terça-feira, 19 de junho de 2018

Educação em Saúde fala sobre caracol gigante africano no PMF Maceió





Com o objetivo de informar sobre os perigos do caracol gigante africano (Achatina fulica) e instruir os profissionais para o emprego do conhecimento nas ações educativas a serem realizadas na comunidade, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) – através do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – realizou palestra no Programa Médico de Família João Sampaio, bairro Maceió, na última quarta-feira (13/06).

A equipe do IEC, representada por Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira, desenvolveu diálogo interativo e exibição de slide-show com os participantes, funcionários do PMF, abordando os seguintes assuntos: origem, ciclo de vida, principais características, praga agrícola, Achatina fulica e Saúde Pública, prevenção e como controlar a praga.

Segundo os palestrantes, o público relatou desconhecer a forma de combate ao caracol: “Para nossa surpresa, todos os funcionários que participaram da palestra disseram que desconheciam o método mecânico de combate ao molusco”, relatou Patrícia de Oliveira. 

Para os profissionais de educação em saúde, o grupo tem se mostrado mais aberto à exposição de dúvidas a cada palestra, e isso facilita tanto o trabalho do IEC como o trabalho dos colaboradores com os usuários. “Ficou notório que o grupo está mais à vontade para questionar e dirimir dúvidas referentes aos temas propostos. A maioria dos agentes comunitários de saúde mora no entorno do modulo e sofre as mesmas dificuldades que os usuários. Esses encontros mais intimistas estão promovendo a chance deles externarem situações difíceis que também ocorrem em suas próprias residências. Baseada nessa confiança estamos conseguindo junto com eles encontrar soluções cabíveis”, avaliou Patrícia.


segunda-feira, 18 de junho de 2018

SOU EXTREMAMENTE SENSÍVEL AOS FOGOS DE ARTIFÍCIO E ROJÕES !!!






A Arca Brasil (Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal) listou dez procedimentos para amenizar o incômodo e prevenir situações de risco com bichos de estimação, durante queima de fogos.

  1. Coloque coleira e plaqueta de identificação (RGA) com o número de seu telefone (residência e celular) no bicho, essencial para o caso de fugas. A coleira deve ser elástica, para evitar enforcamentos no caso de ele se prender em galhos ou outros objetos. O microchip é uma identificação definitiva e seu uso se populariza no país, mas não elimina a necessidade da plaqueta.
  2. Verifique se muros, cercas e portões encontram-se em bom estado e são suficientes para impedir fugas, mesmo que o animal esteja apavorado. Antes do início dos fogos, acomode o bicho em um ambiente o mais protegido possível dos barulhos, dentro de casa ou numa área externa em que ele fique isolado dos perigos.
  3. Nunca deixe seu animal preso a correntes, pois na hora do pânico ele pode se machucar e até se enforcar. Se tiver mais de um cão, evite deixá-los juntos por precaução. Excitados pelo barulho, eles podem brigar e se ferir gravemente na hora dos fogos.
  4. Ofereça alimentos leves antes dos fogos. Em casos extremos, distúrbios digestivos provocados pela agitação e pelo pânico podem ser fatais.
  5. Se você mora em apartamento, verifique se as telas de proteção das janelas estão firmes e seguras. Se não tiver tela, jamais deixe as janelas abertas, sobretudo se você tem gatos e não estiver em casa.
  6. Antes do início e do fim dos jogos, aproxime seu animal da TV ou de um aparelho de som e vá aumentando aos poucos o volume para que ele se distraia e se acostume com o som alto.
  7. Apesar de serem desconfortáveis, tampões de silicone ou algodão podem ser utilizados, mas devem ser retirados assim que os barulhos cessarem.
  8. Saia para passear, correr e brincar com o seu cão várias vezes no dia dos jogos, assim ele estará mais cansado durante a queima de fogos e o medo dos rojões terá uma ação menor.
  9. Para os gatos, transforme um quarto no cantinho deles. Crie tocas com cobertores para aumentar a sensação de proteção. Também é importante abrir portas de armários e deixar os lugares de que eles gostam acessíveis. Não se esqueça de deixar água, comida e areia próximos.
  10. Consulte um veterinário para saber sobre medicações e calmantes que podem tranquilizar seu bichinho. Muitas pessoas utilizam florais, que são essências extraídas de flores silvestres e auxiliam no equilíbrio das emoções. Os florais não têm contraindicações, mas é fundamental nunca dar medicamentos ao seu cão ou gato sem a INDICAÇÃO médica.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

CCZ realiza palestra sobre caracol gigante africano para agentes comunitários





O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) – através do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – realizou palestra sobre caracol gigante africano (Achatina fulica) para agentes comunitários do Programa Médico de Família do Matapaca nesta segunda-feira (11/06).

O objetivo do encontro foi, além de informar sobre os perigos do molusco, instruir os profissionais para o emprego do conhecimento nas ações educativas a serem realizadas na comunidade.

A equipe do IEC, formada por Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira, desenvolveu diálogo interativo e exibição de slide-show com os participantes, abordando os seguintes assuntos: origem, ciclo de vida, principais características, praga agrícola, Achatina fulica e Saúde Pública, prevenção e como controlar a praga.

“Foi uma atividade bastante satisfatória. Devido à alta umidade, os agentes têm encontrado os moluscos com frequência. Eles relataram que combatiam os caracóis com sal e desconheciam a prática da catação manual e incineração. Foi muito interessante o bate papo interativo. Ao final, agendamos a próxima palestra para o dia 18/06 e o tema escolhido foi boas práticas na manipulação de alimentos”, relatou a palestrante Patrícia de Oliveira.







terça-feira, 12 de junho de 2018

Coordenador de Vigilância da Fiocruz diz que Rio vive epidemia de chikungunya



Sem eufemismo. A palavra é desagradável mesmo. Para o infectologista Rivaldo Venâncio, pesquisador e coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Estado do Rio de Janeiro vive uma epidemia de chikungunya. O médico chegou à conclusão sobre a intensa infestação dessa doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti (o mesmo da dengue) ao analisar números da Secretaria estadual de Saúde. Na comparação dos períodos de janeiro a maio deste ano com o anterior, houve um aumento de 446,5%, correspondente a uma incidência 5,5 vezes maior da doença: foram 2.600 casos em 2017 contra 14.209 em 2018. “Esse aumento substancial de uma doença nova na região Sudeste configura, sim, uma epidemia”, avalia o especialista. 

Os números da chikungunya vão cair devido à proximidade do inverno e do tempo mais frio. A preocupação de Rivaldo Venancio é quanto ao próximo verão: “Digo com certeza que esse número de 14.209 está subdimensionado. Calculo que há pelo menos 30 mil casos no Estado do Rio. Essa subnotificação, por si só, vai dificultar no combate da doença quando o tempo voltar a esquentar. Ou seja, de dezembro de 2018 a março de 2019”. 

A chikunhunya, alerta Venancio, é uma doença que causa sérios danos, por exemplo, ao cotidiano de um trabalhador: “Ela tem um tempo de cura mais longo do que a zika e a dengue. O paciente fica meses infectado por um vírus que deixa uma pessoa tão fragilizada que ela não consegue tomar um banho sozinha”. Para o médico da Fiocruz, a subnotificação no Rio se associa à crise fiscal. Os problemas das unidades de saúde com a falta de recursos põem os profissionais numa situação em que preferem priorizar o atendimento a notificar doenças infectocontagiosas.

Professor titular de Epidemiologia da UFRJ, Roberto Medronho também considera grande a possibilidade de subnotificação: “Acho totalmente plausível a projeção do Venancio de pelo menos 30 mil pessoas com a doença no estado. A chikungunya é detectada no atendimento básico, em clínicas da família, das unidades de pronto atendimento e nas emergências públicas ou privadas. A crise por que passa a saúde no estado dificulta a notificação mesmo de doenças de notificação compulsória, caso da chikungunya”.

Alexandre Chieppe, médico da Secretaria estadual de Saúde, admite que há subnotificação, mas não se arrisca em estimativas: “Quem passa esses números ao estado são as áreas de vigilância sanitária das prefeituras. Há problemas pontuais, sim, mas nada que justifique um aumento grande das subnotificaçoes”.

O médico, que fala em nome do governo do estado, não esconde sua preocupação sobre o próximo verão. “Será um enorme desafio evitar que a chikungunya cresça ainda mais em um tempo de temperatura mais alta”, afirma Chieppe. Ele diz que o poder público vai precisar do engajamento da sociedade para enfrentar a doença. “Esses números podem aumentar, porque a população toda é suscetível”, avalia o médico, referindo-se ao fato de que a maioria da população fluminense não foi infectada pela doença e, portanto, não criou anticorpos contra ela. 

Para Venancio, a subnotificação impede que se faça um mapeamento mais acurado dos lugares onde a doença mais se instala no estado. E ela pode se disseminar a partir de alguns fatores bem presentes na região metropolitana: “O lixo pode se transformar em objeto que acumule água transformando-se num potencial criadouro do mosquito aedes aegypti. O copo descartável que ficou num parque ou quintal, garrafa, latinha, pets, lona que ficou em uma obra, tudo isso se transforma em focos de criação de aedes aegypt. A violência, por sua vez, afasta agentes de saúde que combatem diretamente a proliferação do mosquito, em áreas com conflitos entre polícia e tráfico ou mesmo entre traficantes de diferentes facções. Já a falta de abastecimento regular de água leva o morador a armazená-la de forma improvisada, sem a vedação adequada, criando, assim, mais focos de mosquitos”.



segunda-feira, 11 de junho de 2018

Mais de mil cidades podem ter surto de dengue, zika e chikungunya


Ao todo, 5.191 municípios realizaram algum tipo de levantamento que classifica o risco de aumento das doenças causadas pelo Aedes aegypti


O novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) indica que 1.153 municípios brasileiros (22%) apresentaram um alto índice de infestação, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya. O Ministério da Saúde alerta a necessidade de intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti, mesmo durante o outono e inverno, em todo o país. Ao todo, 5.191 municípios realizaram algum tipo de monitoramento do mosquito transmissor dessas três doenças, sendo 4.933 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 258 por armadilha. A metodologia da armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.

“O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção nas ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida, mesmo no período mais frio do ano”, alertou o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Osnei Okumoto. Segundo o secretário, a continuidade das ações é importante para manter baixos os índices de infestação, justamente para quando chegar a época de maior proliferação. “Assim será possível manter a redução do número de casos” explicou o secretário.

Além das cidades em situação de risco, o levantamento identificou 2.069 municípios em alerta, com o índice de infestação predial (IIP) entre 1% a 3,9% e 1.711 municípios com índices satisfatórios, inferiores a 1%. No total, 20 capitais realizaram o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), duas capitais fizeram por armadilha e 5 não enviaram informações. Apenas três capitais estão com índice satisfatório: São Paulo (SP), João Pessoa (PB) e Aracaju (SE). Duas capitais estão em risco: Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC). Quinze capitais estão em alerta: Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Porto Velho (RO), Palmas (TO), Maceió (AL), Salvador (BA), Teresina (PI), Recife (PE), Brasília (DF), Vitória (ES), São Luis (MA), Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM) e Goiânia (GO).

As capitais Boa Vista (RR), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Campo Grande (MS) não enviaram informações. Os municípios de Natal (RN) e Porto Alegre (RS) realizaram levantamento por armadilha. Os dados foram coletados no período de janeiro a 15 de março.

O Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) é um instrumento fundamental para o controle do vetor e das doenças (dengue, zika e chikungunya). Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de criadouro predominante. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito.


CRIADOUROS

A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros predominantes. Os resultados reforçam a necessidade de intensificar imediatamente as ações de prevenção contra a dengue, zika e chikungunya, em especial nas cidades em risco e em alerta.

O armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril, foi o principal tipo de criadouro na região nordeste. Nas regiões norte, sul e centro oeste, o maior número de depósitos encontrados foi em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Na região Sudeste predominaram os depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos com água, pratos e garrafas retornáveis.


CASOS DE DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA

Em 2018, até 21 de abril, foram notificados 101.863 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 20% em relação ao mesmo período de 2017 (128.730). Também houve queda expressiva no número de óbitos. A redução foi de 44%, passando de 72 em 2017 para 40 em 2018. 

Em relação à chikungunya, foram registrados 29.675 casos prováveis de febre chikungunya. A redução é de 65% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 86.568 casos. Em 2018, houve 4 óbitos confirmados laboratorialmente. Em 2017, no mesmo período, foram 83 mortes.

Também foram registrados 2.985 casos prováveis de Zika em todo país, uma redução de 70% em relação ao mesmo período de 2017 (10.286). Neste ano, foi registrado um óbito pela doença.


LIRAa em Niterói

Na semana de 06 a 12 de maio deste ano, agentes do Centro de Controle de Zoonoses de Niterói (CCZ) realizaram o mais recente Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2018.

Foram vistoriados 8.846 imóveis em todos os bairros do município (52) – entre casas, prédios, terrenos baldios e outros espaços com possíveis focos de larvas do mosquito transmissor da dengue. Os agentes visitam esses locais para inspecionar e identificar os criadouros e, ao encontrar, coletar as larvas ou pupas para análise em laboratório. Durante essas visitas também estão sendo reforçadas as ações educativas.  

Com base nas Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue (2009) são considerados satisfatórios os municípios que apresentam larvas do mosquito em menos de 1% dos imóveis pesquisados.  São classificados como estado de alerta locais entre 1% e 3,99%.  E acima de 3,99%, locais de risco.

De acordo com o Serviço de Controle de Vetores do CCZ,  o resultado constatou a presença do Aedes aegypti em 1.2% dos imóveis visitados. Os levantamentos continuam a apontar que a maioria dos focos do mosquito está nas residências.


Fonte:  Ministério da Saúde e Centro de Controle de Zoonoses de Niterói