quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

CCZ treina funcionários da Defesa Civil para combater o mosquito Aedes aegypti nas comunidades




O Centro de Controle de Zoonoses de Niterói iniciou na última semana o treinamento de funcionários da Defesa Civil do município para que possam atuar junto aos seus agentes para disseminar informações nas comunidades.  O objetivo é somar esforços na luta para prevenção e controle do Aedes aegypti – mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya – na cidade.

A fase inicial do treinamento consistiu na realização de duas palestras – a primeira sobre o mosquito e como ele age na propagação do vírus, e a segunda sobre a dengue, o zika vírus e a febre chikungunya, doenças provocadas pelo Aedes

Primeira palestra - 07/01/16

Vinte e cinco funcionários da Defesa Civil assistiram à primeira aula – controle do Aedes aegypti – na última quinta-feira (07/01), ministrada por Cláudio Moreira, chefe da Seção de Controle Ambiental do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde.  Além da palestra, os participantes puderam ver uma larva do mosquito com auxílio de um microscópio.  Nesta segunda-feira (11/01), o agente Hugo Costa, do Setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde, finalizou a etapa teórica, falando sobre arboviroses – destacando a situação no país e no mundo das doenças dengue, zika e chikungunya .


Segunda palestra - 11/01/16



A segunda etapa do treinamento será a atividade prática de combate e prevenção nos bairros de Niterói.  Após os funcionários que trabalham na sede da Defesa Civil serem treinados, a capacitação será dada aos voluntários que integram os Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudecs) nas comunidades.

O subsecretário de Defesa Civil, Walace Medeiros, explica que o órgão já treinou agentes do CCZ para identificar situações de risco geológico nas comunidades, e que agora a parceria é importante para que as equipes da Defesa Civil saibam identificar focos do mosquito e orientar os moradores sobre formas de prevenção. “Mais do que nunca, o foco agora é combater o mosquito, em função do aparecimento das novas doenças que ele transmite. Esse treinamento nos dá as ferramentas para que possamos agir, partindo do princípio de que a Defesa Civil entra nas residências e fala direto com o cidadão. Com a aceitação que nossas equipes têm nas comunidades, essa informação chegará com peso aos moradores, em função do grau de confiabilidade que a população tem na Defesa Civil”, afirmou Medeiros.


O chefe do Centro de Controle de Zoonoses, Francisco de Faria Neto, também ressaltou a importância desta parceria:  “A Defesa Civil tem acesso a regiões e conhecimento de problemas importantes da cidade.  Precisamos unir esforços sempre.  A campanha é contínua.  Os Nudecs são um modelo descentralizado que pode funcionar muito bem nesse trabalho.  É fundamental mudar ações dentro das residências, sensibilizar moradores para mudanças de hábitos.  Enfim, mudar paradigmas.”

Ainda segundo Francisco, o trabalho dos agentes do CCZ tem uma aceitação muito boa nas comunidades:  “A agente é sempre o mesmo nas áreas de atuação e cria vínculos não apenas com os moradores, mas com as unidades de saúde, associações e outras instituições locais, o que facilita muito nosso trabalho.”


Controle do Aedes aegypti no município

As principais estratégias de prevenção e combate ao Aedes aegypti no município atualmente, de acordo com o chefe do CCZ, incluem:
  •       Visitas mensais dos agentes em 60.000 imóveis para verificação de focos do mosquito e orientação dos moradores; 250 agentes atuam nessa tarefa;
  •     Inspeção em pontos estratégicos (ferros velhos, estaleiros, borracheiros, cemitérios), onde a capacidade de proliferação de mosquitos é alta e requer maior atenção;
  •      Pulverização de inseticida em ultra baixo volume (“fumacê”) nas localidades com alto índice de infestação de mosquitos e das doenças;
  •      Treinamento teórico e prático de 200 agentes comunitários de saúde dos Médicos de Família (12 a 15/01);
  •     Capacitação de funcionários de empresas públicas e privadas para atuarem em seus respectivos locais de trabalho;
  •         Ações educativas em escolas, condomínios e unidades de saúde. 

É sempre importante lembrar que a maneira mais eficiente de se evitar a proliferação de mosquitos é eliminando as condições favoráveis ao nascimento deles através da adoção de medidas preventivas. Estas, no caso do mosquito da dengue (o Aedes aegypti), são bem simples:  a remoção e/ou a proteção da água limpa e parada de possíveis criadouros (lugares de nascimento e desenvolvimento das larvas).



Fonte da foto "Primeira palestra" - Prefeitura de Niterói

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Ações integradas para combater o Aedes aegypti




Agentes do Centro de Controle de Zoonoses de Niterói e da Vigilância Ambiental de São Gonçalo realizaram no sábado (09/01) uma ação integrada para combater o mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, zika e chikungunya – nos bairros da Engenhoca e Venda da Cruz, área limite entre os dois municípios.  O objetivo foi controlar possíveis criadouros para que focos do mosquito não se proliferem pela localidade.

Os profissionais percorreram residências e outros imóveis da região inspecionando locais que podem servir como criadouros, eliminando focos do mosquito, orientando a população sobre formas de prevenção e distribuindo material educativo. Também foi realizado o trabalho de pulverização de inseticida com carro fumacê para matar o Aedes aegypti na fase adulta.







O combate ao mosquito nos fins de semana faz parte das estratégias do município de Niterói para enfrentamento da dengue há muitos anos, segundo o chefe do Serviço de Controle de Vetores, Fernando Conceição.  “Os mutirões semanais ocorrem há muito tempo em nossa cidade. Esta ação conjunta de hoje só vem a intensificar e fortalecer mais ainda esse trabalho, não apenas aqui, mas nos dois municípios. Precisamos unir forças para combater esse mosquito.” 






Tenente Jardim e Fonseca
A tarefa de combater o Aedes aegypti ocorreu simultaneamente em outros bairros da cidade.  Em diversos pontos de Tenente Jardim e no Horto do Fonseca, do mesmo modo, agentes vistoriaram residências, inspecionaram locais que podem servir de criadouros do mosquito e orientaram a população quanto às medidas preventivas contra o vetor.



Niterói Contra o Aedes aegypti

O Departamento de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses de Niterói realiza mutirões intersetoriais, ações que acontecem todos os fins de semana em diferentes locais da cidade, reunindo agentes que fazem a visitação em residências, prevenindo e combatendo possíveis focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. O objetivo é intensificar as ações de prevenção e combate às doenças em toda a cidade.

Além disso, trabalhos de conscientização em canteiros de obras – que costumam ter entulhos que podem acumular água –, estaleiros e borracheiros são feitos periodicamente.  Nas escolas são desenvolvidos projetos educativos em parceria com a Fundação Municipal de Educação, transformando as crianças em multiplicadores dos conhecimentos sobre a prevenção.

O trabalho é realizado pela Secretaria de Saúde em parceria com outras pastas, como a de Conservação e Serviços Públicos, Educação, Ciência e Tecnologia, Obras, além da Companhia de Limpeza Urbana de Niterói (CLIN). 


Disque-Dengue Niterói

O Disque-Dengue Niterói - (21) 2621-0100 - é a linha telefônica exclusiva do município para solicitação de visitas dos agentes e para denúncias de casas abandonadas, terrenos com lixo acumulando água, entre outros possíveis focos do mosquito da dengue. O atendimento está disponível de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h, e sábados e domingos, das 9h às 13h.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Prefeitura une forças com a Fiocruz para enfrentar o mosquito Aedes aegypti


Mosquitos infectados com bactéria são soltos para contaminar outros mosquitos
e impedir que os vírus se multipliquem

Diante da importância de ações de combate às três doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypti – dengue, zika e chikungunya –, o Plano de Ação Conjunta do Governo de Niterói contra o Mosquito Transmissor pretende promover uma verdadeira guerra para evitar uma epidemia no município. Na próxima quarta-feira (13), às 14 horas, será lançada oficialmente uma parceria entre a cidade e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que vem desenvolvendo um estudo para enfrentar as doenças. 

O trabalho da equipe da Ficruz na cidade consiste na liberação de mosquitos infectados por uma bactéria (Wolbachia) no habitat natural do inseto. Essa bactéria atua como uma espécie de vacina para o Aedes, impedindo que os vírus se multipliquem no organismo do mosquito, que deixa, portanto, de transmitir as doenças. O local escolhido pela fundação foi o bairro de Jurujuba, onde atua desde 2014. Agora, graças à parceria com a prefeitura, o projeto ganhará nova envergadura, pois agentes de diversos órgãos municipais se incorporarão às ações.

“A Fiocruz coordena essa pesquisa e escolheu Niterói para firmar uma parceria. Agora estamos no estágio mais importante, que é o da liberação dos mosquitos infectados com a Wolbachia no ambiente dos Aedes aegypti. Realizamos também, junto com os moradores de Jurujuba, um trabalho de esclarecimento sobre a liberação desses mosquitos para evitar mal-entendidos, já que nossas políticas são voltadas para a eliminação dos insetos transmissores”, explicou a secretária municipal de Saúde, Solange Regina de Oliveira.

No ano passado, somente em relação à dengue foram registrados 1,4 milhão de casos da doença em todo o território nacional. No município, houve 339  (de janeiro a agosto). No caso da febre de chikungunya, foram notificados 17.765 casos autóctones suspeitos – destes, 6.784 foram confirmados –, mas nenhum em Niterói. Já quanto ao zika, responsável por um grande número de bebês diagnosticados com microcefalia, contam-se 120 pacientes suspeitos de terem contraído o vírus. No entanto, confirmados por exame, apenas dois casos. Vale ressaltar que não houve registro de mortes causadas por nenhuma das três doenças em território niteroiense.

“Desde que assumimos a pasta, procuramos recuperar o tempo que foi perdido durante a administração anterior em ações que já não vinham surtindo o efeito desejado. Perante os cenários nacional e estadual, Niterói, embora com registros, apresentou números muito inferiores. Estamos no caminho certo”, afirmou.

Ainda de acordo com a secretária, a meta para este ano é ampliar o número de pastas envolvidas em  ações de combate ao Aedes aegypti para além das diretamente envolvidas no trabalho de prevenção e educação, como a Secretaria de Ordem Pública (Seop), a Clin e a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconser).

“A ideia é que neste verão, período de maior proliferação dos mosquitos, o nosso trabalho seja ampliado, envolvendo mais secretarias do que as que normalmente são nossas parceiras. Tudo em prol do trabalho de combate às três doenças”, finalizou.



Fonte:  Prefeitura de Niterói
Imagem:  O Fluminense


sábado, 9 de janeiro de 2016

Licença Sanitária Inicial e Renovação de Licença Sanitária (Estabelecimentos Veterinários)

Criado em 09/01/16 - Atualizado em 04/03/2020

Para regularizar suas atividades junto ao Departamento de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses de Niterói (DEVIC), o responsável pelo estabelecimento deverá seguir os seguintes passos.

1- Verificar quais são os documentos exigidos para a atividade pretendida ou a ser renovada;*

2- De posse do alvará, se dirigir ao DEVIC para emissão da taxa de vistoria sanitária;

3- Após o pagamento da referida taxa, deverá ser aberto um processo no protocolo do DEVIC, onde deverão ser anexados os documentos citados para cada tipo de estabelecimento.


Obs.:  A renovação da licença deve ser feita até 30/04 de cada ano, conforme lei nº 2564 de 25/06/2008 (código sanitário municipal).


O DEVIC está localizado na Av. Marquês de Paraná, 191 – Centro, Niterói/RJ.

Contato pelo número
(21) 2717-8331

Horário de Funcionamento
De segunda à sexta-feira, das 8h  às 17h.
SETOR DE PROTOCOLO:  11h às 17h.

Mais informações, clique no link:
VIGILÂNCIA SANITÁRIA NITERÓI



Exigências documentais para hospital veterinário, clínica veterinária e Serviço Especializado Veterinário (diagnóstico)

LICENÇA SANITÁRIA INICIAL e RENOVAÇÃO DE LICENÇA SANITÁRIA

01
Comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ);
02
Alvará de localização constando atividade econômica condizente com aquela efetivamente realizada no estabelecimento;
03
Contrato social da empresa constando atividade econômica condizente com aquela efetivamente realizada no estabelecimento;
04
Certificado de Regularidade emitido pelo CRMV-RJ e respectivo comprovante de pagamento da anuidade;
05
Cédula de Identidade profissional do responsável técnico médico veterinário;
06
Laudo da análise da água de abastecimento realizada por laboratório licenciado pelo INEA-RJ (validade semestral);
07
Descrição das especialidades desenvolvidas no estabelecimento e dos equipamentos existentes para a realização das referidas especialidades;
08
Relação que identifique os exames realizados no local e os que são terceirizados (caso haja laboratório de análises clínicas);
09
Descrição dos Procedimentos Operacionais Padronizados para higienização, desinfecção e esterilização de superfícies, equipamentos e utensílios;
10
Comprovante (certificado e ordem de serviço) de serviço de desinsetização e desratização realizados por firma licenciada no INEA-RJ (validade semestral);
11
Contrato com empresa especializada para coleta externa, tratamento e disposição final de resíduos infectantes, químicos e perfurocortantes licenciada pelo INEA-RJ;
12
Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde;
13
Contrato com empresa terceirizada para esterilização de instrumental cirúrgico caso não realize esterilização na própria clínica;
14
Contrato com firma especializada para a manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos;
15
Comprovante de Controle Interno de Qualidade (estabelecimento que dispuser de Laboratório de Análises Clínicas);
16
Comprovante de Controle Externo da Qualidade (estabelecimento que dispuser de Laboratório de Análises Clínicas);
17
Termo de responsabilidade por serviço de radiologia firmado pelo responsável técnico (estabelecimento que dispuser de serviço de radiodiagnóstico);
18
Laudo do órgão competente de radiologia e dosimetria (CNEN/LCR-UERJ) relativo ao levantamento radiométrico ou monitoração de área válido (estabelecimento que dispuser de serviço de radiodiagnóstico);
19
Dispõe de Manual de Boas Práticas de Banho e Tosa - estabelecimento que dispuser desse tipo de serviço.  

Exigências documentais para Consultório Veterinário

LICENÇA SANITÁRIA INICIAL e RENOVAÇÃO DE LICENÇA SANITÁRIA

01
Cédula do Cadastro de Pessoa Física (CPF) do proprietário;
02
Alvará de localização constando atividade econômica condizente com aquela efetivamente realizada no estabelecimento;
03
Certificado de Regularidade emitido pelo CRMV-RJ e respectivo comprovante de pagamento da anuidade;
04
Cédula de Identidade profissional do responsável técnico;
05
Laudo da análise da água de abastecimento realizada por laboratório licenciado pelo INEA-RJ;
06
Descrição das especialidades médicas desenvolvidas no estabelecimento e dos equipamentos existentes para a realização das referidas especialidades;
07
Descrição dos Procedimentos Operacionais Padronizados para higienização, desinfecção e esterilização de superfícies, equipamentos e utensílios;
08
Comprovante (certificado e ordem de serviço) de serviço de desinsetização e desratização realizados por firma licenciada no INEA-RJ (validade máxima semestral);
09
Contrato com empresa especializada para coleta externa, tratamento e disposição final de resíduos infectantes, químicos e perfurocortantes licenciada pelo INEA-RJ;
10
Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde;
11
Contrato com firma especializada para a manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos, no caso de dispor de equipamentos;
12
Cédula de identidade profissional do responsável técnico.

Exigências documentais para Casas de Ração, Pet-Shops e Agropecuárias

LICENÇA SANITÁRIA INICIAL e RENOVAÇÃO DE LICENÇA SANITÁRIA

01
Comprovante de inscrição do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ;
02
Contrato social da empresa constando atividade econômica condizente com aquela efetivamente realizada no estabelecimento;
03
Alvará de localização constando atividade econômica condizente com aquela efetivamente realizada no estabelecimento;
04
Certificado de Regularidade emitido pelo CRMV-RJ com respectivo comprovante de pagamento da anuidade;
05
Cédula de Identidade profissional do responsável técnico;
06
Laudo da análise da água de abastecimento realizada por laboratório licenciado pelo INEA-RJ;
07
Licença emitida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e abastecimento para a comercialização de medicamento e produtos de uso veterinário;
08
Comprovante (certificado e ordem de serviço) de serviço de desinsetização e desratização realizados por firma licenciada no INEA-RJ (validade semestral);
09
Plano de Gerenciamento de Resíduos adequado ao tipo de atividade (medicamentos de uso veterinário);
10
Contrato registrado no CRMV-RJ firmado com veterinário para estabelecimentos de estética, banho e tosa sem exigência de registro no CRMV-RJ;
11
Manual de Boas Práticas de Banho e Tosa (estabelecimentos com exigência de Responsável Técnico).
12
Roteiro de autoinspeção devidamente preenchido e assinado.





                                                                                                       










sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Agentes do CCZ são capacitados e atualizados sobre zika, dengue e chikungunya




Agentes do Centro de Controle de Zoonoses de Niterói participaram de uma capacitação e atualização sobre arboviroses – destacando-se as doenças zika, dengue e febre de chikungunya –, no auditório do Núcleo de Educação Permanente e Pesquisa (NEPP), bairro Centro.
  
Promovida pelo setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC), a ação educativa se iniciou nesta quarta e quinta-feira (06 e 07/01) e tem como objetivo intensificar e aperfeiçoar os conhecimentos dos profissionais em relação à sua área de atuação, sobretudo à questão da zika, inédita no país, e aos recentes casos de microcefalia relacionados a esta doença.

Ministrada pelos agentes Hugo Costa e Jonas Queiróz, a atividade se desenvolveu de modo descontraído através de explanação temática com apresentação de slide-show e filme.  Pretende ocorrer para as próximas turmas nos dias 20 e 21/01.





quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Ministério da Saúde atualiza casos suspeitos de microcefalia


Estado do Amazonas registrou o primeiro caso suspeito. Estão em investigação 3.174 casos registrados em todo o país


O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (5) o primeiro informe epidemiológico de 2016 sobre os casos suspeitos de microcefalia relacionada ao vírus Zika. As informações são referentes aos dados até o dia 02 de janeiro. Desde o início das investigações, foram notificados 3.174 casos suspeitos da doença em recém-nascidos de 684 municípios de 21 unidades da federação. Pela primeira vez,  está sendo investigado um caso no estado do Amazonas. Também estão em investigação 38 óbitos de bebês com microcefalia possivelmente relacionados ao vírus Zika.
O estado de Pernambuco, o primeiro a identificar aumento de microcefalia, continua com o maior número de casos suspeitos (1.185), o que representa 37,33% do total registrado em todo o país. Em seguida, estão os estados da Paraíba (504), Bahia (312), Rio Grande do Norte (169), Sergipe (146), Ceará (134), Alagoas (139), Mato Grosso (123) e Rio de Janeiro (118).
MOBILIZAÇÃO NACIONAL - O Ministério da Saúde tem reunido esforços para o combate ao mosquito Aedes aegypti, convocando o poder público e a população. O governo federal mobilizou 19 ministérios e outros órgãos federais para atuar conjuntamente neste enfrentamento. Com isso, as visitas a residências para eliminação e controle do vetor ganharam o reforço das Forças Armadas e dos agentes comunitários de saúde, além dos agentes de endemias que já atuavam regularmente nessas atividades. A orientação é para que esse grupo atue, inclusive, na organização de mutirões.
Em dezembro, o Ministério da Saúde enviou mais 17,9 toneladas de Larvicida para os estados do Nordeste e Sudeste, totalizando 114,4 toneladas para todo o país no último ano, quantidade suficiente para o tratamento de 57,2 bilhões de litros de água. Para este ano, já foram adquiridas mais 100 toneladas do produto, o que garante abastecimento até junho de 2016.
Para auxiliar na execução das ações do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, foi instalada a Sala Nacional de Coordenação e Controle para o Enfrentamento à microcefalia. O objetivo é intensificar a mobilização para o combate ao mosquito Aedes aegypti, por meio do monitoramento e acompanhamento de todas as ações, no âmbito nacional e local. Também estão sendo instaladas salas estaduais, com representantes do Ministério da Saúde, Secretarias de Saúde, Educação, Segurança Pública, Assistência Social, Defesa Civil e Forças Armadas.
ZIKA - Atualmente, a circulação do Zika é confirmada por meio de teste PCR, com a tecnologia de biologia molecular. A partir da confirmação em uma determinada localidade, os outros diagnósticos são feitos clinicamente, por avaliação médica dos sintomas.
O Ministério da Saúde capacitou mais 11 laboratórios públicos para realizar o diagnóstico de Zika. Contando com as cinco unidades referência no Brasil para este tipo de exame, já são 16 centros com o conhecimento para realizar o teste. Nos dois próximos meses, a tecnologia será transferida para mais 11 laboratórios, somando 27 unidades preparadas para analisar 400 amostras por mês de casos suspeitos de Zika em todo o país.
Até o momento, estão com circulação autóctone do vírus Zika 19 estados. São eles: Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
ORIENTAÇÃO – O ministério orienta às gestantes que elas mantenham o acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo médico. O Ministério da Saúde reforça ainda a orientação de não consumirem bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não utilizar medicamentos sem orientação médica e evitar contato com pessoas com febre ou infecções.
É importante também que as gestantes adotem medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.



CASOS SUSPEITOS DE MICROCEFALIA RELACIONADA AO VÍRUS ZIKA
UF
TOTAL NOTIFICADO
MUNICÍPIOS COM CASOS SUSPEITOS
CASOS SUSPEITOS
ÓBITOS SUSPEITOS
DF
2
0
1
GO
40
0
12
MT
123
0
13
MS
3
0
2
AL
139
0
51
BA
312
10
68
CE
134
1
41
MA
96
1
47
PB
504
5
99
PE
1.185
4
151
PI
48
1
20
RN
169
11
46
SE
146
5
39
AM
1
0
1
PA
33
0
8
TO
64
0
33
ES
32
0
11
MG
18
0
14
RJ
118
0
20
SP
6
0
6
RS
1
0
1
Total
3.174
38
684


NAS 21 UF COM SUSPEITA DO VÍRUS ZIKA em 2015


UF
2010
2011
2012
2013
2014
Pernambuco
7
5
9
10
12
Paraíba
6
2
3
5
5
Rio Grande do Norte
2
2
4
0
1
Sergipe
3
1
2
0
2
Alagoas
3
7
2
3
2
Bahia
12
13
7
14
7
Piauí
1
0
4
4
6
Ceará
8
4
9
5
7
Maranhão
3
2
6
2
2
Tocantins
1
0
1
4
0
Rio de Janeiro
10
15
8
19
10
Goiás
3
4
3
2
3
Distrito Federal
3
3
1
2
2
Amazonas
2
3
3
3
3
Mato Grosso do Sul
0
0
1
3
0
São Paulo
25
31
42
43
39
Espírito Santo
2
4
5
4
3
Minas Gerais
20
16
23
13
11
Rio Grande do Sul
0
0
1
3
0
Pará
6
5
11
7
6
Mato Grosso
5
7
2
1
5


CASOS DE MICROCEFALIA NOTIFICADOS POR ANO NO BRASIL

2010
2011
2012
2013
2014
Brasil
153
139
175
167
147



Fonte:  Ministério da Saúde