segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Covid-19, influenza, leptospirose e arboviroses: especialistas falam sobre verão e prevenção

 



Calor intenso, fortes chuvas e grande circulação de pessoas. Características típicas do verão em diversas regiões do Brasil acendem antigos e novos alertas para cuidados de prevenção que devem ser tomados durante a estação mais quente do ano.

Enquanto pancadas de chuva, principalmente em áreas urbanas, preocupam pela possibilidade de inundações e transmissão da leptospirose, a combinação dessas precipitações com o calor constante emerge a necessidade de vigilância redobrada sobre um velho conhecido: o mosquito Aedes aegypti – transmissor de arboviroses como a dengue, chikungunya e zika.

Neste ano, a temporada ainda demanda um cuidado extra pelo recrudescimento da pandemia de Covid-19, com o surgimento da variante ômicron, e a circulação fora de época dos vírus influenza, impulsionada pela nova cepa H3N2 Darwin.

Confira abaixo orientações de especialistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e saiba como se prevenir dessas doenças.


Leptospirose

As enchentes que têm provocado a destruição de cidades país afora, também colocam a população em risco para diversas doenças. Em ambientes urbanos, a principal preocupação é com a leptospirose, infecção causada pela bactéria Leptospira – presente em urinas de ratos. Com os alagamentos, a enxurrada se mistura com dejetos de bueiros e esgotos, facilitando a transmissão desse microrganismo que penetra no corpo humano por meio da pele, sobretudo, se houver algum ferimento.

“Em inundações, o aconselhável é evitar entrar em contato com a água da enchente, permanecendo em local seco e seguro enquanto espera a água baixar. Porém, como nem sempre isso é possível, é importante proteger a pele com luvas e calçados fechados, preferencialmente botas, ou, como alternativa, sacos plásticos cobrindo partes dos pés e das pernas”, recomenda Ilana Balassiano, pesquisadora do Laboratório de Zoonoses Bacterianas, que abriga o Serviço de Referência Nacional para Leptospirose junto ao Ministério da Saúde.

Quando as enchentes avançam para dentro dos domicílios é necessário realizar higienização correta desses locais. A pesquisadora indica que, após a remoção da água, as superfícies sejam higienizadas com um pano umedecido em solução de hipoclorito de sódio (2 xícaras de chá de hipoclorito de sódio – 2-2,5% – para cada 20 litros de água). “Pode ser utilizada água sanitária comercial, que geralmente tem a concentração de 2-2,5% de hipoclorito. No entanto, deve-se certificar se, no rótulo, os componentes sejam apenas água e hipoclorito. Se houver substância adicionais, o uso não é recomendado”, destaca Ilana.

Muitas vezes, além do transtorno e da sujeira, os alagamentos provocam a destruição de alimentos. “É um momento delicado para quem vive esse cenário, mas o ideal é que seja feito o descarte de todos os alimentos perecíveis (como verduras, legumes e frutas), pois são facilmente contaminados. Também é recomendado que sejam descartados produtos industrializados embalados em plástico ou papelão, visto que esses recipientes apresentam alto risco de perfuração”, alerta a pesquisadora.

Já os alimentos industrializados em embalagens de alumínio e vidro, e utensílios domésticos, podem ser lavados com água e sabão e desinfetados com hipoclorito de sódio (2 colheres de sopa para cada litro de água). “Se esses produtos estiverem lacrados e não sofreram danos, a desinfecção deve ser feita imergindo o enlatado ou utensílio na solução de hipoclorito por 30 minutos – de preferência, em recipiente fechado. Após esse processo, o alimento ou utensílio deve ser lavado em água própria para consumo”, conclui.

A incubação da leptospirose acontece entre um período de 5 a 14 dias, com os primeiros sinais da infecção sendo semelhantes aos da dengue ou de um resfriado, como febre, dores de cabeça e no corpo. Sendo assim, é fundamental que, ao procurar um posto de saúde por causa desses sintomas, o paciente que teve contato com águas de alagamentos relate o acontecido para que seja feito o diagnóstico diferencial e um tratamento adequado.


Covid-19 e influenza

Com a pandemia da Covid-19 e a circulação fora de época dos vírus influenza (saiba mais aqui), a temporada atual do verão também traz um alerta para disseminação dos vírus respiratórios. Por ser um período de férias escolares, festividades e alta temporada de viagens, os cuidados com a prevenção, já conhecidos pela população, se tornam ainda mais importantes.

“A vacinação é a principal forma de prevenção que temos atualmente para ambas as infecções. Em adição, nos últimos anos, nós desenvolvemos mecanismos bastante poderosos para a prevenção de vírus respiratórios, que são as medidas não-farmacológicas. Entre elas, o uso de máscaras, distanciamento social, etiqueta respiratória e a higiene constante das mãos”, destaca Fernando Motta, pesquisador do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo.

A influenza, popularmente conhecida como gripe, e a Covid-19 possuem sintomas semelhantes, com peculiaridades que diferem uma da outra. Ambas as infecções causam febre alta, dores de cabeça, tosse, coriza, mal-estar, entre outros. Desta forma, para os casos que vão além dos sintomas leves, é necessária a realização de testes para identificação do agente infeccioso e a realização de um tratamento direcionado.

Em todos os quadros, o distanciamento social é essencial para evitar a disseminação das duas infecções. “Se você estiver com sintomas, ou for assintomático, no caso da Covid-19, evite ter contato com outras pessoas e use a máscara sempre que possível”, ressalta Motta.

Campanhas de vacinação para Covid-19 e para a Influenza são promovidas pelo Ministério da Saúde. É importante acompanhar o plano nacional de imunização (PNI) e os calendários específicos dos municípios para garantir a atualização correta desses imunizantes.


Arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti

A prevenção de dengue, chikungunya e zika ocorre pela já conhecida ação semanal de interrupção do ciclo de vida do mosquito Aedes aegypti, a partir da eliminação de locais que podem acumular água parada, como vasos de plantas, bandejas de ar-condicionado, piscinas não utilizadas, dentre outros.

“Com a chegada do verão, época propícia para a formação de criadouros do Aedes, precisamos redobrar nossa atenção. Cada fêmea pode colocar até 1.500 ovos, por isso é importante olhar a casa com ‘olhos de mosquito’, procurando todo e qualquer local que acumule água e possa ser usado para reprodução do vetor”, alerta Denise Valle, pesquisadora do Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus.

De acordo com o primeiro Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde de 2022, houve um acréscimo de 32,7% nos casos prováveis de chikungunya em 2021 quando comparados com o mesmo período em 2020.

“Quanto maior a quantidade de mosquitos, maiores são as chances de transmissão desses vírus. Todos os anos reforçamos a mensagem de que a fêmea do Aedes espalha seus ovos por diversos locais. Não podemos nos tranquilizar e encerrar a verificação se no primeiro ambiente já forem encontrados ovos ou larvas. Na verdade, devemos ficar ainda mais alertas e procurar mais atentamente em locais próximos, pois certamente haverá outros criadouros. É muito mais fácil você combater uma larva que está confinada em um espaço do que um mosquito que está voando”, salienta Denise.

A principal recomendação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água. No entanto, se não for possível o descarte, a orientação é que sejam devidamente vedados ou, ainda, tratados. A vistoria semanal deve incluir criadouros menos convencionais, como calhas de chuva, ralos externos, vasilhas de animais, bandejas de geladeiras, entre outros.

“O Aedes é um mosquito doméstico. De cada dez criadouros, oito estão dentro das residências. Então, se as pessoas estão passando mais tempo em suas casas por causa da pandemia da Covid-19, elas possuem mais oportunidades de olhar com cuidado os seus espaços e evitar que mais vírus estejam em grande circulação. Precisamos transformar a ameaça em oportunidade”, conclui a bióloga.


Fonte:  IOC/Fiocruz


quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

SES-RJ alerta para combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti e à leptospirose com a chegada do verão

 


Com tempo quente e chuvas, população precisa estar atenta para Dengue, Zika e Chikungunya. Casos de leptospirose, devido às enchentes, também provocam alerta


Com a chegada do verão, tempo quente e chuvas, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) alerta a população para o controle e o combate à proliferação do mosquito 'Aedes aegypti', transmissor da Dengue, da Zika e da Chikungunya. Neste período, o mosquito se reproduz com maior facilidade.

No ano passado, o estado do Rio de Janeiro teve 552 casos de Chikungunya, 2.879 de Dengue e 58 registros de Zika. Em 2020, foram 3.660 casos de Chikungunya, 4.435 de Dengue e 168 de Zika. Para o Secretário de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe, ações simples e rotineiras da população são suficientes para o controle.

“Parece pouco, mas dez minutos por semana é tempo suficiente para que uma pessoa olhe todos os possíveis focos do mosquito na sua residência. A vistoria deve acontecer em caixas d’água, tonéis, vasos de plantas, calhas, garrafas, lixo e bandejas de ar-condicionado. Com essas medidas de prevenção, é possível evitar a proliferação do 'Aedes aegypti'”, destaca.

Confira aqui os alertas:

ARBOVIROSES URBANAS:

Alerta


ALERTA LEPTOSPIROSE

Alerta 2

 

O Aedes

O 'Aedes aegypti' é doméstico, vive dentro de casa e perto do homem. Com hábitos diurnos, o mosquito fêmea se alimenta de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. Por isso, é importante o uso de telas em janelas e portas, mosquiteiros, roupas compridas, além de uso de repelente nas partes expostas do corpo, aumentando a área de proteção.


Sintomas e diagnóstico:

A Dengue apresenta febre alta e de início súbito e dores no corpo. A Zika tem como principal característica as manchas vermelhas, que causam uma doença chamada febre da Zika, associada à febre baixa e a dores pelo corpo. Já a Chikungunya apresenta sintomas como febre alta e fortes dores nas articulações. O diagnóstico das doenças, na maior parte dos casos, é clínico, ou seja, é feito com base nos sinais e nos sintomas relatados e observados por profissionais de saúde que indicam o tratamento adequado para cada caso.


Dicas de prevenção:

- Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;

- Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

- Mantenha lixeiras tampadas;

- Deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

- Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;

- Mantenha ralos fechados e desentupidos;

- Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

- Retire a água acumulada em lajes;

- Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

- Evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da Dengue;

- Caso apresente sintomas de Dengue, Chikungunya ou Zika, procure uma unidade de saúde para o atendimento.


Leptospirose

A Leptospirose é uma infecção causada por uma bactéria chamada 'Leptospira' presente na urina de ratos e outros animais, por meio do contato com água, solo ou alimentos contaminados. Os bovinos, os suínos e os cães também podem adoecer e transmitir a Leptospirose ao homem. Somente em 2021, foram registrados 147 casos de Leptospirose no estado do Rio de Janeiro.


Principais sintomas:

Febre, dor de cabeça, dor muscular, principalmente nas panturrilhas, falta de apetite, náuseas, diarreia, tosse e vômitos. Para se prevenir, é necessário: evitar o contato com água ou lama de enchentes; impedir que crianças nadem ou brinquem nessas águas; realizar a limpeza e desinfecção de locais onde houve inundação recente, além de proteger os pés e mãos do contato com a água ou lama contaminadas.


Fonte:  Secretaria de Estado de Saúde do RJ


sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Educação em Saúde realiza palestra sobre Covid-19 para mulheres de projeto social

 




Nesta quinta-feira (06/01), o setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC), do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), realizou palestra sobre Covid-19 na Praça Levi Francisco da Cruz Nunes, situada no Largo da Batalha.

Na praça acontece um projeto social nomeado como Centro Cultural Rua do Samba, promovido pela Secretaria Regional do Largo da Batalha, coordenado por Carlos Brizola. O projeto tem como público-alvo mulheres na faixa etária entre 20 a 60 anos que participam da atividade de dança Zumba com a professora Ana Nete.  Essas mulheres desempenham um papel bastante importante, pois muitas são responsáveis pela formação de opinião de seus familiares e comunidade.

O objetivo foi reforçar, junto à população, a conscientização sobre a importância de se manter os cuidados necessários de enfrentamento à pandemia da Covid-19, como o uso das máscaras, a higienização das mãos e o distanciamento social. Além disso, enfatizou-se a necessidade das pessoas se vacinarem, com a Primeira, Segunda e Dose de Reforço.

Ministrada pela agente Patrícia de Oliveira, a ação educativa em saúde abordou as formas de contágio do vírus, sintomas da doença, a importância do esquema de vacinação completo da Covid-19 para aumento da imunidade, o valor do autocuidado – com prática de exercícios físicos e boa alimentação –, a importância da higienização das mãos, controle de comorbidades, Covid-19 e influenza, a variante Ômicron no contexto brasileiro e mundial.

“Reforçamos os cuidados que devem permanecer, como uso de máscara facial corretamente e do álcool em gel, e o distanciamento social.  Aproveitamos para apresentar informações sobre a vacinação da COVID, e influenza, endereços das unidades e o período exigido para a dose de reforço. Foi notório o interesse dos participantes e do coordenador, que solicitou a participação do IEC em outras aulas para explanação de outros temas”, informou Patrícia.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

CCZ realiza atividade de sala de espera no PMF Cantagalo

 



Nesta terça-feira (05/01), o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) – através do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – realizou atividade de sala de espera sobre o tema Arboviroses no Médico de Família do Cantagalo.

O objetivo foi alertar sobre os perigos à saúde causados por essas doenças – em especial, dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana – e a importância da prevenção.

A ação educativa em saúde foi desenvolvida pela agente Patrícia de Oliveira por meio de bate papo interativo.

A palestrante falou sobre mudanças de hábitos no cotidiano para prevenção das doenças, pois, como elas têm em comum o mesmo vetor, o Aedes aegypti, é preciso que a população reforce os cuidados para impedir o desenvolvimento de criadouros desse mosquito.

Os participantes eram pessoas que buscavam atendimento para algum serviço de saúde ou tinham consulta médica previamente agendada. A maioria recebeu a atividade com interesse.

“Apresentamos a importância de se adotar cuidados diários com a limpeza e organização da casa, especialmente o quintal, para eliminar e prevenir os animais sinantrópicos.  Ao final abordamos sobre a importância de se completar o esquema vacinal contra a Covid-19, estimular parentes/amigos  não vacinados a se vacinarem, e  aguardar o intervalo de 4 meses para a vacina de reforço. Divulgamos as unidades de saúde que estão aplicando a vacina da influenza”, disse Patrícia.



segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

CCZ realiza atividade de sala de espera sobre higiene pessoal e pediculose na Policlínica do Largo da Batalha

 


Usuários da Policlínica Regional do Largo da Batalha receberam informações e orientações sobre higiene pessoal e pediculose em atividade de sala de espera realizada pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), através do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC).  O objetivo foi sensibilizar sobre a importância do cuidado com a saúde familiar.

A ação educativa em saúde ocorreu no dia 13 de dezembro e foi desenvolvida pelos agentes Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira por meio de diálogo interativo e aplicação de jogo lúdico.  Em pauta, os seguintes tópicos: conceito de higiene, higiene pessoal e ambiental, lavagem das mãos e saúde, pediculose (tipos de piolhos, o piolho capilar, ciclo de vida, principais dificuldades causadas nas crianças e jovens, prevenção e tratamento).

“Nesta data encerramos o ciclo de palestras coordenado pela enfermeira Andréa Bittencourt coordenadora da equipe multiprofissional. Contamos com o total apoio da vigilância em saúde da PRLB, que presenteou as crianças que participaram da atividade. Realizamos uma ação lúdica sobre pediculose para crianças e os responsáveis que aguardavam atendimento da pediatra. Apresentamos dois cartazes com a imagem de duas crianças, menino x menina, que estavam com a cabeça infestada por piolhos e, após um breve bate papo sobre a temática, os participantes mirins respondiam às perguntas, e conforme a resposta, retiravam o piolho das imagens. Foi notório o entusiasmo de todos”, contou Patrícia.



quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

CCZ promove palestra sobre a atual situação da Covid-19 para agentes de combate às endemias



O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), através do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC), promoveu nesta segunda e terça-feira (13 e 14/12) palestra sobre a situação atual da Covid-19 para agentes de combates às endemias (coordenadores e supervisores) do Serviço de Controle de Vetores (SECOV), na sede do CCZ (Ponta D’Areia).

Ministrada por Maria da Glória Moreira, coordenadora do IEC, a ação educativa em saúde abordou as formas de contágio do vírus, sintomas da doença, a importância do esquema de vacinação completo da Covid-19 para aumento da imunidade, o valor do autocuidado – com prática de exercícios físicos e boa alimentação –, a importância da higienização das mãos, controle de comorbidades, Covid-19 e influenza, a variante Ômicron no contexto brasileiro e mundial.

O evento teve o objetivo de atualizar dados e fornecer subsídios informativos para o aperfeiçoamento profissional dos servidores.

Na oportunidade, o agente Marcelo Lins (IEC) falou sobre os resultados do *Projeto Wolbachia no município. 


*O Projeto

O ‘Eliminar a Dengue’ propõe um método capaz de reduzir a transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya pela liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia. Essa bactéria é natural, pois existe em muitos outros insetos. A iniciativa é parte do programa internacional ‘Eliminate Dengue: Our Challenge’, e no Brasil tem participação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A metodologia consiste na inoculação da bactéria Wolbachia, retirada da mosca da fruta, no ovo do Aedes aegypti, para que desta forma o inseto se desenvolva com a bactéria no seu organismo de forma intracelular. Esses mosquitos inoculados com a bactéria são liberados em uma área por um determinado período de tempo, proporcionado a substituição gradual da população de mosquitos Aedes aegypti de campo pelos mosquitos com a Wolbachia. Esta substituição ocorre mediante o cruzamento entre eles, com a transmissão da bactéria pela fêmea aos seus filhotes. Desta forma, o método torna-se autossustentável, uma vez que naturalmente a bactéria vai se perpetuar nas gerações futuras dos mosquitos.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

CCZ realiza sala de espera sobre Covid-19 e influenza no PMF Sapê

 


Na última terça-feira (07/12), Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), por meio do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC), realizou atividade de sala de espera sobre os temas Covid-19 e influenza no Médico de Família do Sapê.

O objetivo foi alertar os usuários que aguardavam atendimento sobre a necessidade de atitudes na prevenção à Covid-19 e à influenza.  

A equipe, representada por Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira, descreveu informações mais recentes sobre as doenças, ressaltando a importância da higienização das mãos e do uso de máscara facial.

“Divulgamos os endereços das policlínicas que têm a vacina da Covid-19 e da gripe,  orientamos sobre a necessidade de completar o esquema vacinal e a importância da vacina da gripe para aumentar a eficácia da imunização. Apresentamos também outros recursos como exercícios físicos e a escolha por uma alimentação mais natural para reforçar a imunidade. Foi notório o interesse dos participantes, especialmente alguns idosos que ao final esclareceram algumas dúvidas sobre o tempo de intervalo das vacinas e qual vacina da Covid-19 seria adequada para o caso específico de cada um. Ao final, reforçamos sobre a importância de se manter o protocolo de segurança, como o uso da máscara corretamente, higienização frequente das mãos e o distanciamento social”, relatou Patrícia.