terça-feira, 19 de junho de 2018

Educação em Saúde fala sobre caracol gigante africano no PMF Maceió





Com o objetivo de informar sobre os perigos do caracol gigante africano (Achatina fulica) e instruir os profissionais para o emprego do conhecimento nas ações educativas a serem realizadas na comunidade, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) – através do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – realizou palestra no Programa Médico de Família João Sampaio, bairro Maceió, na última quarta-feira (13/06).

A equipe do IEC, representada por Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira, desenvolveu diálogo interativo e exibição de slide-show com os participantes, funcionários do PMF, abordando os seguintes assuntos: origem, ciclo de vida, principais características, praga agrícola, Achatina fulica e Saúde Pública, prevenção e como controlar a praga.

Segundo os palestrantes, o público relatou desconhecer a forma de combate ao caracol: “Para nossa surpresa, todos os funcionários que participaram da palestra disseram que desconheciam o método mecânico de combate ao molusco”, relatou Patrícia de Oliveira. 

Para os profissionais de educação em saúde, o grupo tem se mostrado mais aberto à exposição de dúvidas a cada palestra, e isso facilita tanto o trabalho do IEC como o trabalho dos colaboradores com os usuários. “Ficou notório que o grupo está mais à vontade para questionar e dirimir dúvidas referentes aos temas propostos. A maioria dos agentes comunitários de saúde mora no entorno do modulo e sofre as mesmas dificuldades que os usuários. Esses encontros mais intimistas estão promovendo a chance deles externarem situações difíceis que também ocorrem em suas próprias residências. Baseada nessa confiança estamos conseguindo junto com eles encontrar soluções cabíveis”, avaliou Patrícia.


segunda-feira, 18 de junho de 2018

SOU EXTREMAMENTE SENSÍVEL AOS FOGOS DE ARTIFÍCIO E ROJÕES !!!






A Arca Brasil (Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal) listou dez procedimentos para amenizar o incômodo e prevenir situações de risco com bichos de estimação, durante queima de fogos.

  1. Coloque coleira e plaqueta de identificação (RGA) com o número de seu telefone (residência e celular) no bicho, essencial para o caso de fugas. A coleira deve ser elástica, para evitar enforcamentos no caso de ele se prender em galhos ou outros objetos. O microchip é uma identificação definitiva e seu uso se populariza no país, mas não elimina a necessidade da plaqueta.
  2. Verifique se muros, cercas e portões encontram-se em bom estado e são suficientes para impedir fugas, mesmo que o animal esteja apavorado. Antes do início dos fogos, acomode o bicho em um ambiente o mais protegido possível dos barulhos, dentro de casa ou numa área externa em que ele fique isolado dos perigos.
  3. Nunca deixe seu animal preso a correntes, pois na hora do pânico ele pode se machucar e até se enforcar. Se tiver mais de um cão, evite deixá-los juntos por precaução. Excitados pelo barulho, eles podem brigar e se ferir gravemente na hora dos fogos.
  4. Ofereça alimentos leves antes dos fogos. Em casos extremos, distúrbios digestivos provocados pela agitação e pelo pânico podem ser fatais.
  5. Se você mora em apartamento, verifique se as telas de proteção das janelas estão firmes e seguras. Se não tiver tela, jamais deixe as janelas abertas, sobretudo se você tem gatos e não estiver em casa.
  6. Antes do início e do fim dos jogos, aproxime seu animal da TV ou de um aparelho de som e vá aumentando aos poucos o volume para que ele se distraia e se acostume com o som alto.
  7. Apesar de serem desconfortáveis, tampões de silicone ou algodão podem ser utilizados, mas devem ser retirados assim que os barulhos cessarem.
  8. Saia para passear, correr e brincar com o seu cão várias vezes no dia dos jogos, assim ele estará mais cansado durante a queima de fogos e o medo dos rojões terá uma ação menor.
  9. Para os gatos, transforme um quarto no cantinho deles. Crie tocas com cobertores para aumentar a sensação de proteção. Também é importante abrir portas de armários e deixar os lugares de que eles gostam acessíveis. Não se esqueça de deixar água, comida e areia próximos.
  10. Consulte um veterinário para saber sobre medicações e calmantes que podem tranquilizar seu bichinho. Muitas pessoas utilizam florais, que são essências extraídas de flores silvestres e auxiliam no equilíbrio das emoções. Os florais não têm contraindicações, mas é fundamental nunca dar medicamentos ao seu cão ou gato sem a INDICAÇÃO médica.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

CCZ realiza palestra sobre caracol gigante africano para agentes comunitários





O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) – através do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – realizou palestra sobre caracol gigante africano (Achatina fulica) para agentes comunitários do Programa Médico de Família do Matapaca nesta segunda-feira (11/06).

O objetivo do encontro foi, além de informar sobre os perigos do molusco, instruir os profissionais para o emprego do conhecimento nas ações educativas a serem realizadas na comunidade.

A equipe do IEC, formada por Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira, desenvolveu diálogo interativo e exibição de slide-show com os participantes, abordando os seguintes assuntos: origem, ciclo de vida, principais características, praga agrícola, Achatina fulica e Saúde Pública, prevenção e como controlar a praga.

“Foi uma atividade bastante satisfatória. Devido à alta umidade, os agentes têm encontrado os moluscos com frequência. Eles relataram que combatiam os caracóis com sal e desconheciam a prática da catação manual e incineração. Foi muito interessante o bate papo interativo. Ao final, agendamos a próxima palestra para o dia 18/06 e o tema escolhido foi boas práticas na manipulação de alimentos”, relatou a palestrante Patrícia de Oliveira.







terça-feira, 12 de junho de 2018

Coordenador de Vigilância da Fiocruz diz que Rio vive epidemia de chikungunya



Sem eufemismo. A palavra é desagradável mesmo. Para o infectologista Rivaldo Venâncio, pesquisador e coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Estado do Rio de Janeiro vive uma epidemia de chikungunya. O médico chegou à conclusão sobre a intensa infestação dessa doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti (o mesmo da dengue) ao analisar números da Secretaria estadual de Saúde. Na comparação dos períodos de janeiro a maio deste ano com o anterior, houve um aumento de 446,5%, correspondente a uma incidência 5,5 vezes maior da doença: foram 2.600 casos em 2017 contra 14.209 em 2018. “Esse aumento substancial de uma doença nova na região Sudeste configura, sim, uma epidemia”, avalia o especialista. 

Os números da chikungunya vão cair devido à proximidade do inverno e do tempo mais frio. A preocupação de Rivaldo Venancio é quanto ao próximo verão: “Digo com certeza que esse número de 14.209 está subdimensionado. Calculo que há pelo menos 30 mil casos no Estado do Rio. Essa subnotificação, por si só, vai dificultar no combate da doença quando o tempo voltar a esquentar. Ou seja, de dezembro de 2018 a março de 2019”. 

A chikunhunya, alerta Venancio, é uma doença que causa sérios danos, por exemplo, ao cotidiano de um trabalhador: “Ela tem um tempo de cura mais longo do que a zika e a dengue. O paciente fica meses infectado por um vírus que deixa uma pessoa tão fragilizada que ela não consegue tomar um banho sozinha”. Para o médico da Fiocruz, a subnotificação no Rio se associa à crise fiscal. Os problemas das unidades de saúde com a falta de recursos põem os profissionais numa situação em que preferem priorizar o atendimento a notificar doenças infectocontagiosas.

Professor titular de Epidemiologia da UFRJ, Roberto Medronho também considera grande a possibilidade de subnotificação: “Acho totalmente plausível a projeção do Venancio de pelo menos 30 mil pessoas com a doença no estado. A chikungunya é detectada no atendimento básico, em clínicas da família, das unidades de pronto atendimento e nas emergências públicas ou privadas. A crise por que passa a saúde no estado dificulta a notificação mesmo de doenças de notificação compulsória, caso da chikungunya”.

Alexandre Chieppe, médico da Secretaria estadual de Saúde, admite que há subnotificação, mas não se arrisca em estimativas: “Quem passa esses números ao estado são as áreas de vigilância sanitária das prefeituras. Há problemas pontuais, sim, mas nada que justifique um aumento grande das subnotificaçoes”.

O médico, que fala em nome do governo do estado, não esconde sua preocupação sobre o próximo verão. “Será um enorme desafio evitar que a chikungunya cresça ainda mais em um tempo de temperatura mais alta”, afirma Chieppe. Ele diz que o poder público vai precisar do engajamento da sociedade para enfrentar a doença. “Esses números podem aumentar, porque a população toda é suscetível”, avalia o médico, referindo-se ao fato de que a maioria da população fluminense não foi infectada pela doença e, portanto, não criou anticorpos contra ela. 

Para Venancio, a subnotificação impede que se faça um mapeamento mais acurado dos lugares onde a doença mais se instala no estado. E ela pode se disseminar a partir de alguns fatores bem presentes na região metropolitana: “O lixo pode se transformar em objeto que acumule água transformando-se num potencial criadouro do mosquito aedes aegypti. O copo descartável que ficou num parque ou quintal, garrafa, latinha, pets, lona que ficou em uma obra, tudo isso se transforma em focos de criação de aedes aegypt. A violência, por sua vez, afasta agentes de saúde que combatem diretamente a proliferação do mosquito, em áreas com conflitos entre polícia e tráfico ou mesmo entre traficantes de diferentes facções. Já a falta de abastecimento regular de água leva o morador a armazená-la de forma improvisada, sem a vedação adequada, criando, assim, mais focos de mosquitos”.



segunda-feira, 11 de junho de 2018

Mais de mil cidades podem ter surto de dengue, zika e chikungunya


Ao todo, 5.191 municípios realizaram algum tipo de levantamento que classifica o risco de aumento das doenças causadas pelo Aedes aegypti


O novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) indica que 1.153 municípios brasileiros (22%) apresentaram um alto índice de infestação, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya. O Ministério da Saúde alerta a necessidade de intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti, mesmo durante o outono e inverno, em todo o país. Ao todo, 5.191 municípios realizaram algum tipo de monitoramento do mosquito transmissor dessas três doenças, sendo 4.933 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 258 por armadilha. A metodologia da armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.

“O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção nas ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida, mesmo no período mais frio do ano”, alertou o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Osnei Okumoto. Segundo o secretário, a continuidade das ações é importante para manter baixos os índices de infestação, justamente para quando chegar a época de maior proliferação. “Assim será possível manter a redução do número de casos” explicou o secretário.

Além das cidades em situação de risco, o levantamento identificou 2.069 municípios em alerta, com o índice de infestação predial (IIP) entre 1% a 3,9% e 1.711 municípios com índices satisfatórios, inferiores a 1%. No total, 20 capitais realizaram o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), duas capitais fizeram por armadilha e 5 não enviaram informações. Apenas três capitais estão com índice satisfatório: São Paulo (SP), João Pessoa (PB) e Aracaju (SE). Duas capitais estão em risco: Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC). Quinze capitais estão em alerta: Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Porto Velho (RO), Palmas (TO), Maceió (AL), Salvador (BA), Teresina (PI), Recife (PE), Brasília (DF), Vitória (ES), São Luis (MA), Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM) e Goiânia (GO).

As capitais Boa Vista (RR), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Campo Grande (MS) não enviaram informações. Os municípios de Natal (RN) e Porto Alegre (RS) realizaram levantamento por armadilha. Os dados foram coletados no período de janeiro a 15 de março.

O Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) é um instrumento fundamental para o controle do vetor e das doenças (dengue, zika e chikungunya). Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de criadouro predominante. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito.


CRIADOUROS

A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros predominantes. Os resultados reforçam a necessidade de intensificar imediatamente as ações de prevenção contra a dengue, zika e chikungunya, em especial nas cidades em risco e em alerta.

O armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril, foi o principal tipo de criadouro na região nordeste. Nas regiões norte, sul e centro oeste, o maior número de depósitos encontrados foi em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Na região Sudeste predominaram os depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos com água, pratos e garrafas retornáveis.


CASOS DE DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA

Em 2018, até 21 de abril, foram notificados 101.863 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 20% em relação ao mesmo período de 2017 (128.730). Também houve queda expressiva no número de óbitos. A redução foi de 44%, passando de 72 em 2017 para 40 em 2018. 

Em relação à chikungunya, foram registrados 29.675 casos prováveis de febre chikungunya. A redução é de 65% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 86.568 casos. Em 2018, houve 4 óbitos confirmados laboratorialmente. Em 2017, no mesmo período, foram 83 mortes.

Também foram registrados 2.985 casos prováveis de Zika em todo país, uma redução de 70% em relação ao mesmo período de 2017 (10.286). Neste ano, foi registrado um óbito pela doença.


LIRAa em Niterói

Na semana de 06 a 12 de maio deste ano, agentes do Centro de Controle de Zoonoses de Niterói (CCZ) realizaram o mais recente Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2018.

Foram vistoriados 8.846 imóveis em todos os bairros do município (52) – entre casas, prédios, terrenos baldios e outros espaços com possíveis focos de larvas do mosquito transmissor da dengue. Os agentes visitam esses locais para inspecionar e identificar os criadouros e, ao encontrar, coletar as larvas ou pupas para análise em laboratório. Durante essas visitas também estão sendo reforçadas as ações educativas.  

Com base nas Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue (2009) são considerados satisfatórios os municípios que apresentam larvas do mosquito em menos de 1% dos imóveis pesquisados.  São classificados como estado de alerta locais entre 1% e 3,99%.  E acima de 3,99%, locais de risco.

De acordo com o Serviço de Controle de Vetores do CCZ,  o resultado constatou a presença do Aedes aegypti em 1.2% dos imóveis visitados. Os levantamentos continuam a apontar que a maioria dos focos do mosquito está nas residências.


Fonte:  Ministério da Saúde e Centro de Controle de Zoonoses de Niterói

Agentes comunitários de saúde do PMF Cantagalo recebem palestra sobre arboviroses



Agentes comunitários de saúde do Programa Médico de Haidée Santamaria I, em Cantagalo, receberam na última quarta-feira (06/06) palestra sobre arboviroses (dengue, zika, febre de chikungunya e febre amarela urbana) promovida pelo setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ)

A ação educativa em saúde teve o objetivo de instruir os profissionais para o emprego do conhecimento nas ações educativas a serem realizadas na comunidade.

Como forma de desenvolver a atividade, Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira, realizaram diálogo interativo com exibição de slide-show.  A abordagem do tema contemplou os seguintes assuntos: histórico e conceito das arboviroses, sintomas, comportamento do mosquito transmissor (o Aedes aegypti), principais criadouros do inseto, distribuição de casos da doença no município, e métodos de controle do vetor de transmissão. 

Segundo a equipe do IEC, a participação dos agentes foi surpreendente. “Foram bastante participativos, relataram o sofrimento de alguns usuários com a cronicidade da febre de chikungunya. Um agente relatou que até hoje sofre com os sintomas da doença e que as informações transmitidas na palestra coincidem com os sintomas que ainda persistem mesmo depois de quatro meses da manifestação da doença. A troca de experiência foi bastante enriquecedora”, avaliou a palestrante Patrícia de Oliveira. 

O grupo solicitou o tema Raiva para o próximo encontro que será dia 20/06.






sexta-feira, 8 de junho de 2018

CCZ promove palestra sobre importância da higiene hospitalar




Nesta segunda e terça-feira (04 e 05/06) o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) – através do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – promoveu a palestra ‘A Importância da Higiene Hospitalar’ para profissionais da área de higienização e limpeza do Hospital Municipal Carlos Tortelly, no bairro de Fátima.

Realizada no auditório Nelly Cantelmo, do hospital, a ação educativa em saúde teve o objetivo de sensibilizar a equipe a valorizar o próprio trabalho, entendendo a suma importância deste para o funcionamento positivo da instituição. A atividade também reforçou informações e uniformizou conceitos de higienização hospitalar.

Para tornar a abordagem do tema mais interativa e dinâmica, a agente Daniele Caviare realizou bate-papo, nos moldes de debate. Infelizmente não foi possível utilizar o projetor multimídia do local.

O conteúdo programático compreendeu os seguintes assuntos: diferença entre limpeza, desinfecção e esterilização; área crítica, semicrítica e não crítica; princípios da limpeza concorrente e terminal; medidas de higiene e precaução à contaminação; equipamentos de proteção individual (EPI);  orientação na lavagem das mãos; e a importância dos colaboradores de higienização no controle das infecções.

Segundo a palestrante, os colaboradores foram bem participativos e apresentaram várias dúvidas. “Foi muito satisfatório, superou expectativas. Eles interagiram o tempo todo com relatos e questionamentos e se sentiram a vontade para expor suas dificuldades inerentes à profissão, especialmente o número insuficiente de funcionários para dar conta do serviço. As mulheres, em especial, se interessaram em saber por que as unhas devem estar curtas e sem esmalte ou base, os dedos sem adorno (anéis), e também porque não podem usar maquiagem".



quarta-feira, 6 de junho de 2018

Educação em Saúde realiza palestra para agente comunitários do PMF Matapaca




Nesta segunda-feira (04/06) o setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) – realizou palestra sobre arboviroses (dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana) no Programa Médico de Família Abelardo Ramirez, em Matapaca.

A atividade teve o objetivo de instruir os agentes comunitários de saúde para o emprego do conhecimento nas ações educativas a serem realizadas na área atendida pelo PMF.

Ministrada por Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira, a ação teve como metodologia o diálogo interativo com exibição de slide-show, e abordou os seguintes temas: histórico e conceito das arboviroses, sintomas, características e comportamento do mosquito transmissor (o Aedes aegypti), principais criadouros do inseto, distribuição de casos da doença no município, e métodos de controle do vetor de transmissão. 

“A participação foi bastante ativa. Percebemos que, por ser um grupo mais intimista, facilitou a exposição de dúvidas antigas. A troca de experiência foi bastante enriquecedora. Fomos informados pelos ACS’s a respeito do caso de um morador que, ao ser denunciado anonimamente,  além de eliminar todos os criadouros, se tornou parceiro dos agentes. Eles também relataram que existem situações antigas na localidade que ainda prejudicam a prevenção e o combate ao Aedes aegypti. Sugerimos, para esses casos, abertura de processo perante o Departamento de Vigilância Sanitária”, relatou a palestrante Patrícia de Oliveira.






Agentes comunitários do PMF Maceió recebem palestra sobre pediculose


Em atendimento à solicitação do Programa Médico de Família João Sampaio, bairro Maceió, a equipe do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) – realizou palestra sobre o tema Pediculose para o quadro de agentes comunitários de saúde da unidade na última quarta-feira (30/05).

Ministrada por Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira, a ação educativa em saúde teve como metodologia o diálogo interativo com exibição de slide-show e vídeos, e discutiu os seguintes tópicos: tipos de piolhos, o piolho capilar, ciclo de vida, principais dificuldades causadas nas crianças e jovens, prevenção e tratamento. 

A atividade teve como objetivo preparar os profissionais para o emprego do conhecimento nas ações educativas que exercem, pois eles vêm observando que existem crianças que sofrem com pediculose na comunidade atendida pelo PMF. “A abordagem do tema foi bem interessante, pois a instrução nos possibilitou saber que a recomendação dada aos moradores pelos agentes estava mais voltada para o uso de medicamentos. Notamos que os participantes se interessaram em conhecer o uso do vinagre diluído em água para facilitar a remoção de lêndeas e o uso contínuo do pente fino. Ressaltamos esses e outros métodos de prevenção e também os possíveis problemas causados pela infestação de piolhos numa criança, como baixa no rendimento escolar, bullying e até anemias”, avaliou a palestrante Patrícia de Oliveira.


terça-feira, 5 de junho de 2018

Especialistas debatem situação epidemiológica da chikungunya


Uma Sala de Situação em Saúde dedicada a conhecer a situação epidemiológica da chikungunya no Brasil e no estado do Rio de Janeiro reuniu (23/5) representantes do Ministério da Saúde (MS) e da Secretária Estadual de Saúde, além de profissionais de diversos municípios fluminenses. O encontro, que abordou ainda os desafios no manejo clínico de adultos e crianças, foi realizado pela Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência no Salão da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). O evento é o primeiro de uma série de discussões a respeito, uma vez que, segundo o coordenador Rivaldo Venâncio, “o conhecimento sobre arboviroses ainda está em construção”.

Os dados apresentados pelo MS relativos a 2016, ano do ápice do surto no Brasil, mostram 303,4 mil casos de chikungunya notificados (foto: Peter Ilicciev)

Emerson Araújo, da Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB) do MS, apresentou dados sobre a legislação, estrutura e financiamento do Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública (Sislab). O Sistema tem entre suas atribuições de estimular parcerias entre laboratórios e centros formadores de recursos humanos, visando à melhoria da qualidade do diagnóstico laboratorial, o que é particularmente importante em relação a doenças pouco conhecidas como a chikungunya.

Os dados apresentados pelo MS relativos a 2016, ano do ápice do surto no Brasil, mostram 303,4 mil casos de chikungunya notificados e 85,5 mil solicitações de diagnósticos laboratoriais específicos no âmbito do Sislab. Os dados mais atuais (18ª semana epidemiológica de 2018) indicam 40,8 mil casos notificados em todo país, sendo 33,8 mil casos prováveis (casos notificados suspeitos menos os descartados) e 20,2 mil confirmados, sendo que a grande maioria destes (79,9%) obteve confirmação clínico-epidemiológica.

Araújo afirmou que um dos maiores desafios para implantação da estratégia de gestão integrada das arboviroses é a clínica dos pacientes “que é muito semelhante nas diversas arboviroses, o que é agravado quando as requisições de exames chegam ao laboratório sem evidência ou informação clínica sobre os pacientes, é difícil chegar a um diagnóstico conclusivo para iniciar a terapêutica correta quando for o caso”.

A situação no Rio de Janeiro foi apresentada por Mario Sergio Ribeiro, da Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, que trouxe dados relativos a 2018, apurados no final de maio. Apenas de 10 a 22 de maio o número de casos prováveis subiu de 8 mil para 11 mil, tendo sido confirmados 6,5 mil (1,4 mil laboratorialmente), com três óbitos registrados. Além da capital, as áreas mais afetadas são a Região Metropolitana II (Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito, etc.) e Noroeste Fluminense (Itaperuna, Santo Antônio de Pádua, Bom Jesus do Itabapoana, etc.).

Ribeiro fez um alerta para a possibilidade de aumento de casos na Metropolitana I (Baixada Fluminense), que faz limite com a zona oeste da capital onde existe uma alta incidência de chikungunya. Em relação à taxa de internação, os maiores índices estão nos dois extremos, menores de 15 anos e maiores de 80, respectivamente 1 e 1,3 por 100 mil habitantes, e em todas as faixas etárias a maior incidência é em mulheres.

A Secretaria tem realizado reuniões periódicas de seu GT Arboviroses para atualização do Plano de Contingência, além de promover capacitações regionais para diagnóstico e tratamento e vistas técnicas aos municípios para apoio às ações de vigilância da Chikungunya. Ribeiro listou entre os recursos necessários para o enfrentamento da epidemia investimento em logística e material gráfico para as capacitações, além de medicamentos específicos, inseticidas, larvicidas equipamentos adequados para sua aplicação, além kits para os exames no Lacen.

A pediatra do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Suyen Villela, falou sobre casos de chikungunya em recém-nascidos. Os atendimentos relatados por Suyen aconteceram de 2016 a 2018 no Hospital São Francisco (Niterói), onde ela também trabalha. Foram sete casos nesse período, todos muito graves e com longos períodos de internação, com muito sofrimento para as crianças. Só a primeira chegou a óbito, pois chegou em estado muito avançado da doença, nos demais casos, após muito esforço da equipe de saúde, as crianças foram salvas. A experiência serve de alerta para a necessidade de notificação de mães que tiveram a chikungunya no periparto devido ao risco de transmissão vertical, que pode trazer riscos tão grandes quanto a zika e o Dengue.

No encerramento, o coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, Rivaldo Venâncio, analisou a possibilidade de ocorrência de uma epidemia da chikungunya. Para ele, “analisando a dinâmica de evolução das arboviroses, tudo indica que sim”. Ele a firmou que temos todos os macrodeterminantes necessários para isso, como elevadas temperaturas e umidade relativa do ar, alta densidade populacional, urbanização desordenada, coleta de lixo deficiente, fornecimento de água irregular, violência urbana. Para ele, o setor saúde não tem governança sobre esses aspectos, “o Brasil vive um verdadeiro apartheid social, que não será resolvido com medidas demagógicas e milagrosas”.

Da mesma forma, também estão colocados os microdeterminantes da epidemia. Ele citou um alto percentual de pessoas susceptíveis aos vírus circulantes, a abundância de criadouros do mosquito transmissor, altos índices de infestação predial e a densidade de fêmeas do vetor. Ele sugere medidas para o enfrentamento da chikungunya, como a capacitação de todas as categorias envolvidas na atenção aos doentes, organizar a rede de atenção com base em um protocolo clínico atualizado e a utilização e aprimoramento dos materiais já disponíveis, como os manuais de manejo clínico do MS e outras publicações. Para Rivaldo, “se não podemos evitar a epidemia no Rio de Janeiro, é possível fazer alguma coisa para amenizar seu impacto”.


Fonte:  Fiocruz


segunda-feira, 4 de junho de 2018

CCZ realiza palestra sobre arboviroses na Igreja Nova Vida






Sensibilizar membros e fiéis, informando, discutindo e esclarecendo sobre o que são as arboviroses, os riscos envolvidos, prevenção e tratamento.  Esse foi o objetivo da palestra realizada pelo Centro de Controle de Zoonoses de Niterói (CCZ)– através do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – na Igreja Nova Vida de Pendotiba na última segunda-feira (28/05).

A ação educativa em saúde se deu por meio de diálogo interativo e apresentação de slide-show.  Os agentes Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira colocaram em pauta os temas: arboviroses (dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana) e seus sintomas, a importância da vacinação contra a febre amarela, a desmistificação da questão equivocada da relação dos macacos com a transmissão direta da febre amarela em humanos, características do mosquito transmissor (o Aedes aegypti) e principais medidas de prevenção ao vetor.

Segundo Patrícia de Oliveira, a atividade foi bastante produtiva: “O público participou com entusiasmo. Ouvimos sugestões de atendimento relacionadas à unidade de saúde local. Contamos com total apoio do Pastor Ronaldo Bom, que demonstrou ser muito consciente quanto às responsabilidades de um cidadão e cristão no que diz respeito às adoções de práticas para eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti”, ponderou.

A palestra foi um convite da agente comunitária de saúde Viviane Oliveira da Costa, do Programa Médico de Família do Badu. 




Vigilância Sanitária do Estado alerta para os cuidados na compra de alimentos


O consumidor deve estar atento ao ir ao mercado: saiba como identificar produtos inadequados para o consumo


Depois da greve dos caminhoneiros, o consumidor tem ficado apreensivo quanto à qualidade dos alimentos que encontra no mercado. Carnes, frios, laticínios, legumes e verduras são itens que requerem mais atenção na higiene e conservação, a fim de evitar a contaminação e possíveis danos à saúde. Observar o aspecto do produto e a forma como está sendo oferecido ao público está entre os primeiros cuidados.

- No mercado devemos observar a área de exposição dos produtos, se estão sem a presença de insetos, além de balanças, cestas e até carrinhos de compras. Todos estes locais devem estar higienizados e os funcionários devem se apresentar com uniformes limpos e proteção no cabelo. Visto isso, agora o consumidor pode se atentar durante a escolha do produto – comenta Eliane Cardozo, Superintendente de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde.

Frutas, legumes e verduras devem ter um bom aspecto, os frios e laticínios, leite, queijos, manteigas e iogurtes devem estar estocados em balcões ou vitrines devidamente refrigeradas, conforme orientação descrita na embalagem, além de ter um carimbo de inspeção dos órgãos competentes. Alimentos fatiados, embalados e rotulados devem ter indicação de origem, peso, data de fracionamento e de validade.

Ao comprar carnes em geral, é preciso se atentar à textura, cor e odor do alimento.

- Se houver uma camada de gelo no fundo ou em volta da embalagem, por exemplo, indica que o alimento já foi descongelado e recongelado. Essa alteração de temperatura desequilibra a composição do alimento e ajuda na proliferação de bactérias. Alimentos mal conservados podem provocar desde um mal-estar, diarreia até infecção alimentar – explica Eliane.

Outras dicas que também podem ser colocadas em prática para garantir sua saúde:

• Não adquira alimentos com embalagens danificadas, estufadas, amassadas ou enferrujadas.
• Não deixe alimentos refrigerados em locais inadequados (cestas, carrinhos, prateleiras etc.) por um longo período de tempo.
• Produtos como massas e pães de queijo, por exemplo, podem apresentar crescimento de fungo, bem como ficarem esfarelados.
• O sorvete é um produto aerado. Se houver compactação da massa ou cristalizar ao fundo é sinal que houve descongelamento;

A Secretaria de Estado de Saúde alerta a população para também ficar atenta a essas características sensoriais, validade do produto e, caso encontre condições inadequadas, entre em contato com a Vigilância Sanitária do seu município. 


Vigilância Sanitária de Niterói - Rua São João, 190 - Centro.  Tel.: (21) 2717-8331


Fonte:  Conexão Saúde-RJ



terça-feira, 29 de maio de 2018

CCZ promove ação educativa no Colégio Monsenhor Raeder




 


Nos dias 23 e 24 de maio, alunos do Colégio Monsenhor Raeder, no Barreto, participaram de ação educativa promovida pelo setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – do Centro de Controle de Zoonoses de Niterói (CCZ)


O evento teve o objetivo de alertar os alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental sobre os perigos à saúde causados pelas principais arboviroses de interesse em saúde pública no momento (dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana). 


A equipe realizou estande educativo onde os visitantes puderam observar maquetes ilustrativas que mostram o ambiente certo e o errado para a proliferação de mosquitos numa residência, e com a ajuda de lupa eletrônica, foi possível verem como são os ovos, as larvas, as pupas e o mosquito adulto em tamanho original.





Além do estande, os profissionais ministraram palestra educativa, desenvolvendo a metodologia do diálogo interativo com apresentação de slide-show e abordando os seguintes temas: arboviroses e seus sintomas, a importância da vacinação contra a febre amarela, a desmistificação da questão equivocada da relação dos macacos com a transmissão direta da febre amarela em humanos, características do mosquito transmissor (o Aedes aegypti), principais medidas de prevenção e combate aos possíveis criadouros do vetor.



  


As maquetes fizeram bastante sucesso no estande, despertando a curiosidade principalmente dos pequenos, que se encantaram com as miniaturas de objetos que estão acostumados a ver em suas residências. Durante as palestras, muitas crianças relataram casos de arboviroses na família e fizeram perguntas pertinentes sobre o tema, tais como: “Podemos pegar chikungunya mais de uma vez?”, “Por que só a fêmea se alimenta de sangue?”, “Quanto tempo vive o mosquito?”, “Por que não tem vacina contra a dengue?”, “Por que tem países que não tem dengue?”.






“A resposta dos estudantes e professores foi positiva e satisfatória, evidenciada no envolvimento com as atividades propostas e na interação com os palestrantes e expositores. Os alunos demonstraram considerável interesse em aprender mais, especialmente sobre as características do Aedes aegypti e como evitar a proliferação desse mosquito no ambiente domiciliar”, avaliou a palestrante Maria Cristina Crisóstomo.



Equipe envolvida: agentes Antônio Pessoa, Hugo Costa, Maria Cristina Crisóstomo, Rodolfo Teixeira, Rogério Tavares e Rosani Loureiro.







sexta-feira, 25 de maio de 2018

Febre de Chikungunya é tema de palestra para agentes comunitários de saúde do PMF Badu





Com o objetivo de instruir os agentes comunitários de saúde para o emprego do conhecimento nas ações educativas a serem realizadas na comunidade, nesta quarta-feira (23/05) o setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) – realizou palestra sobre Febre de Chikungunya no Programa Médico de Família do Badu.

Ministrada por Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira, a ação teve como metodologia o diálogo interativo com exibição de slide-show, e abordou os seguintes temas: histórico e conceito da arbovirose, sintomas, comportamento do mosquito transmissor (o Aedes aegypti), principais criadouros do inseto, distribuição de casos da doença no município, e métodos de controle do vetor de transmissão. 





Segundo a equipe, alguns agentes relataram que já sofreram com a enfermidade e conhecem usuários que estão sofrendo com a cronicidade da doença. “O evento foi bastante produtivo. Todos demonstraram entusiasmo com as informações recebidas. Apresentamos planilhas atualizadas com os casos de chikungunya na cidade”, avaliou Patrícia. 

Prestigiou a palestra, a supervisora de Saúde Coletiva de Pendotiba, Lúcia Bulcão, solicitante da atividade junto ao Comitê da Dengue que ocorre na Policlínica Regional do Largo da Batalha.