terça-feira, 31 de julho de 2018

Tecnologia indica qual composto inibe vírus da febre amarela


Há um ano e meio, o Brasil enfrentou um surto de febre amarela. Neste período, o grupo de pesquisa Phenotypic Screening Platform, coordenado pelo professor Lucio Freitas-Junior, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, em São Paulo, descobriu que drogas utilizadas no tratamento da hepatite C poderiam funcionar para combater o vírus causador da febre amarela.

Essa descoberta foi realizada graças à tecnologia de triagem fenotípica, conhecida como High Content Screening, na qual moléculas químicas ou fármacos já existentes são identificados como possíveis combatentes de um determinado patógeno, como vírus, parasitas ou bactérias.

De acordo Freitas-Junior, um dos órgãos mais afetados pelo vírus da febre amarela é o fígado. Por isso, os pesquisadores utilizaram as células humanas derivadas do órgão para fazer os testes e descobrir quais compostos impediriam a infecção pelo patógeno.

Em uma placa de ensaio com 384 poços foi colocada cultura de células infectadas com o vírus. Cada uma delas ainda recebeu diferentes compostos químicos com ação desconhecida contra o causador da febre amarela e, em algumas divisórias, foram colocados fármacos com atividade antiviral conhecida.

“Esses fármacos são utilizados como controle, ou seja, a análise automatizada feita pelo instrumento identifica qual dos compostos apresentou atividade semelhante ao antiviral já utilizado contra o vírus”, explica o pesquisador.

A diferenciação é feita pela máquina a partir de um software adaptado pelo grupo de pesquisa do ICB, que distingue as células humanas infectadas das não infectadas.

“A triagem fenotípica torna possível determinar de forma automatizada quais das novas substâncias teve desempenho semelhante, ou melhor ao dos fármacos conhecidos”, disse Freitas-Junior.

Ele ressalta que com essa tecnologia se economiza muito tempo para colocar uma droga no mercado. “Geralmente, são cerca de 10 anos, com a triagem, esse número reduz para três ou quatro. Reposicionamento de fármacos é uma estratégia que pode ter muito sucesso.”

Freitas-Junior ainda completa: “Quando a gente pensa em uma doença como a febre amarela, com letalidade de até 50%, dezenas de pessoas nos hospitais morrendo, essa tecnologia traz uma esperança muito grande.”



quinta-feira, 26 de julho de 2018

CCZ dá continuidade à capacitação de guardas municipais na Cidade da Ordem Pública de Niterói



Dando continuidade à participação do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) no Curso de Meio Ambiente para a Guarda Municipal de Niterói, o setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) ministrou na manhã do dia 19/07 a segunda e última parte da disciplina Principais Zoonoses, do módulo Biodiversidade e Conservação.
A atividade ocorreu no auditório da Cidade da Ordem Pública, no Barreto, e contou com a participação de trinta e cinco guardas civis dos municípios de Niterói, Itaboraí, Saquarema, Rio Bonito, Rio das Ostras e Duque de Caxias.

A disciplina lecionada por Hugo Costa de Souza tem como conteúdo programático: 05/07/18 – Doenças de Circulação Ativa no Município e Arredores (Raiva, Esporotricose, Leptospirose, Fungos Pulmonares, Leishmanioses, Febre Amarela, Febre Maculosa, Malária, Toxoplasmose, Escabiose /Pediculose); e 19/07/18 – Doenças de Circulação no Município e Arredores com Risco de Emergência (Febre do Oeste do Nilo, Doença de Roedores Silvestres, Brucelose /Tuberculose, Teníase /Cisticercose, Larva Migrans, Berne e Bicheira, Psitacose).  O objetivo é compreender as principais zoonoses, suas etiologia, ecologia e epidemiologia assim como levantar reflexões sobre a dinâmica das doenças transmitidas por animais, seus fluxos e o papel da biodiversidade na saúde humana e silvestre. 

O público, formado em sua maioria por guardas que atuam na área de meio ambiente, participou ativamente, demonstrando considerável interesse, evidenciado nas expressões de atenção ao exposto pelo palestrante, nos questionamentos e nos posicionamentos em relação a algum tema.  As principais dúvidas e perguntas apresentadas foram sobre o tratamento da leishmaniose em animais e humanos, a possibilidade de inseto diferente de o flebotomíneo transmitir o parasita, para onde notificar animal suspeito de leishmaniose, qual o procedimento do CCZ quando é confirmado caso de leishmaniose em cães, como é o protocolo da vacina contra a febre amarela fracionada, a relação da vacina contra a febre amarela e a síndrome de Guillain-Barré, e em quanto tempo teremos uma população protegida da febre amarela.

O Curso de Meio Ambiente para a Guarda Municipal de Niterói teve início em 18 de junho e está previsto para encerrar em 10 de agosto, oferecendo o total de 286 horas/aula.  O programa apresenta cinco módulos teóricos, com o total de trinta e três disciplinas propostas, e visitações técnicas em instituições da área ambiental e unidades de conservação do município. O objetivo é capacitar e qualificar os guardas para atuação na área ambiental.
Para a capitã Fabíola Ribeiro, uma das responsáveis pela iniciativa, o curso é um grande diferencial.  “Temos inseridas trinta e três disciplinas ministradas por técnicos com expertise na área que vem trazendo aos participantes informações atualizadas e uma nova visão para a área ambiental, como a do Centro de Controle de Zoonoses falando sobre as principais zoonoses, agregando conhecimentos que podem ajudar no dia a dia do trabalho, quando os guardas encontram um animal e podem verificar se ele visualmente pode estar acometido de alguma doença e qual procedimento adotar tanto para resguardar a si mesmo como a saúde da população”, avaliou.

O incentivo à qualificação profissional é um princípio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP).  Segundo o Diretor de Ensino e Pesquisa, Major Francisco Lima Torres, Niterói enviará dez representantes ao Congresso Nacional de Guardas Municipais deste ano, que ocorrerá em outubro na cidade de Conde, Estado da Paraíba, e neste grupo estão inclusos todos os alunos que obtiveram a primeira colocação nos cursos do SEOP.  O Major Torres revelou ainda que Niterói sediará a edição do congresso em 2019.










quarta-feira, 25 de julho de 2018

Estudo aponta que dengue aumenta risco de morte materna


A dengue coloca um quarto da população mundial sob riscos de saúde, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Um estudo indica que atenção à mulher grávida infectada com dengue deve ser ainda maior, devido ao risco de morte ser três vezes maior do que em gestantes sem a doença. O risco de óbito materno chega a ser 450 vezes maior quando a mulher possui dengue hemorrágica, a forma mais grave da infecção.
O artigo tem como principal autora a epidemiologista Enny Paixão, pesquisadora do Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), e foi publicado com o título Dengue in pregnancy and maternal mortality: a cohort analysis using routine data no periódico Scientific Reports, da Nature.
O estudo faz parte da tese de doutorado de Paixão, realizado na London School Hygiene of Tropical Medicine, sob a orientação da professora Laura Rodrigues. No ano passado, a pesquisa conduzida por Paixão já havia relacionado à dengue durante a gestação com o aumento do risco de óbito fetal. Além do Cidacs/Fiocruz Bahia, da London School, a pesquisa foi feita com a participação também de pesquisadores do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Metodologia
Para obter essas evidências, a pesquisa usou dados obtidos de bases governamentais, os chamados dados administrativos, dos Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc), o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). O estudo foi realizado por meio de técnica denominada linkage probabilístico, em que as informações (como nome e data de nascimento) de diferentes bases são cruzadas com o intuito de encontrar o mesmo indivíduo.
No período entre 1º de janeiro de 2007 e 31 de dezembro de 2012, houve 10.259 registros de óbitos maternos por diferentes causas. Para compor a amostra estudada, foram excluídas os registros de mulheres com diagnóstico de aborto ou com os óbitos fetais (pois o grupo de comparação eram nascidos vivos), os óbitos de mulheres que não foram associadas nem com os óbitos fetais, nem com os nascidos vivos,  e aqueles que não havia como atribuir a situação de dengue ou não. Assim ao final foram utilizados 4.053 mortes maternas e 17.391.826 nascidos vivos como grupo comparação.

Relevância
Os resultados encontrados no estudo demonstram a importância de priorizar os exames de diagnóstico de dengue durante o periodo gestacional. Quando a dengue foi diagnosticada por análise dos sintomas, esse grupo revelou três vezes mais riscos de morte. Já quando o diagnóstico foi confirmado por exame laboratorial, esse risco aumentou em oito vezes.
Já quando a paciente apresentou o quadro de dengue hemorrágica confirmado por análise laboratorial, houve o aumento de mortalidade materna em 450 vezes. Os autores destacam que mudanças fisiológicas na gestação podem mascarar sintomas de dengue hemorrágica, dificultando o diagnóstico. Isso implica que, provavelmente, há casos de dengue hemorrágica que chegaram ao óbito sem serem diagnosticados.
O estudo também observou que pré-eclâmpsia e eclâmpsia, complicações associadas ao descontrole da pressão arterial na gravidez, eram mais frequentes no grupo com dengue. “No nosso estudo achamos que a frequência dessas complicações foi maior no grupo com dengue do que no grupo comparação, mas outros estudos precisam ser feitos para verificar essa relação”, afirmou a pesquisadora Enny Paixão. “Quando a infecção for diagnosticada, a paciente deve ser acompanhada de perto para se evitar o óbito”, diz.

Mortes maternas
Para o estudo, foi utilizada a definição da 10ª revisão da Classificação Internacional de Doença (CID-10) em que é considerada morte materna “a morte de uma mulher durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou da localização da gravidez, devida a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela, porém não devida a causas acidentais ou incidentais”, em conformidade com a OMS.
Reduzir a mortalidade materna é um Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). No Brasil, de acordo com a publicação Saúde Brasil: 2017 – Uma análise da situação de saúde e os desafios para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, houve um aumento na vigilância de houve um aumento na investigação da morte materna o percentual de incremento de óbitos maternos entre a notificação do óbito e a classificação obtida após a investigação tem se mostrado inconstante entre as unidades da Federação ao longo dos anos. No Brasil, em 2015, o incremento foi de 28%, sendo os maiores incrementos observados na Região Sudeste (35%) e Nordeste (28%).

Fonte:  Fiocruz

terça-feira, 24 de julho de 2018

Roedores é tema de palestra para agentes comunitários de saúde




O Centro de Controle de Zoonoses – através do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – realizou palestra sobre roedores para os agentes comunitários de saúde do PMF Maceió. 

A ação educativa em saúde ocorreu dia 12/07 e teve o objetivo de sensibilizar sobre a importância da adoção de medidas preventivas contra os roedores urbanos no ambiente de trabalho e domiciliar, evitando doenças relacionadas a esses vetores, especialmente a leptospirose.  Além de informar, a atividade visa também instruir os profissionais para o emprego do conhecimento nas ações educativas a serem realizadas na comunidade.




A equipe do IEC, representada pelos agentes Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira, abordou os seguintes tópicos:  roedores – espécies de roedores urbanos, problemas causados por esses vetores, a leptospirose, e prevenção.
Junto aos ACS’s estiveram presentes outros profissionais, como médicos e dentistas.  A participação de todos foi intensa. Foram apresentados muitos exemplos de situações vivenciadas com ratos e várias dúvidas foram sanadas”, descreveu a palestrante Patrícia de Oliveira.

A próxima palestra será dia 15/08 com o tema “Boas Práticas na Manipulação de Alimentos”.


     




Pais de alunos recebem informações e orientações sobre caracol africano





Pais e responsáveis de alunos da Escola Madre Ângela, em Badu – projeto social de educação infantil do Colégio Assunção –, receberam palestra sobre caracol gigante africano (Achatina fulica) promovida pelo setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

A ação educativa em saúde ocorreu nos dias 05 e 09/07 e teve como objetivo prestar informações e orientações sobre os perigos do molusco.

A equipe do IEC, formada pelos agentes Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira, desenvolveu diálogo interativo e exibição de slide-show com os participantes, abordando os seguintes assuntos: origem, ciclo de vida, principais características, praga agrícola, Achatina fulica e Saúde Pública, prevenção e como controlar a praga.

“A palestra ocorreu na reunião de pais. A diretora Emília solicitou também um breve informe sobre pediculose com ênfase nos métodos de combate e prevenção. Como o público foi bastante receptivo, aproveitamos para divulgar a importância e a data da Campanha de Vacinação Antirrábica Animal, que será dia 29 de setembro”, contou a palestrante Patrícia.







sexta-feira, 20 de julho de 2018

Morcegos com raiva são achados na Zona Sul


Espécie Artibeus é frutífera, típica da região e não oferece riscos a humanos e outros animais


Dois morcegos silvestres diagnosticados com raiva foram encontrados mortos no bairro de São Francisco, na Zona Sul da cidade, na primeira quinzena deste mês. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (18) pela Fundação Municipal de Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que está realizando o reforço da vacinação nos animais que vivem cerca de 100 metros do local onde os morcegos foram encontrados.

Segundo o CCZ, os morcegos da espécie Artibeus foram encaminhados para o laboratório de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-RJ), que diagnosticou o vírus. Para garantir o bem-estar dos moradores, o órgão emitiu um alerta no bairro e vem orientando os cidadãos sobre a importância de imunizar cães e gatos domésticos contra a doença, tendo em vista que a área é uma região de mata onde vivem muitos animais silvestres.

Ainda de acordo com o CCZ, a espécie de morcego Artibeus é frutífera, típica da região fluminense e não oferece riscos a humanos ou a outros animais. Além disso, desde 1980 a raiva é uma doença controlada no município. No entanto, ainda podem ocorrer casos isolados em animas silvestres.

A prefeitura esclarece que disponibiliza vacinação antirrábica animal de segunda a sexta, em horário comercial, no Campo de São Bento e no Horto do Barreto. O órgão também informa que, ao encontrar um morcego morto, o cidadão não deve tentar pegar o animal ou permitir que cães e gatos tenham contato com a espécie. A orientação é que os moradores acionem o CCZ pelo telefone 2625-8441. O cidadão que tiver contato com o animal morto deve procurar uma unidade de saúde. 


POSTOS FIXOS DE VACINAÇÃO ANTIRRÁBICA ANIMAL EM NITERÓI:


ARTIGO:
Raiva em morcego não hematófago em área urbana do Município de Niterói – RJ


MATÉRIA:
O que é a Raiva ?




Fonte do Texto:  Jornal O Fluminense



CCZ participa de ação de combate à dengue no Morro da Luz





Com o objetivo de intensificar as ações já realizadas rotineiramente durante o ano todo e mobilizar a população para o combate ao Aedes aegypti, nesta quinta-feira (19/07) o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) participou de ações conjuntas na comunidade do Morro da Luz, em Itaipu, orientando a população e eliminando possíveis focos do mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana.

Agentes do Serviço de Controle de Vetores percorreram as ruas do entorno da localidade, vistoriando casas e comércios, buscando possíveis focos do inseto, aplicando larvicida, quando necessário, e distribuindo material informativo.  Além do CCZ, a atividade de mobilização contou com os servidores da CLIN (Companhia de Limpeza Urbana de Niterói) e agentes comunitários de saúde do Programa Médico de Família do Maravista.

A iniciativa fez parte das estratégias do Comitê de Combate à Dengue da Regional de Itaipu para diminuir a proliferação do inseto na área.  O comitê envolve várias secretarias como a de Conservação e Serviços Públicos, Saúde, Educação, Obras, CLIN (Companhia de Limpeza Urbana de Niterói), além de atores sociais da região – associação de moradores, escolas, unidades de saúde, entre outros.  Em reunião no dia 05 de julho, na Policlínica Regional de Itaipu, seus integrantes discutiram propostas e definiram os procedimentos do mutirão.


Ação diária – Além dos mutirões, as equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) promovem um trabalho intenso de rotina de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti. Agentes vistoriam diariamente imóveis em todas as regiões do município, combatendo possíveis focos do mosquito e orientando a população. Profissionais do Programa Médico de Família também atuam em parceria com o CCZ na prevenção e combate aos focos do mosquito, nas suas áreas de cobertura. Niterói também possui Comitês Regionais de Combate à Dengue, organizados pelas Policlínicas Regionais, com ações elaboradas de acordo com as características de cada comunidade.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Estudo auxilia compreensão sobre danos neurológicos pelo zika


Um grupo de cientistas acaba de alcançar resultados capazes de lançar luz a inquietantes perguntas levantadas a partir da epidemia do vírus zika que se espalhou pelo Brasil em 2015 e 2016: por que tantos casos de fetos afetados pela doença durante a gravidez materna foram diagnosticados com microcefalia? O que explica algumas crianças terem desenvolvido problemas motores e oculares mesmo sem alteração no perímetro craniano? Qual a razão do aumento nos casos de adultos com síndrome de Guillain-Barré? 
Após uma bateria de análises laboratoriais em amostras de homens e mulheres, incluindo gestantes, infectados com o vírus e de testes em camundongos, um estudo liderado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com instituições nacionais e internacionais, identificou que a base dos danos ao sistema nervoso e à visão relacionados ao zika podem ser resultado de um “fogo amigo” na reação imune: ao reagir ao vírus, os anticorpos acabam mirando também em um componente presente nas membranas das células nervosas, conhecida como gangliosídeo GD3. Esta biomolécula representa um glicolipídeo capaz de desempenhar funções biológicas de extrema relevância na fisiologia das células tronco-neurais, principais alvos do hospedeiro na infecção pelo vírus da zika. Com isso, ao mesmo tempo em que o organismo reage ao vírus, mira também a própria estrutura das células do sistema nervoso. A pesquisa contou com parceria de especialistas da Escola de Medicina da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). Os resultados foram publicados na revista Frontiers in Medicine.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, desde o início da circulação do vírus no país, são contabilizados mais de três mil casos confirmados de bebês com microcefalia relacionados ao zika. Colômbia, Estados Unidos, Martinica, Panamá e Porto Rico também registraram casos de síndrome congênita associada à infecção pelo vírus. Em relação à síndrome de Guillain-Barré, 13 países do continente americano, incluindo o Brasil, notificaram aumento na incidência da doença. Por aqui, após a entrada do zika no território, alguns estados registraram uma elevação considerável da doença autoimune. De acordo com estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS), houve crescimento sobretudo em Alagoas (516,7%), Bahia (196,1%), Rio Grande do Norte (108,7%), Piauí (108,3%), Espírito Santo (78,6%) e Rio de Janeiro (60,9%). A síndrome de Guillain-Barré é uma doença grave e sem cura. Além de causar paralisa geral, pode levar o paciente a ter dificuldade em engolir, falta de ar, fraqueza muscular facial, visão dupla e ritmo irregular do coração.

Passo a passo do estudo
Assim como qualquer microrganismo invasor, o zika tem um alvo preferencial no corpo humano: ao ser injetado na corrente sanguínea de um indivíduo pela picada de um mosquito Aedes aegypti infectado, o vírus procura as células-tronco neurais para se alojar e se replicar. Por esse motivo, é considerado um vírus com ‘neurotropismo’ (de forma simplificada, um vírus atraído pelo sistema nervoso). Presentes no cérebro, as células-tronco neurais são responsáveis por algumas das rotinas indispensáveis do corpo humano, como a geração de neurônios e a regeneração dos tecidos do corpo. Em menor grau, essas estruturas também são encontradas na retina ocular. É justamente na composição da membrana revestidora das células-tronco neurais que estão presentes os gangliosídeos GD3, fundamentais para o bom funcionamento dos neurônios. 
Após ser introduzido no organismo, o vírus zika já localiza, invade e destroi um conjunto de células-tronco neurais – e permanece nessa atividade de localização, invasão e destruição, várias e várias vezes seguidas, o que é necessário para garantir sua replicação e manutenção no organismo. E a cada nova etapa de invasão e destruição de células, parte da estrutura celular morta fica aderida ao vírus. Entre os resíduos da morte celular que ficam grudados no vírus estão os gangliosídeos GD3. É aí que o sistema imunológico, ao mirar o vírus, começa, inadvertidamente, a também direcionar seu arsenal para o próprio gangliosídeo GD3. Se o volume da reação imune for grande, o risco é de que o próprio sistema nervoso vire alvo. 
“Imagine um indivíduo que nunca entrou em contato com o vírus zika. No caso de uma infecção, ele ainda não possui anticorpos preparados para neutralizar o vírus. Essa produção começa somente depois de o organismo identificar o inimigo e reagir contra o sucesso dele em acometer o indivíduo durante a infecção”, explica Alexandre Morrot, pesquisador do Laboratório de Imunoparasitologia do IOC/Fiocruz e coordenador da pesquisa. “A partir daí, como em uma batalha, os anticorpos – um importante componente das respostas de defesa do hospedeiro, capazes de identificar, neutralizar e destruir os vírus em todos os tecidos e fluidos do corpo – são liberados para impedir a continuidade da destruição das células infectadas pelo vírus. Todo esse processo é muito bem arquitetado. No entanto, situações adversas podem acontecer. Às vezes, o corpo produz anticorpos auto-reativos, capazes de reagir contra biomoléculas do próprio hospedeiro, que acaba gerando um desequilíbrio desfavorável ao próprio individuo”, ilustra o imunologista, que antes de ingressar no IOC havia iniciado a pesquisa enquanto atuava no Laboratório Integrado de Imunobiologia da UFRJ.

Busca de evidências
Para testar a hipótese de que a própria reação imune ao zika usava as células nervosas e da retina ocular como alvos ‘colaterais’, os pesquisadores realizaram um primeiro teste para determinar se os anticorpos produzidos pelo corpo humano após a infecção por zika atuavam contra os gangliosídios GD3. Para isso, foram analisadas amostras de 13 pacientes – sendo seis homens e sete mulheres – e de 12 gestantes, todos com infecção prévia por zika. Para comparação, foi utilizado um grupo de indivíduos saudáveis. No grupo com histórico de infecção, os especialistas constataram um aumento significativo na produção de um tipo específico de anticorpos: os chamados autoanticorpos. “Eles reagem contra componentes do próprio organismo, podendo ocasionar doenças autoimunes, como a síndrome de Guillain-Barré, causada pelo ataque do sistema imunitário ao sistema nervoso periférico”, explica Alexandre. Com o método de Elisa (Ensaio de Imunoabsorção Enzimática, na sigla em português), foi identificada a prevalência da classe de autoanticorpos IgG contra o gangliosídeo GD3 (ou anti-GD3).
Em seguida, foi investigado se esses autoanticorpos anti-GD3 eram de fato capazes de reconhecer o gangliosídio GD3 presente na membrana plasmática das células-tronco neurais e da retina ocular. Nesse ponto, foram comparadas células da retina ocular de camundongos comuns e de camundongos modificados geneticamente para não expressar o gangliosídeo GD3 na retina ocular. Amostras de soro de pacientes infectados foram depositadas em lâminas com as células da retina ocular dos dois tipos de animais (com e sem GD3). Por meio de testes de imuno-histoquímica, a expressão do gangliosídeo pode ser observada nos tecidos de camundongos com GD3 quando em contato com os soros infectados. Nos tecidos sem GD3 não houve reação. Para comparação, o procedimento também foi realizado com os soros dos pacientes saudáveis. “Uma vez que o soro não continha autoanticorpos, nenhuma reação foi observada. Ou seja, por meio desse segundo teste constatamos que a infecção pelo zika é capaz de gerar autoanticorpos que atuam diretamente contra o gangliosídeo GD3”, explicita Morrot.

Mais uma peça no quebra-cabeça sobre o zika
Segundo o especialista, a produção de autoanticorpos contra uma substância vital para as atividades das células neurais pode afetar diretamente o processo de neurogênese, capaz de formar novos neurônios. “Uma vez que os autoanticorpos reconhecem os gangliosídios GD3 na superfície das células tronco-neurais, esse processo pode resultar na morte dessas células e afetar o desenvolvimento correto do tecido nervoso. Essa condição pode ser uma das explicações para o elevado número de crianças acometidas com microcefalia e outras malformações neurológicas, mesmo sem alteração do perímetro cefálico”, pondera o coordenador do estudo. 
Os dados científicos que vêm constatando problemas oculares nas crianças de gestantes infectadas pelo zika também aumentam as suspeitas sobre o GD3. “Este fato estreita a hipótese de que o ataque ao GD3 também está ligado à disfunção na biologia das células, uma vez que esse gangliosídio também desempenha importante papel na formação do tecido da retina”, argumenta Alexandre.
Em relação à síndrome de Guillain-Barré – uma questão que vem sendo investigada muito antes do vírus zika surgir como uma preocupação –, a literatura científica já demonstrava que respostas autoimunes direcionadas a gangliosídeos podem contribuir para complicações no sistema nervoso. Morrot acredita que a resposta inapropriada direcionada ao GD3 após a infecção pelo vírus zika pode ser uma explicação para o aumento de casos de adultos acometidos com a síndrome. 

Sinal de alerta
A forte indicação de que o GD3 pode ser a chave para entender as neuropatologias associadas às infecções por zika apontam que esse gangliosídeo pode ser avaliado como um biomarcador para identificar pacientes com maior risco de desenvolver complicações autoimunes relacionadas à síndrome de Guillain-Barré ou crianças com maior chance de danos neurológicos relacionados ao vírus zika. Ou seja: mensurar a presença do anti-GD3 pode ajudar a prever esses desdobramentos nocivos. Para isso, será necessário entender qual o limiar patológico de produção de autoanticorpos anti-GD3 – sobretudo após infecções secundárias ou subsequentes não apenas pelo zika, mas também por outros patógenos que possam desencadear esse processo de ‘fogo amigo’. Isso depende do estabelecimento de um acompanhamento prospectivo e multidisciplinar de pacientes.
O imunologista chama atenção, ainda, para outro fato relevante que surge na medida em que o GD3 entra em cena nos estudos sobre o zika: o método de produção de uma futura vacina para o vírus precisará considerar esse ponto. O pesquisador destaca que os diversos grupos debruçados no assunto precisarão ter cautela em relação à formulação de um imunizante que esteja baseado no uso de células de mamíferos para a produção de vacinas contra o vírus zika. Segundo Morrot, “tendo em vista que o vírus cresce bem em células progenitoras neuronais, que expressam GD3, a escolha dessas células ou mesmo tecidos embrionários para a produção de imunógenos ou variantes atenuadas do vírus poderia resultar em consequências danosas, pois a formulação vacinal poderia conter resíduos do gangliosídeo”. O especialista argumenta ainda que “fato semelhante aconteceu no passado com a vacina antirrábica, que está associada, em alguns casos, com a síndrome de Guillain-Barré como um dos eventos adversos. Pacientes que adquiriram esse distúrbio apresentaram taxas significativas de autoanticorpos contra gangliosídeos em seus organismos. Toda atenção e precaução são válidas, tendo em vista a importância da vacinação para a saúde pública na prevenção de doenças infecciosas e epidemias”, salienta.

Fonte:  Fiocruz

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Febre amarela: pesquisa aponta forma de disseminação do vírus no Sudeste





Um estudo desenvolvido por diversas instituições, entre elas a Fiocruz Minas, mostrou que o vírus que causou o surto de febre amarela no início de 2018, em Minas Gerais, é o mesmo que causou o surto em 2016/2017, mostrando que o vírus persistiu no estado nesses dois últimos anos. A pesquisa levantou ainda a hipótese de que o vírus pode ter vindo do Centro-Oeste do país, tendo em vista os registros epidemiológicos nessa região em 2015.

“Como o vírus da febre amarela é endêmico na Região Amazônica, uma das hipóteses cogitadas era que o vírus causador dos surtos havia vindo de lá e que tivesse chegado ao Sudeste na mesma época em que apareceram os casos. Entretanto, vimos que isso não é verdade, uma vez que o mesmo vírus já estava circulando no estado de São Paulo em 2016”, explica o pesquisador da Fiocruz Minas, Pedro Augusto Alves.

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores fizeram um sequenciamento parcial de amostras de pacientes e de carcaças de primatas, afetados pela doença nos últimos dois surtos. Em seguida, eles compararam os resultados do sequenciamento com amostras de diferentes anos e localidades, que estavam armazenadas em um banco de dados. Assim, foi possível compreender a origem do vírus que provocou o grande número de casos de febre amarela no Sudeste.

Para o pesquisador, chama atenção o fato de que o vírus tenha encontrado condições favoráveis de sobrevivência na região Sudeste, durante um longo período, até que começassem a aparecer os primeiros casos em humanos, mantendo-se no Sudeste de 2016 a 2018. Esse fato serve de alerta de que a região Sudeste também pode ter condições climáticas e ambientais para a manutenção do vírus, o que antes imaginava-se ser possível apenas para a região Amazônica.

De acordo com a pesquisa, também merece atenção o fato de o Centro-Oeste possivelmente ter funcionado como área de transição importante para a febre amarela. Devido à sua localização geográfica, o Centro-Oeste poderia estar facilitando a transposição do vírus da Região Amazônia para o Sudeste, como já observado em surtos anteriores.

“Goiás e Mato Grosso já precederam surtos relacionados a várias doenças no Sudeste, o que significa que o Centro-Oeste é uma área chave para as ações de vigilância, não apenas em relação à febre amarela, mas também em relação a outras doenças”, destaca o pesquisador.

As conclusões deste estudo corroboram com os resultados de uma pesquisa publicada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em agosto de 2017, em que os cientistas identificaram mutações no vírus que circulou no Espírito Santo durante os surtos recentes e sugeriram que o Centro-Oeste pode ter servido de rota do vírus.

“Outro ponto em comum entre os dois estudos foi a constatação de que o vírus presente no Sudeste também tem características semelhantes a um tipo que circulou na Venezuela, indicando uma possível origem. Mas também é importante lembrar que a Venezuela abriga parte da região considerada amazônica”, comenta Pedro.

O pesquisador afirma que ainda é uma incógnita a forma como esse vírus que provocou os dois surtos irá se comportar daqui pra frente. “O que se sabe, com as pesquisas feitas até o momento, é que o vírus causador das duas epidemias teve uma entrada única no Sudeste. Ou seja, trata-se de um grupo homogêneo que se estabeleceu de forma efetiva e causou estragos ainda não documentados. A forma como ele vai se comportar daqui pra frente é desconhecida, o que reforça a importância de ampliar a cobertura vacinal, medida que o Estado de Minas Gerais já vem adotando”, diz.

O artigo intitulado “Persistência do vírus da febre amarela fora da Bacia Amazônica, causando epidemias no Sudeste do Brasil, de 2016 a 2018”, foi publicado recentemente na revista Plos Neglected Tropical Diseases. O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Fiocruz Minas, Universidade Federal de Minas Gerais, Fundação Ezequiel Dias, Hospital Eduardo de Menezes, Centro de Controle de Zoonoses e Instituto Pasteur da Guina Francesa. Os pesquisadores contaram ainda com a colaboração da Secretaria de Estado de Saúde do Estado e do Laboratório de Zoonoses da Prefeitura de Belo Horizonte. A pesquisa foi financiada pelo CNPq, Fapemig, Capes, European Commission e Institut Pasteur de La Guyane.


Fonte:  Fiocruz

Pesquisadores da Fiocruz descrevem nova espécie de parasito


Imagem do parasito 'Trypanosoma janseni' obtida por microscopia 
eletrônica de varredura colorida artificialmente (Rubem Menna-Barreto)


Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) descreveram uma nova espécie de parasito, identificada em uma espécie de gambá que habita a Mata Atlântica do Rio de Janeiro. Por trás do nome escolhido – Trypanosoma janseni – está uma homenagem à carreira da pesquisadora Ana Maria Jansen, chefe do Laboratório de Biologia de Tripanossomatídeos do IOC, que se destaca pelas contribuições científicas no estudo de mamíferos. Os autores da descoberta afirmam que, com esse gesto, é reconhecido “o mérito de uma pesquisadora que esforçou-se de forma persistente e minuciosa para investigar todos os fatores possíveis envolvidos no complexo ciclo de vida do Trypanosoma”, conforme destaca trecho do artigo no qual descrevem a nova espécie, publicado na revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.


Descoberta

Situado no conjunto dos protozoários, o grupo dos tripanossomatídeos reúne uma ampla gama de espécies capazes de parasitar pessoas, insetos e mamíferos. O trabalho de investigação das múltiplas possibilidades de interação entre parasitos e hospedeiros pode ser comparada à montagem de um grande quebra-cabeças. Empenhados neste desafio, pesquisadores do IOC desenvolvem estudos sobre o ciclo de vida dos tripanossomatídeos, que dependem de diferentes hospedeiros o seu desenvolvimento. O estudo que levou à identificação do T. janseni foi realizado no âmbito da Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Parasitária do IOC. 

As amostras dos espécimes identificados como uma nova espécie foram coletadas em 2012. Os protozoários estavam parasitando o baço e o fígado de gambás (Didelphis aurita) recolhidos durante trabalho de campo em área de Mata Atlântica, no Rio de Janeiro. Segundo o pesquisador André Roque, um dos autores da descoberta, a definição da nova espécie foi feita com base em análises morfológicas e genéticas. “Uma nova espécie pode ser definida por um conjunto de características. Morfologicamente, as formas de T. janseni no estágio de epimastigota se assemelham a outros tripanossomatídeos já conhecidos, exceto pela presença de uma organela de membrana simples observada através de microscopia eletrônica”, explicou o veterinário, que atua no Laboratório de Biologia de Tripanossomatídeos do IOC. 

A descoberta é o pontapé inicial para a compreensão do papel da espécie recém-identificada na ecologia dos tripanossomatídeos. Ainda serão necessários estudos complementares para esclarecer características como o ciclo de vida e os impactos que o T. janseni pode oferecer para a saúde pública. A descrição do T. jansenitambém contou com a participação de Camila Madeira Lopes (Laboratório de Biologia de Tripanossomatídeos), Rubem Menna-Barreto (Laboratório de Biologia Celular), Márcio Galvão Pavan (Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários) e Mirian Cláudia de Souza Pereira (Laboratório de Ultraestrutura Celular). 


Sobre os tripanossomatídeos

Tripanossomas são parasitos obrigatórios capazes de infectar vertebrados. Estão distribuídos em todo o mundo. Em geral, o ciclo de vida desses protozoários alterna entre os hospedeiros vertebrados, como os seres humanos, por exemplo, e uma variedade de hospedeiros invertebrados que atuam como vetores, como os barbeiros, insetos vetores da doença de Chagas. Entre as espécies que representam desafios para a saúde pública e para a economia dos países estão o Trypanosoma cruzi, que é responsável pela doença de Chagas na América do Sul e em outras partes do mundo, e o T. brucei, causador da tripanossomíase africana humana e animal. 

No Laboratório de Biologia de Tripanossomatídeos do IOC são realizados estudos sobre aspectos macro e microecológicos que interferem na interação destes parasitos com seus hospedeiros e vetores. A identificação dos elos envolvidos na cadeia de transmissão dos tripanossomas contribui para subsidiar a vigilância epidemiológica e o controle de agravos.


Fonte:  Fiocruz

Grupo de idosos participa de palestra sobre caracol africano





O grupo de idosos Renascer, do Centro de Referência e Assistência Social (CRAS) do Badu, participou de palestra sobre caracol gigante africano (Achatina fulica) promovida pelo setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).  

A ação educativa em saúde ocorreu dia 04/07 em atendimento à solicitação da assistente social Maria das Graças Rodrigues, e teve como objetivo informar sobre os perigos do molusco.

A equipe do IEC, formada por Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira, desenvolveu diálogo interativo e exibição de slide-show com os participantes, abordando os seguintes assuntos: origem, ciclo de vida, principais características, praga agrícola, Achatina fulica e Saúde Pública, prevenção e como controlar a praga.

Durante a palestra as participantes relataram que desconheciam muitas práticas, principalmente a validade da esponja de limpeza de cozinha e seus meios corretos de higienização, e a importância de refrigerar os alimentos assim que estiverem prontos. Todas disseram que não tinham qualquer conhecimento sobre formas de contaminação cruzada.

Segundo Patrícia de Oliveira, o grupo demonstrou considerável interesse pelo tema: “Muitos sofrem em seus quintais com a infestação de caracóis. Todos desconheciam a forma correta de eliminação e de ficaram impressionados com as doenças transmitidas por esses moluscos. Destacamos os cuidados que todos devem adotar para ter um quintal limpo e organizado para evitar a presença desses animais e orientamos quanto à importância da higienização das mãos e dos alimentos”, destacou a palestrante.





Educação em Saúde fala sobre higiene pessoal e pediculose na Escola Júlia Cortines





Alunos da Escola Municipal Júlia Cortines, em Icaraí, receberam palestra sobre higiene pessoal e pediculose promovida pela equipe do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) – nesta primeira quinzena de julho (dias 03, 04, 05, 09, 10 e 12).

O objetivo da ação educativa em saúde foi levar as crianças a perceberem a necessidade de adquirir bons hábitos de higiene, incentivando-os a conhecer e a cuidar do próprio corpo, evitando assim problemas de saúde como a pediculose e a sarna.

A atividade desenvolveu-se por meio de bate-papo interativo, nos moldes de palestra, e exibição de slide-show e vídeos.  As agentes Daniele Caviare e Leila Neves falaram sobre conceito de higiene, higiene pessoal e ambiental, limpeza corporal, lavagem das mãos e saúde, características do piolho, ciclo de vida e hábitos do inseto, prevenção e tratamento da pediculose e da sarna. 

“A atividade foi ótima. Os estudantes demonstraram considerável interesse mais em saber a respeito dos piolhos e participaram ativamente com perguntas sobre as características do inseto, modos de transmissão e cuidados para se evitar a proliferação do piolho”, destacou a palestrante Leila.