quinta-feira, 16 de agosto de 2018

CCZ participa de ação educativa em saúde no Colégio Niterói




O Centro de Controle de Zoonoses de Niterói participou no dia 07/08 de ação educativa em saúde promovida pela Unidade Básica de Saúde da Engenhoca aos alunos do Colégio Niterói, bairro Engenhoca.

O evento foi a primeira edição de um projeto que objetiva fazer com que a comunidade escolar conheça os programas e serviços de saúde oferecidos pela UBS que estão disponíveis à população do bairro. 

No espaço interno foram montados estandes para exposição e demonstração dos programas de nutrição, hiperdia (hipertensão e diabetes), saúde da mulher e do homem, saúde do adolescente, e Brasil Sorridente. Profissionais médicos, dentistas, enfermeiros, técnicos em enfermagem, técnicos em saúde bucal, e estagiários de nutrição e de enfermagem prestaram orientações e realizaram serviços de verificação de pressão arterial e escovação de dentes aos estudantes.

“A Unidade sempre vinha nos colégios do bairro e fazia atividades esporádicas com algumas turmas, só que a equipe se reuniu e discutiu uma forma melhor de trazer para os alunos o conhecimento de todos os serviços e programas que disponibiliza.   Essa ação visa incentivar a ida desses adolescentes à UBS para pedir informações, tirar dúvidas com os profissionais, enfim, buscar os conhecimentos realmente corretos”, explicou a diretora da UBS Engenhoca, Adriana Cristina Lima.






 



O setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC), do CCZ,  atuou com estande onde os visitantes puderam observar maquetes ilustrativas que mostram o ambiente certo e o errado para a proliferação de mosquitos numa residência, e com a ajuda de lupa eletrônica, foi possível verem como são as larvas e as pupas do Aedes aegypti em tamanho original.  Além disso, a equipe composta pelos agentes Hugo Costa, Jonas Queiróz, Maria Cristina Crisóstomo e Rosani Loureiro distribuiu material educativo e reforçou informações sobre arboviroses (dengue, zika, chikungunya e febre amarela), enfatizando a prevenção ao vetor.

As pequenas representações de residências fizeram bastante sucesso, despertando a curiosidade dos estudantes, que se encantaram com as miniaturas de objetos que estão acostumados a ver em suas casas, e suscitando muitas perguntas sobre prevenção.











terça-feira, 14 de agosto de 2018

IEPIC recebe palestra sobre arboviroses




O Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (IEPIC), em São Domingos, recebeu no período de 07 a 09/08 palestra sobre arboviroses (dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana) promovida pela equipe do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC), do Controle de Zoonoses de Niterói. 

O objetivo da ação educativa em saúde alertar os alunos do o Ensino Fundamental II acerca dos perigos à saúde causados pelas arboviroses, estimulando atitudes preventivas e a multiplicação das informações na família.  

As agentes Daniele Caviare e Leila Neves desenvolveram a metodologia do bate papo interativo com apresentação de slide-show e vídeo, abordando os seguintes tópicos: arboviroses e seus sintomas, a importância da vacinação contra a febre amarela, a desmistificação da questão equivocada da relação dos macacos com a transmissão direta da febre amarela em humanos, características do mosquito transmissor (o Aedes aegypti), principais medidas de prevenção e combate aos possíveis criadouros do vetor. Segundo a equipe, o interesse maior dos estudantes foi em informações sobre os sintomas das doenças.




terça-feira, 31 de julho de 2018

Tecnologia indica qual composto inibe vírus da febre amarela


Há um ano e meio, o Brasil enfrentou um surto de febre amarela. Neste período, o grupo de pesquisa Phenotypic Screening Platform, coordenado pelo professor Lucio Freitas-Junior, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, em São Paulo, descobriu que drogas utilizadas no tratamento da hepatite C poderiam funcionar para combater o vírus causador da febre amarela.

Essa descoberta foi realizada graças à tecnologia de triagem fenotípica, conhecida como High Content Screening, na qual moléculas químicas ou fármacos já existentes são identificados como possíveis combatentes de um determinado patógeno, como vírus, parasitas ou bactérias.

De acordo Freitas-Junior, um dos órgãos mais afetados pelo vírus da febre amarela é o fígado. Por isso, os pesquisadores utilizaram as células humanas derivadas do órgão para fazer os testes e descobrir quais compostos impediriam a infecção pelo patógeno.

Em uma placa de ensaio com 384 poços foi colocada cultura de células infectadas com o vírus. Cada uma delas ainda recebeu diferentes compostos químicos com ação desconhecida contra o causador da febre amarela e, em algumas divisórias, foram colocados fármacos com atividade antiviral conhecida.

“Esses fármacos são utilizados como controle, ou seja, a análise automatizada feita pelo instrumento identifica qual dos compostos apresentou atividade semelhante ao antiviral já utilizado contra o vírus”, explica o pesquisador.

A diferenciação é feita pela máquina a partir de um software adaptado pelo grupo de pesquisa do ICB, que distingue as células humanas infectadas das não infectadas.

“A triagem fenotípica torna possível determinar de forma automatizada quais das novas substâncias teve desempenho semelhante, ou melhor ao dos fármacos conhecidos”, disse Freitas-Junior.

Ele ressalta que com essa tecnologia se economiza muito tempo para colocar uma droga no mercado. “Geralmente, são cerca de 10 anos, com a triagem, esse número reduz para três ou quatro. Reposicionamento de fármacos é uma estratégia que pode ter muito sucesso.”

Freitas-Junior ainda completa: “Quando a gente pensa em uma doença como a febre amarela, com letalidade de até 50%, dezenas de pessoas nos hospitais morrendo, essa tecnologia traz uma esperança muito grande.”



quinta-feira, 26 de julho de 2018

CCZ dá continuidade à capacitação de guardas municipais na Cidade da Ordem Pública de Niterói



Dando continuidade à participação do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) no Curso de Meio Ambiente para a Guarda Municipal de Niterói, o setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) ministrou na manhã do dia 19/07 a segunda e última parte da disciplina Principais Zoonoses, do módulo Biodiversidade e Conservação.
A atividade ocorreu no auditório da Cidade da Ordem Pública, no Barreto, e contou com a participação de trinta e cinco guardas civis dos municípios de Niterói, Itaboraí, Saquarema, Rio Bonito, Rio das Ostras e Duque de Caxias.

A disciplina lecionada por Hugo Costa de Souza tem como conteúdo programático: 05/07/18 – Doenças de Circulação Ativa no Município e Arredores (Raiva, Esporotricose, Leptospirose, Fungos Pulmonares, Leishmanioses, Febre Amarela, Febre Maculosa, Malária, Toxoplasmose, Escabiose /Pediculose); e 19/07/18 – Doenças de Circulação no Município e Arredores com Risco de Emergência (Febre do Oeste do Nilo, Doença de Roedores Silvestres, Brucelose /Tuberculose, Teníase /Cisticercose, Larva Migrans, Berne e Bicheira, Psitacose).  O objetivo é compreender as principais zoonoses, suas etiologia, ecologia e epidemiologia assim como levantar reflexões sobre a dinâmica das doenças transmitidas por animais, seus fluxos e o papel da biodiversidade na saúde humana e silvestre. 

O público, formado em sua maioria por guardas que atuam na área de meio ambiente, participou ativamente, demonstrando considerável interesse, evidenciado nas expressões de atenção ao exposto pelo palestrante, nos questionamentos e nos posicionamentos em relação a algum tema.  As principais dúvidas e perguntas apresentadas foram sobre o tratamento da leishmaniose em animais e humanos, a possibilidade de inseto diferente de o flebotomíneo transmitir o parasita, para onde notificar animal suspeito de leishmaniose, qual o procedimento do CCZ quando é confirmado caso de leishmaniose em cães, como é o protocolo da vacina contra a febre amarela fracionada, a relação da vacina contra a febre amarela e a síndrome de Guillain-Barré, e em quanto tempo teremos uma população protegida da febre amarela.

O Curso de Meio Ambiente para a Guarda Municipal de Niterói teve início em 18 de junho e está previsto para encerrar em 10 de agosto, oferecendo o total de 286 horas/aula.  O programa apresenta cinco módulos teóricos, com o total de trinta e três disciplinas propostas, e visitações técnicas em instituições da área ambiental e unidades de conservação do município. O objetivo é capacitar e qualificar os guardas para atuação na área ambiental.
Para a capitã Fabíola Ribeiro, uma das responsáveis pela iniciativa, o curso é um grande diferencial.  “Temos inseridas trinta e três disciplinas ministradas por técnicos com expertise na área que vem trazendo aos participantes informações atualizadas e uma nova visão para a área ambiental, como a do Centro de Controle de Zoonoses falando sobre as principais zoonoses, agregando conhecimentos que podem ajudar no dia a dia do trabalho, quando os guardas encontram um animal e podem verificar se ele visualmente pode estar acometido de alguma doença e qual procedimento adotar tanto para resguardar a si mesmo como a saúde da população”, avaliou.

O incentivo à qualificação profissional é um princípio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP).  Segundo o Diretor de Ensino e Pesquisa, Major Francisco Lima Torres, Niterói enviará dez representantes ao Congresso Nacional de Guardas Municipais deste ano, que ocorrerá em outubro na cidade de Conde, Estado da Paraíba, e neste grupo estão inclusos todos os alunos que obtiveram a primeira colocação nos cursos do SEOP.  O Major Torres revelou ainda que Niterói sediará a edição do congresso em 2019.










quarta-feira, 25 de julho de 2018

Estudo aponta que dengue aumenta risco de morte materna


A dengue coloca um quarto da população mundial sob riscos de saúde, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Um estudo indica que atenção à mulher grávida infectada com dengue deve ser ainda maior, devido ao risco de morte ser três vezes maior do que em gestantes sem a doença. O risco de óbito materno chega a ser 450 vezes maior quando a mulher possui dengue hemorrágica, a forma mais grave da infecção.
O artigo tem como principal autora a epidemiologista Enny Paixão, pesquisadora do Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), e foi publicado com o título Dengue in pregnancy and maternal mortality: a cohort analysis using routine data no periódico Scientific Reports, da Nature.
O estudo faz parte da tese de doutorado de Paixão, realizado na London School Hygiene of Tropical Medicine, sob a orientação da professora Laura Rodrigues. No ano passado, a pesquisa conduzida por Paixão já havia relacionado à dengue durante a gestação com o aumento do risco de óbito fetal. Além do Cidacs/Fiocruz Bahia, da London School, a pesquisa foi feita com a participação também de pesquisadores do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Metodologia
Para obter essas evidências, a pesquisa usou dados obtidos de bases governamentais, os chamados dados administrativos, dos Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc), o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). O estudo foi realizado por meio de técnica denominada linkage probabilístico, em que as informações (como nome e data de nascimento) de diferentes bases são cruzadas com o intuito de encontrar o mesmo indivíduo.
No período entre 1º de janeiro de 2007 e 31 de dezembro de 2012, houve 10.259 registros de óbitos maternos por diferentes causas. Para compor a amostra estudada, foram excluídas os registros de mulheres com diagnóstico de aborto ou com os óbitos fetais (pois o grupo de comparação eram nascidos vivos), os óbitos de mulheres que não foram associadas nem com os óbitos fetais, nem com os nascidos vivos,  e aqueles que não havia como atribuir a situação de dengue ou não. Assim ao final foram utilizados 4.053 mortes maternas e 17.391.826 nascidos vivos como grupo comparação.

Relevância
Os resultados encontrados no estudo demonstram a importância de priorizar os exames de diagnóstico de dengue durante o periodo gestacional. Quando a dengue foi diagnosticada por análise dos sintomas, esse grupo revelou três vezes mais riscos de morte. Já quando o diagnóstico foi confirmado por exame laboratorial, esse risco aumentou em oito vezes.
Já quando a paciente apresentou o quadro de dengue hemorrágica confirmado por análise laboratorial, houve o aumento de mortalidade materna em 450 vezes. Os autores destacam que mudanças fisiológicas na gestação podem mascarar sintomas de dengue hemorrágica, dificultando o diagnóstico. Isso implica que, provavelmente, há casos de dengue hemorrágica que chegaram ao óbito sem serem diagnosticados.
O estudo também observou que pré-eclâmpsia e eclâmpsia, complicações associadas ao descontrole da pressão arterial na gravidez, eram mais frequentes no grupo com dengue. “No nosso estudo achamos que a frequência dessas complicações foi maior no grupo com dengue do que no grupo comparação, mas outros estudos precisam ser feitos para verificar essa relação”, afirmou a pesquisadora Enny Paixão. “Quando a infecção for diagnosticada, a paciente deve ser acompanhada de perto para se evitar o óbito”, diz.

Mortes maternas
Para o estudo, foi utilizada a definição da 10ª revisão da Classificação Internacional de Doença (CID-10) em que é considerada morte materna “a morte de uma mulher durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou da localização da gravidez, devida a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela, porém não devida a causas acidentais ou incidentais”, em conformidade com a OMS.
Reduzir a mortalidade materna é um Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). No Brasil, de acordo com a publicação Saúde Brasil: 2017 – Uma análise da situação de saúde e os desafios para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, houve um aumento na vigilância de houve um aumento na investigação da morte materna o percentual de incremento de óbitos maternos entre a notificação do óbito e a classificação obtida após a investigação tem se mostrado inconstante entre as unidades da Federação ao longo dos anos. No Brasil, em 2015, o incremento foi de 28%, sendo os maiores incrementos observados na Região Sudeste (35%) e Nordeste (28%).

Fonte:  Fiocruz

terça-feira, 24 de julho de 2018

Roedores é tema de palestra para agentes comunitários de saúde




O Centro de Controle de Zoonoses – através do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC) – realizou palestra sobre roedores para os agentes comunitários de saúde do PMF Maceió. 

A ação educativa em saúde ocorreu dia 12/07 e teve o objetivo de sensibilizar sobre a importância da adoção de medidas preventivas contra os roedores urbanos no ambiente de trabalho e domiciliar, evitando doenças relacionadas a esses vetores, especialmente a leptospirose.  Além de informar, a atividade visa também instruir os profissionais para o emprego do conhecimento nas ações educativas a serem realizadas na comunidade.




A equipe do IEC, representada pelos agentes Delcir Vieira e Patrícia de Oliveira, abordou os seguintes tópicos:  roedores – espécies de roedores urbanos, problemas causados por esses vetores, a leptospirose, e prevenção.
Junto aos ACS’s estiveram presentes outros profissionais, como médicos e dentistas.  A participação de todos foi intensa. Foram apresentados muitos exemplos de situações vivenciadas com ratos e várias dúvidas foram sanadas”, descreveu a palestrante Patrícia de Oliveira.

A próxima palestra será dia 15/08 com o tema “Boas Práticas na Manipulação de Alimentos”.