07/18 – Doenças de Circulação Ativa no Município e Arredores (Raiva, Esporotricose, Leptospirose, Fungos Pulmonares, Leishmanioses, Febre Amarela, Febre Maculosa, Malária, Toxoplasmose, Escabiose /Pediculose); e 19/07/18 – Doenças de Circulação no Município e Arredores com Risco de Emergência (Febre do Oeste do Nilo, Doença de Roedores Silvestres, Brucelose /Tuberculose, Teníase /Cisticercose, Larva Migrans, Berne e Bicheira, Psitacose).  O objetivo é compreender as principais zoonoses, suas etiologia, ecologia e epidemiologia assim como levantar reflexões sobre a dinâmica das doenças transmitidas por animais, seus fluxos e o papel da biodiversidade na saúde humana e silvestre. 

O público, formado em sua maioria por guardas que atuam na área de meio ambiente, participou ativamente, demonstrando considerável interesse, evidenciado nas expressões de atenção ao exposto pelo palestrante, nos questionamentos e nos posicionamentos em relação a algum tema.  As principais dúvidas e perguntas apresentadas foram sobre as doenças causadas pelos pombos e suas formas de contaminação, a relação do gato com a esporotricose, os sintomas da raiva, a soroterapia da raiva em humanos, as sequelas das pessoas que conseguiram sobreviver à raiva, o tempo de sobrevivência da bactéria leptospira interrogans no ambiente, e em quanto tempo uma pessoa que teve leptospirose pode voltar a doar sangue.

“As políticas de vacinação no país necessitam de maior eficiência. A vacinação deveria ser obrigatória, como em alguns lugares no exterior. Aqui muitas campanhas ocorrem mais quando a doença já está em surto”, opinou o guarda Luiz Souza em meio ao debate sobre a importância da vacinação para o controle das zoonoses.

O Curso de Meio Ambiente para a Guarda Municipal de Niterói teve início em 18 de junho e está previsto para encerrar em 10 de agosto, oferecendo o total de 286 horas/aula.  O programa apresenta cinco módulos teóricos, com o total de trinta disciplinas propostas, e visitações técnicas em instituições da área ambiental e unidades de conservação do município. Segundo a capitã Fabíola Ribeiro, uma das responsáveis pela iniciativa, o objetivo é capacitar e qualificar os guardas para atuação na área ambiental.

O incentivo à qualificação profissional é um princípio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP).  Segundo o Diretor de Ensino e Pesquisa, Major Francisco Lima Torres, Niterói enviará dez representantes ao Congresso Nacional de Guardas Municipais deste ano, que ocorrerá em outubro na cidade de Conde, Estado da Paraíba, e neste grupo estão inclusos todos os alunos que obtiveram a primeira colocação nos cursos do SEOP.  O Major Torres revelou ainda que Niterói sediará a edição do congresso em 2019.









sexta-feira, 6 de julho de 2018

Agentes comunitários do PMF do Sapê recebem palestra sobre caracol africano




Agentes comunitários de saúde do Programa Médico de Família do Sapê receberam palestra sobre caracol gigante africano (Achatina fulica) promovida pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) – através do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC).

A ação educativa em saúde ocorreu dia 26/06 e teve como objetivo, além de informar sobre os perigos do molusco, instruir os profissionais para o emprego do conhecimento nas ações educativas a serem realizadas na comunidade.

A equipe do IEC, formada por Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira, desenvolveu diálogo interativo e exibição de slide-show com os participantes, abordando os seguintes assuntos: origem, ciclo de vida, principais características, praga agrícola, Achatina fulica e Saúde Pública, prevenção e como controlar a praga.

“Os ACS’s são novos no ofício e muito interessados em adquirir conhecimentos. Eles participaram muito atentos e com papel e caneta em mãos. Estamos nesses encontros conhecendo cada vez mais a realidade do ambiente em que os moradores residem. Os hábitos de higiene em alguns casos são mínimos. O frequente convívio com roedores e o desconhecimento de algumas práticas de higiene facilitam a transmissão de muitas doenças. Percebemos que os próprios ACS’s desconheciam as doenças transmitidas pelo caracol africano e a forma correta de eliminá-los. Num relato, uma funcionária do módulo revelou que sua cunhada trouxe de Angra dos Reis dois exemplares desse molusco e que atualmente o seu quintal está infestado pelos filhotes dos mesmos”, avaliou a palestrante Patrícia.


segunda-feira, 2 de julho de 2018

Educação em Saúde fala sobre manipulação de alimentos para agentes comunitários


Na última segunda-feira (25/06), o setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) – realizou a palestra ‘Boas Práticas na Manipulação de Alimentos’ para agentes comunitários de saúde no Programa Médico de Família do Matapaca.

A atividade teve o objetivo de informar a respeito dos procedimentos adequados à manipulação de alimento que beneficiam a qualidade dos produtos e a saúde do consumidor e também instruir os profissionais para o emprego do conhecimento nas ações educativas a serem realizadas na comunidade.

Ministrada pelos agentes Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira, a atividade desenvolveu-se por meio de bate papo interativo e exibição de slide-show. Em pauta, foram abordados os seguintes tópicos: conhecendo os erros na cozinha; como implantar as boas práticas; meios de contaminação; alimentos de maior risco; contaminação cruzada; sintomas das Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs); higienização; além de algumas orientações sobre tempo e temperatura dos alimentos.

Segundo Patrícia, o tema teve excelente aceitação por parte do público: “Os agentes gostaram muito, participando com relatos e apresentação de dúvidas, e demonstraram surpresa com os conhecimentos adquiridos. A prática dos ACS’s de conhecerem o cotidiano dos usuários facilitará nas orientações quantos os hábitos inadequados que facilitam as doenças transmitidas por alimentos”, avaliou a palestrante.



Fiocruz Bahia investiga saliva de mosquito contra leishmania


Durante a picada do mosquito transmissor da leishmaniose, conhecido como o flebotomíneo, é depositado na pele do hospedeiro uma combinação de saliva, parasitas, dentre outros fatores derivados de parasitas. Pesquisas anteriores têm demonstrado que a exposição constante a picadas de flebotomíneos não infectados induz respostas imunoprotetoras à leishmania, encorajando estudiosos a identificar potenciais moléculas candidatas a vacina contra a doença.

Uma equipe coordenada pela pesquisadora da Fiocruz Bahia, Claudia Brodskyn, realizou um estudo que se concentrou na análise da proteína salivar LJM11, identificada como molécula imunogênica em cães, camundongos e pessoas contaminadas pela doença. A pesquisa concluiu que a imunização com a LJM11 protege contra infecção por Leishmania braziliensis, na presença de saliva do mosquito Lutzomyia longipalpis, em modelo experimental, utilizando camundongos. Os resultados foram descritos em artigo intitulado Immunization with LJM11 salivary protein protects against infection with Leishmania braziliensis in the presence of Lutzomyia longipalpis saliva, publicado na revista científica Acta Tropica. 

No Brasil, os flebotomíneos são conhecidos por diferentes nomes de acordo com sua ocorrência geográfica, como tatuquira, mosquito palha, asa dura, entre outros. O uso de uma proteína salivar como componente da vacina anti-Leishmania tem sido amplamente discutido, entretanto, a variedade de moléculas salivares entre diferentes espécies de vetores deve ser considerada. Para o presente estudo, foram analisadas apenas as salivas de flebotomíneos das espécies Lutzomyia longipalpis e Lutzomyia intermedia.

A LJM11 pertence à família das proteínas “yellow” presentes na glândula salivar dos flebotomíneos Lutzomyia e Phlebotomus. Em estudos anteriores, foi demonstrada sua capacidade de induzir uma resposta imune celular em vertebrados e observado que a imunização com a LJM11 resultou em proteção contra a infecção por Leishmania major transmitida por Lutzomyia longipalpis, evidenciando a capacidade de proteção dessa molécula. Na pesquisa, também foi investigado se a imunização com LJM11 é capaz de induzir uma resposta de proteção cruzada contra a infecção por L. braziliensis na presença de Lu. longipalpis ou Lu. Intermedia.

Como resultado, verificou-se que a imunidade gerada pela LJM11 protege camundongos contra infecção por L. braziliensis na presença de Lu. longipalpis, mas não na presença de Lu. Intermedia. Os achados também demonstraram que a proteção induzida por LJM11 pode ser específica para Lu. Longipalpis, destacando a importância da identificação de candidatos a vacinas contra a proteção cruzada, especialmente quando se considera áreas endêmicas onde diferentes espécies de flebotomíneos transmitem as mesmas espécies de Leishmania. De acordo com os pesquisadores, estes e outros resultados da pesquisa ressaltam a importância de avaliar a especificidade das respostas protetoras mediadas por saliva. 


Fonte:  Fiocruz



quarta-feira, 27 de junho de 2018

Mosquito transgênico pode ser peça-chave no combate às arboviroses



Ao lado do desenvolvimento de vacinas, a produção de mosquitos geneticamente modificados pode se tornar uma das armas mais eficientes para o enfrentamento das epidemias de dengue, chikungunya, zika e febre amarela. 

Machos transgênicos de Aedes aegypti, dotados de espermatozoides defeituosos, foram criados no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e poderão ser produzidos em escala-piloto ao longo do próximo ano.

“Esses machos transgênicos procuram fêmeas selvagens onde quer que elas se encontrem – inclusive em locais inacessíveis à ação humana. Devido ao defeito introduzido em seus espermatozoides, os ovos resultantes da cópula são inviáveis e isso contribui para a diminuição da população de Aedes aegypti”, disse Margareth Capurro, professora do ICB-USP e principal responsável pelo desenvolvimento desse mosquito modificado por transgenia. 

A pesquisadora ressalva que o Aedes aegypti transgênico não deve ser entendido como estratégia exclusiva de combate, mas como parte de um controle integrado, que vai da educação da população ao desenvolvimento de vacinas, passando pela eliminação de potenciais criadouros (depósitos de lixo, plásticos, garrafas, pneus) e pelo uso de larvicidas e inseticidas.

“Esse mosquito é um produto brasileiro. Seu desenvolvimento teve financiamento da FAPESP e da Agência Internacional de Energia Atômica [organização autônoma no âmbito da ONU, Organização das Nações Unidas]. Por isso, em vez de ser apropriado por alguma empresa privada, com objetivo de lucro, ele deve ser distribuído gratuitamente pela ONU para os 44 países envolvidos no controle de mosquitos. Já argumentei, inclusive, que não cabe requerer patente, pois a tecnologia deve ser doada para qualquer país que a queira adotar”, disse Capurro. 

Segundo ela, foi concluída a fase 1 da pesquisa, com a produção do mosquito no campus da Universidade de São Paulo, em laboratório do ICB-USP. 

“No próximo verão, terá início a fase 2, que é o teste em gaiola de campo. Os mosquitos serão confinados em espaços grandes, com 3 metros quadrados de base, imersos no ambiente natural. O objetivo é saber se eles sobrevivem e são capazes de copular na presença de ventos ou de chuvas. Esse é um teste importante, pois, quando fazemos uma modificação genética, além das características de interesse, podemos induzir também características indesejáveis”, explicou Capurro, que conduziu o projeto de pesquisa “Avaliação e melhoramento de linhagens transgênicas de Aedes aegypti para controle de transmissão de dengue”, apoiado pela FAPESP. 

A fase 2 será realizada na biofábrica da Moscamed Brasil, em Juazeiro, na Bahia. Essa instituição parceira é uma organização social, sem fins lucrativos, criada com base no programa da Agência Internacional de Energia Atômica para o desenvolvimento de variedades estéreis da mosca-da-fruta do Mediterrâneo – daí o nome Moscamed. Tal programa já inspirou a criação de várias biofábricas para produção de insetos transgênicos ao redor do mundo.


Produção em escala-piloto

Cada ciclo de vida de mosquito leva 30 dias. Por isso, a fase 2, com a criação de várias gerações e as respectivas avaliações, precisará se estender por seis a oito meses, aproximadamente de setembro de 2018 a março/abril de 2019. 

Se tudo correr bem, na transição de 2019 para 2020, poderemos ingressar na fase 3, que será a produção do Aedes aegypti geneticamente modificado em escala-piloto, em quantidades de aproximadamente 500 mil indivíduos por semana. 

Nessa fase, o produto poderá receber ainda alguns ajustes. A etapa seguinte será a implementação da estratégia em grande escala. Para isso, a biofábrica de Juazeiro já possui capacidade instalada para produzir 14 milhões de mosquitos transgênicos por semana.

“Mas a produção em Juazeiro ou em outro lugar depende de várias considerações logísticas, que precisam contabilizar custos de produção, custos de transporte, contratação e treinamento de pessoal qualificado etc. Minha intenção é entregar a tecnologia pronta para o Ministério da Saúde e outros ministérios, para que, se houver interesse, seja criado um programa voltado para a implementação. Como o produto será entregue também à ONU, mesmo que o Brasil decida não implementar o programa, outros países poderão implementá-lo”, disse Capurro.





Fonte:  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) / Agência FAPESP 




terça-feira, 26 de junho de 2018

O que você precisa saber sobre Toxoplasmose


Toxoplasmose


A toxoplasmose é um grave problema de saúde pública. Para gestantes e pessoas com defesas imunológicas diminuídas, como transplantados e pacientes infectados com o HIV, a doença pode ser mais grave.

Causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, a doença acontece em todo mundo. Ela é causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados com o parasito Toxoplasma gondii, que é o agente transmissor.


As principais formas de transmissão da Toxoplasmose


Oral – pelo consumo de água ou alimentos contaminados (frutas e verduras, carnes ou derivados crus ou mal cozidos)

Transplacentária - quando o parasito atravessa a placenta, durante a fase aguda da infecção, e se instala no feto.

É importante saber que o contato com gatos não causa a doença. O perigo está no contato com as fezes contaminadas depositadas no ambiente.

A maioria dos casos não tem sintomas. A toxoplasmose pode manifestar-se como uma doença severa, como ocorre nas formas congênita e gestacional. A gestante infectada pode passar a doença ao feto, com danos de diferentes graus de gravidade, resultando, inclusive, em morte fetal ou em graves sintomas clínicos. A toxoplasmose é, também, a infecção oportunista de maior frequência em pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).


Algumas medidas para prevenir a contaminação da toxoplasmose:


- Evitar o consumo de carnes e produtos de origem animal crus e malcozidos;

- Lavar bem as frutas, verduras e legumes em água corrente, esfregando mecanicamente, principalmente se forem os folhosos e até mesmo os que serão descascados;

- Lavar bem as mãos e unhas após manipular terra/areia (horta, jardim, caixas de areia ou dejetos, etc);

- Manter os reservatórios de água bem fechados e limpos;

- Após o contato com gatos e areia, lave bem as mãos com agua e sabão;

- A caixa de dejetos dos gatos deve ser limpa diariamente;

- Não alimente o gato com carnes cruas ou malpassadas;

- Gestantes devem realizar os exames solicitados durante o pré-natal para a detecção da doença e o tratamento adequado, se confirmada a infecção aguda; e

- Não prove a carne crua durante a preparação.














Fonte:  Blog da Saúde /Ministério da Saúde.