quinta-feira, 28 de março de 2019

Alunos da Escola Municipal Marcos Waldemar aprendem sobre os perigos do Aedes aegypti




Conhecendo os perigos do Aedes aegypti desde cedo.  Alunos da Escola Municipal Marcos Waldemar de Freitas Reis, em Itaipu, receberam nos dias 20, 21 e 27/03 ação educativa sobre o mosquito promovida pelo Centro de Controle de Zoonoses de Niterói (CCZ) – através do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC).  

O objetivo foi despertar nos pequenos estudantes os cuidados que devem ser tomados para evitar a proliferação do transmissor da dengue, zika, chikungunya e, principalmente, motivá-los a se tornarem incentivadores dos hábitos de prevenção em suas casas.

Os agentes Élcio Nascimento e Rita Costa desenvolveram a temática com oficina de  contação de histórias e distribuição de revistinhas educativas. Segundo Rita, a ideia é trabalhar os alunos mais novos, que geralmente não participam das palestras, e introduzir o tema das arboviroses de forma lúdica e divertida. “Assim, gradativamente vamos retomar o tema nas séries subsequentes de novas formas, como desenhos animados, vídeos, até às palestras propriamente ditas. Acreditamos que, desse modo, além se aprofundar o tema, a atividade não fica repetitiva e desinteressante”, avaliou a palestrante.









quarta-feira, 27 de março de 2019

Alunos da UMEI Vinícius de Moraes recebem ação educativa sobre o Aedes aegypti




É desde cedo que se conhece e aprende a combater o mosquito Aedes aegypti.  Foi assim que os alunos da Unidade Municipal de Educação Vinícius de Moraes, no bairro Sapê, mostraram à equipe do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – do Centro de Controle de Zoonoses de Niterói (CCZ) na última semana.

Nos dias 18, 19 e 21 de março os agentes Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira (IEC) desenvolveram na unidade escolar atividade de contação de história e distribuição de revistinha educativa.  O objetivo foi fazer com que os pequenos estudantes do jardim I ao primeiro ano do ensino fundamental se envolvessem na temática de maneira divertida e prazerosa, estimulando atitudes preventivas em relação ao mosquito Aedes aegypti e as arboviroses, além da multiplicação das informações na família. 

Após a explanação, cada criança elaborou uma cartinha com desenhos solicitando aos pais e responsáveis atenção no combate e prevenção ao mosquito Aedes aegypti. Os professores colaboraram escrevendo ao lado dos desenhos o desejo do aluno e, em seguida, construíram cartazes para expor no Médico de Família do Sapê.

“Os pequenos prestaram atenção e interagiram bem. Contamos com a presença das agentes comunitárias de saúde Mônica Manoelita Ramalho de Freitas e Ioni Marreta de Melo, que contribuíram com informações sobre os hábitos dos moradores do bairro. Os cartazes com as cartinhas serão expostos na sala de espera do PMF Sapê, e nesse dia haverá uma palestra sobre arboviroses para os usuários e os pais/responsáveis serão convidados para prestigiar o trabalho dos alunos”, disse a palestrante Patrícia.













segunda-feira, 25 de março de 2019

Cresce em 224% o número de casos de dengue no país

Os óbitos pela doença também aumentaram 67%, entre 30 de dezembro e 16 de março de 2019, em comparação ao mesmo período de 2018, sendo a maior concentração no estado de São Paulo





O sistema de vigilância de estados e municípios e toda a população devem reforçar os cuidados para combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. O alerta do Ministério da Saúde é devido ao aumento dos casos de dengue no país, que passaram de 62,9 mil nas primeiras 11 semanas de 2018 para 229.064 no mesmo período deste ano (até 16 de março). A incidência, que considera a proporção de casos em relação ao número de habitantes, tem taxa de 109,9 casos/100 mil habitantes até 16 de março deste ano. O número de óbitos pela doença também teve aumento, de 67%, sendo grande parte no estado de São Paulo.

O secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, reforça que a melhor forma de evitar o agravamento e as mortes por dengue é com diagnóstico e tratamento oportunos. “O Brasil vem de dois anos seguidos com baixa ocorrência de dengue, portanto é necessário que os profissionais de saúde estejam atentos a esse aumento de casos. É preciso que eles estejam mais sensíveis e atentos para a dengue na hora de fazer o diagnóstico. Quanto mais cedo o paciente for diagnosticado e der início ao tratamento, menor o risco de agravamento da doença e de evoluir para óbito”, explica Wanderson.

Ainda de acordo com o secretário, apesar do aumento expressivo no número de casos, a situação ainda não é considerada uma epidemia. No último ano de epidemia no país, em 2016, foram registrados 857.344 casos da doença no mesmo período. Contudo, ele reforça que é preciso intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti para que o número de casos de dengue não continue avançando no país.

Alguns estados têm situação mais preocupante, por apresentarem alta incidência da doença, ou seja, estão com a incidência maior que 100 casos por 100 mil habitantes: Tocantins (602,9 casos/100 mil hab.), Acre (422,8 casos/100 mil hab.), Mato Grosso do Sul (368,1 casos/100 mil hab.), Goiás (355,4 casos/100 mil hab.), Minas Gerais (261,2 casos/100 mil hab.), Espírito Santo (222,5 casos/100 mil hab.) e Distrito Federal (116,5 casos/100 mil hab.).

A região Sudeste apresentou o maior número de casos prováveis (149.804 casos; 65,4 %) em relação ao total do país, seguida das regiões Centro-Oeste (40.336 casos; 17,6 %); Norte (15.183 casos; 6,6 %); Nordeste (17.137 casos; 7,5 %); e Sul (6.604 casos; 2,9 %). As regiões Centro-Oeste e Sudeste apresentam as maiores taxas de incidência, com 250,8 casos/100 mil hab. e 170,8 casos/100 mil hab., respectivamente.

Em relação aos óbitos, os profissionais devem ficar atentos. O aumento neste ano é de 67% em relação ao mesmo período de 2018, passando de 37 para 62 mortes. Destaque para o estado de São Paulo, que registrou 31 óbitos, o que representa 50% do total registrado em todo o país.


ZIKA

Em 2019, até 02 de março, foram registrados 2.062 casos de Zika, com incidência de 1,0 caso/100 mil hab. Em 2018, no mesmo período, foram registrados 1.908 casos prováveis.

Entre as Unidades da Federação, destacam-se Tocantins (47,0 casos/100 mil hab.) e Acre (9,5 casos/100 mil hab.). Em 2019, não foram registrados óbitos por Zika.


CHIKUNGUNYA

Em 2019, até 16 de março, foram registrados 12.942 casos de chikungunya no país, com uma incidência de 6,2 casos/100 mil hab. Em 2018, foram 23.484 casos – uma redução de 44%.

Na análise dos estados, destacam-se entre as maiores incidências o Rio de Janeiro (39,4 casos/100 mil hab.), Tocantins (22,5 casos/100 mil hab.), Pará (18,9 casos/100 mil hab.) e Acre (8,6 casos/100 mil hab.). Em 2019, não foram confirmados óbitos por chikungunya. No mesmo período de 2018, foram confirmadas nove mortes.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o número de casos de dengue no estado do Rio de Janeiro teve queda de 36% em comparação com o mesmo período do ano passado. Até o dia 16 de março deste ano, o estado notificou 2.960 casos da doença. No mesmo período de 2018, foram 4.624 casos. A incidência no estado é de 17,2 casos/100 mil habitantes. O RJ não registrou óbitos em decorrência da doença neste ano.

RIO DE JANEIRO

Situação epidemiológica do estado em relação a dengue, chikungunya e zika:
RJ
Dengue
Chikungunya
Zika
2018
2019
2018
2019
2018
2019
Número de casos
4.624
2.960
5.885
6.765
513
117
Incidência
26,9
17,2
34,3
39,4
3,0
0,7

Fonte:  Ministério da Saúde

Arboviroses Emergentes: USUTU


Usutu é uma doença febril causada pelo vírus Usutu (USUV), da família Flaviviridae, gênero Flavivirus. O vírus é transmitido pela picada de mosquitos e, embora afete principalmente as aves, também pode infectar pessoas.




Identificado pela primeira vez na África do Sul, em 1959, seu nome vem de um dos principais rios do pequeno país africano da Suazilândia. A presença do vírus Usutu em aves na África foi relatada inicialmente em países como Senegal, República Centro-Africana, Nigéria, Uganda, Burkina Faso, Costa do Marfim, Tunísia e Marrocos.  Apenas dois casos foram descritos em humanos na África, em 1981 e em 2004, embora existissem casos não diagnosticados. 

O primeiro registro da circulação do Usutu na Europa aconteceu em 2001, após uma grande quantidade de melros aparecerem mortos na Áustria, embora análises retrospectivas de aves mortas na Toscana (Itália) mostram que circularam nesta região em 1996. Em 2009 aconteceram os dois primeiros casos em humanos no continente europeu, causando encefalite em dois pacientes italianos.  Este vírus também foi encontrado em aves da Alemanha, Espanha, Hungria, Suíça, Grécia, República Tcheca, Polônia e Inglaterra.


Melro

Os vírus desse grupo têm uma facilidade para se adaptar em aves. Na natureza, os pássaros selvagens acabam sendo o reservatório e o meio de espalhamento do vírus.  Esses pássaros são sentinelas, atuando como, por exemplo, o macaco-prego em um surto de febre amarela silvestre: a morte desses animais por conta desse determinado vírus é um alerta para os humanos de que o Usutu está por perto. 


Além do melro, esse vírus pode afetar a pega, o corvo negro, o gaio e muitas outras aves. Raramente tem sido isolado em alguns roedores e até em cavalos, mas esses isolados são acidentais. 


Transmissão

É um vírus dos chamados arbovírus porque é transmitido por certos artrópodes, em particular o Culex (especialmente C. pipiens), mas também tem sido encontrada, por exemplo em larvas de Aedes albopictus (mosquito tigre) e mosquitos Aedes e outros outros géneros. Além disso, trata-se de um vírus zoonótico, o que significa que ele afeta animais – especialmente pássaros, como melros – e é transmitido desses animais para o homem através do mosquito. Transmissão por doação de sangue também é possível. 

 
Culex pipiens


Afeta aves de várias espécies da África e do Sul e Europa Central. Foi detectado em muitas aves mortas em países dos dois continentes, e até hoje não foi relatado em outros continentes. Os mosquitos que picam pássaros e depois humanos transmitem o vírus acidentalmente. 





O primeiro caso de envolvimento de um ser humano por este vírus foi relatado em 1981, e foi um homem africano que sofreu febre alta e erupção cutânea. Isso não significa que não possa ter havido um caso anterior, talvez não detectado ou registrado. 




Por ora, é certo que o vírus USUV é transmitido principalmente pelo culex, o popular pernilongo. De acordo com o European Centre for Disease Prevention and Control, o “vírus do Usutu foi isolado do Aedes albopictus, mas ainda não se sabe se o mosquito pode transmitir esse patógeno”.


Sintomas

Como tem havido muito poucos casos de seres humanos afetados pelo vírus Usutu (21 casos até maio de 2017), não há muito conhecimento sobre seus sintomas além do descrito nos casos publicados. Sabe-se que existem casos assintomáticos. Também é possível que tenha havido mais casos em humanos do que os publicados, mas que não foram diagnosticados, pois é difícil alcançar o diagnóstico etiológico.

O primeiro caso de infecção pelo vírus Usutu, descrito na África em 1981, foi em um homem que teve febre e erupção na República Centro-Africana. O segundo caso, em 2004, foi um menino de 10 anos de Burkina Faso que teve febre e icterícia por hepatite. Na Europa, casos em humanos aconteceram na Itália em 2009, em duas pessoas que receberam transfusões de sangue e que eram imunocomprometidas. Não se sabe se elas foram infectadas por sangue doado por outros indivíduos assintomáticos, ou se foram picados por um mosquito infectado.

Os sintomas podem variar de febre alta (até 39,5 °C), erupção cutânea e dor de cabeça leve, até manifestações mais graves, como disfunção neurológica e hepatite fulminante aguda.


Ainda não foram identificados casos da doença em território brasileiro.



Diagnóstico

A suspeita clínica de infecção pelo vírus Usutu requer confirmação do diagnóstico por técnicas de laboratório, uma vez que o quadro clínico não é específico. Entre os métodos de laboratório podem-se distinguir os métodos diretos de diagnóstico por cultura celular ou amplificação do genoma do vírus, ou os métodos indiretos, consistentes na identificação de anticorpos contra o vírus fabricado pelo organismo contra a infecção. Não há muita experiência sobre esta infecção em humanos. Considera-se que o vírus pode ser detectado no líquido cefalorraquidiano e no sangue durante a fase aguda da doença. É por isso que, no caso de uma pessoa com febre com encefalite de causa desconhecida, o soro e o líquido cefalorraquidiano podem ser removidos para investigar este e outros vírus. Os anticorpos podem permanecer positivos por muitos meses após a infecção. O diagnóstico de infecção pelo vírus Usutu, mesmo realizando um teste de anticorpos, não é fácil, pois pode haver reatividade cruzada com outros vírus semelhantes, isto é, falsos positivos.


Tratamento

Não há tratamento específico para a infecção pelo vírus Usutu. Além disso, em geral, é difícil diagnosticar a doença. Muitas vezes o diagnóstico não será feito, ou chegará quando o paciente já tiver se recuperado, pois muitas vezes não será suspeito e o teste diagnóstico específico não será solicitado, levando-se em conta sua escassa disponibilidade. Portanto, os pacientes só podem ser tratados com tratamento de suporte. Para febre a dor de cabeça pode ser administrada com antipiréticos e analgésicos, como o acetaminofeno, ou antiinflamatórios não-esteróides do tipo ibuprofeno. Se o paciente apresentar sintomas neurológicos que o impedem de se alimentar adequadamente, a fluidoterapia será administrada. Se o envolvimento neurológico exigir, pode ser necessário admitir o paciente em uma unidade de terapia intensiva. Se ocorrer hepatite aguda, é aconselhável evitar a administração de um excesso de drogas, incluindo paracetamol. Nestes casos, a função hepática deve ser monitorada de perto, no caso de se deteriorar tanto a ponto de exigir um transplante de fígado. Não há nenhum caso relatado em que os corticosteroides tenham sido utilizados no tratamento de pacientes com manifestações mais graves.


Prevenção

Não há medida preventiva específica para prevenir a infecção causada pelo vírus Usutu. Não é tão frequente que a triagem de amostras de sangue de doadores possa ser feita. É conveniente tentar prevenir as picadas de mosquito em geral, independentemente do país onde você mora, mas é difícil evitar 100%. De qualquer forma, no momento é uma infecção rara, por isso não é conveniente sentir-se alarmado em excesso por este vírus, exceto talvez pela mortalidade da população aviária.



***


Fontes: 

AEDES DO BEM!

Outbreak Observatory

CIRAD - French Agricultural Research Centre for International Development
(Centro Francês de Pesquisa Agrícola para o Desenvolvimento Internacional)

Deutsche Welle - Science

Boletín Alertas Enfermedades Emergentes - Boletín de Alertas Epidemiológicas Internacionales

Instituto Valenciano de Microbiologia

Ecured: Enciclopedia Cubana



sexta-feira, 22 de março de 2019

Educação em Saúde realiza ação educativa sobre arboviroses na Escola João Brazil





Nesta segunda-feira (18/03), o setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – do Centro de Controle de Zoonoses de Niterói – realizou estande educativo sobre arboviroses (dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana) na Escola Municipal João Brazil, no Morro do Castro.

O objetivo foi sensibilizar os alunos do ensino fundamental I e II sobre a importância da adoção de medidas preventivas contra o mosquito Aedes aegypti no ambiente de convívio. 

No estande, os estudantes puderam observar maquetes ilustrativas que mostram o ambiente certo e o errado para a proliferação de mosquitos numa residência; e com a ajuda de lupa eletrônica, foi possível verem como são as larvas e as pupas do Aedes aegypti em tamanho original.  Além disso, a equipe formada por Hugo Costa e Rogério Tavares distribuiu material educativo e reforçou informações, enfatizando a prevenção ao vetor.

Curiosas em relação às maquetes e à lupa eletrônica, crianças e adolescentes se aproximavam do estande.   Tão logo eram abordadas pela equipe, se sentiam a vontade para fazer perguntas e apresentar questões sobre o ciclo biológico do Aedes – especialmente as larvas e pupas –, vacina contra a dengue, prevenção e eliminação de criadouros do mosquito.  A participação do público foi satisfatória e dentro das expectativas.

Segundo a diretora Tania Sena, a comunidade escolar trabalha o tema Arboviroses através dos professores, com aulas teóricas, porém ainda planeja realizar alguma atividade de mobilização ou sensibilização da comunidade do entorno sobre a questão do combate ao mosquito Aedes aegypti.  Mesmo assim, professores e demais funcionários tem percebido mudança de atitude dos alunos no que diz respeito à prevenção no ambiente escolar. No último ano ocorreram casos de arboviroses na escola, incluindo a própria diretora, que teve dengue hemorrágica. “A atividade realizada pelo IEC foi de grande relevância, bem lúdica e dinâmica, o que permitiu o aprendizado mais significativo”, avaliou Tania.







CCZ realiza palestra sobre arboviroses para funcionários do Hospital Carlos Tortelly





Na última semana (período de 11 a 13 de março), Centro de Controle de Zoonoses de Niterói (CCZ) promoveu no auditório Nelly Cantelmo do Hospital Municipal Carlos Tortelly, Bairro de Fátima, a palestra Arboviroses para funcionários da unidade.

O objetivo da ação educativa em saúde foi atualizar informações, discutir e esclarecer sobre o que são arboviroses, os riscos envolvidos, prevenção e tratamento.

A equipe do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC), do CCZ, representada pelas agentes Daniele Caviere e Leila Neves, expôs o tema por meio de diálogo interativo, nos moldes de palestra, e apresentação de slide-show. 

O conteúdo programático compreendeu os seguintes assuntos: arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti (dengue, zika, chikungunya e febre amarela) e seus sintomas, características do mosquito transmissor, principais medidas de prevenção, e combate aos possíveis criadouros do vetor. 

“A participação do público foi bem ativa e satisfatória. Percebemos que o interesse maior foi em informações sobre chikungunya, ciclo de vida do mosquito Aedes aegypti, e como ocorre a transmissão e o período de incubação dos vírus no organismo”, avaliou a palestrante Leila Neves.

As palestras terão continuidade nos dias 01, 02 e 03 de abril.


quarta-feira, 20 de março de 2019

Série ARBOVIROSES EMERGENTES


Arboviroses Emergentes é uma série de textos sobre as principais doenças causadas por arbovírus que representam problemas de saúde pública em boa parte do mundo e no Brasil.  Tem o propósito de apresentar informações que ajudem no conhecimento e/ou atualização do leitor e instiguem o aprofundamento do saber através das referências citadas ao final de cada texto.

O material será postado de forma periódica e aleatória. A introdução e os links do conteúdo completo dos temas estarão disponíveis aqui nesta publicação.


Afinal, o que são arboviroses ?


Arboviroses são doenças causadas pelos arbovírus (do inglês “arthropod borne virus”), vírus que tem parte de seu ciclo de replicação nos artrópodes. Os artrópodes são animais invertebrados que possuem patas articuladas (insetos, aracnídeos, etc). 

Arbovírus não é uma família de vírus; o termo simplesmente indica que um vírus é transmitido por certas espécies de artrópodes.  Membros de muitas famílias virais diferentes podem ser arbovírus.

Os arbovírus apresentam um ciclo complexo em natureza, envolvendo a transmissão biológica entre hospedeiro vertebrado susceptível e artrópode hematófago, ou entre hospedeiros artrópodes pela via transovariana, e, possivelmente, pela via venérea.

A classificação "arbovírus" engloba todos aqueles transmitidos por artrópodes, ou seja, insetos e aracnídeos (como aranhas e carrapatos). Existem 545 espécies de arbovírus, sendo que 150 delas causam doenças em seres humanos.

Existem três famílias mais conhecidas de arbovírus e cada uma delas engloba causadores, que têm semelhança em seu código genético e também nas suas proteínas base:

1. Togavírus: Febre de Chikungunya, Febre do Mayaro, Encefalites equinas Leste, Oeste e Venezuelana; 

2. Bunyavírus: Hantavirose, Febre do Oropouche, Febre da Sandfly (mosquito pólvora), Febre do Vale Rift, Febre hemorrágica da Criméia-Congo; 

3. Flavivírus: Febre amarela, Dengue, Zika, Febre do Nilo, Encefalite Japonesa, Rocio, Usutu.

Mudanças genéticas no vírus, alteração da dinâmica populacional de hospedeiros e vetores ou por fatores ambientais de origem antropogênica são responsáveis pela emergência de arboviroses em diferentes regiões. Os arbovírus tem notável capacidade de adaptação e de se estabelecerem em novas áreas geográficas, se tornando um crescente problema de saúde pública mundial.


USUTU


Usutu é uma doença febril causada pelo vírus Usutu (USUV), da família Flaviviridae, gênero Flavivirus. O vírus é transmitido pela picada de mosquitos e, embora afete principalmente as aves, também pode infectar pessoas.

Identificado pela primeira vez na África do Sul, em 1959, seu nome vem de um dos principais rios do pequeno país africano da Suazilândia. A presença do vírus Usutu em aves na África foi relatada inicialmente em países como Senegal, República Centro-Africana, Nigéria, Uganda, Burkina Faso, Costa do Marfim, Tunísia e Marrocos.  Apenas dois casos foram descritos em humanos na África, em 1981 e em 2004, embora existissem casos não diagnosticados.


O primeiro registro da circulação do Usutu na Europa aconteceu em 2001, após uma grande quantidade de melros aparecerem mortos na Áustria, embora análises retrospectivas de aves mortas na Toscana (Itália) mostram que circularam nesta região em 1996. Em 2009 aconteceram os dois primeiros casos em humanos no continente europeu, causando encefalite em dois pacientes italianos.  Este vírus também foi encontrado em aves da Alemanha, Espanha, Hungria, Suíça, Grécia, República Tcheca, Polônia e Inglaterra.

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FEBRE DO NILO OCIDENTAL


A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral causada por um arbovírus, o vírus do Nilo Ocidental (WNV), da família Flaviviridae, gênero Flavivirus.  Os fatores de risco estão relacionados à presença do ser humano em áreas rurais e silvestres que contenham o mosquito infectado pelo vírus e que, por ventura, venha a picar estes seres humanos.

Isolado pela primeira vez em 1937, em uma região do Norte de Uganda chamada West Nile (em português, Nilo Ocidental), os cientistas apostam na hipótese que o vírus saiu da África pela primeira vez de carona com aves migratórias que fazem o trajeto entre a costa oeste africana e a península ibérica.

No verão de 1999, o vírus foi detectado em Nova York, matando sete pessoas. O que aconteceu entre esse primeiro episódio e o ano de 2015 foi grave: 43.937 pessoas contaminadas e 1.911 vítimas fatais – isso sem contar os incontáveis animais silvestres e domésticos, como cachorros, cavalos e aligátores. 

Apesar do Culex ser apontado como principal responsável pela circulação do vírus durante a série de surtos nos EUA, o Aedes aegypti também é um vetor em potencial.  

Na América do Sul, evidências sorológicas de WNV foram detectadas em cavalos e pássaros na Colômbia, Venezuela e Argentina. No Brasil, a primeira evidência sorológica de WNV ocorreu em 2009, na região do Pantanal, Mato Grosso do Sul, com o isolamento do vírus em cavalos. Recentes estudos ainda confirmam a circulação desse arbovírus em equinos, principalmente cavalos, nessa mesma região. No final de 2014, o primeiro caso humano de Febre do Oeste do Nilo foi reportado no estado do Piauí.

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FEBRE DO MAYARO


A Febre do Mayaro é uma doença infecciosa febril aguda causada por um arbovírus, o vírus Mayaro (MAYV), da família Togaviridae, gênero Alphavirus. Normalmente, após uma ou duas semanas, o paciente se recupera completamente da febre do Mayaro. 

O vírus da doença foi isolado pela primeira vez em 1954 na ilha de Trinidad, na América Central. Nessa ilha há uma cidade chamada Mayaro, daí o nome. O primeiro surto no Brasil foi descrito em 1955, às margens do rio Guamá, próximo de Belém/PA. Desde então, casos esporádicos e surtos localizados têm sido registrados nas Américas, incluindo a região Amazônica do Brasil, principalmente nos estados das regiões Norte e Centro-Oeste.

Entre o início de 2015 e março de 2016, o estado de Goiás passou por um surto da doença – cerca de 70 pessoas foram contaminadas nesse período.  Em 2016, cinco pessoas residentes no estado do Amazonas foram diagnosticadas com Mayaro. Pesquisas recentes indicam que o Aedes aegypti é um dos transmissores em potencial da doença.

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sábado, 16 de março de 2019

Dia D de Combate ao Aedes aegypti em Niterói




Na manhã deste sábado (16/03) está acontecendo o DIA D DE COMBATE AO AEDES AEGYPTI, mobilização envolvendo os profissionais do Centro de Controle de Zoonoses e das unidades de saúde do Fonseca e Engenhoca para sensibilizar a população quanto aos cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor das arboviroses dengue, zika e chikungunya.  

A ação tem o objetivo de alertar sobre os riscos das doenças e dar dicas de como eliminar os focos do vetor dentro da própria casa.

Entre as atividades que estão sendo realizadas, ocorrem vistoria de locais e residências, distribuição de material informativo, orientação do público participante, além de exposição de maquetes ilustrativas que mostram o ambiente certo e o errado para a proliferação de mosquitos numa residência. Os dois principais pontos do evento são o Horto do Fonseca e a Policlínica Regional da Engenhoca.

O evento conta com a presença da secretária municipal de saúde Maria Célia Vasconcelos, do chefe do Centro de Controle de Zoonoses Francisco de Faria Neto e da chefe da Coordenação de Vigilância em Saúde Ana Lúcia Eppinghaus.