sexta-feira, 17 de março de 2017

Nota Febre Amarela - 17/03/17


A Secretaria de Estado de Saúde (SES) determinou que não haverá campanha de vacinação contra febre amarela em Niterói porque o município não é área de transmissão da doença. Segundo orientação do Governo do Estado, que é o responsável pela realização deste tipo de ação, a imunização continuará sendo realizada nas Policlínicas Regionais. O número de vacinas aplicadas dependerá da cota enviada pela SES.

Conforme nota divulgada pela SES, diante da confirmação de febre amarela em Casimiro de Abreu, o Governo do Estado determinou que fossem priorizados 24 municípios próximos a cidade onde os casos ocorreram; a Região Metropolitana do Rio de Janeiro e demais cidades, fora de risco, continuam fazendo a imunização de rotina.

Em Niterói não há casos confirmados de febre amarela há mais de uma década. Neste momento, conforme a orientação do Governo do Estado, o município mantém a rotina de imunização nas Policlínicas Regionais priorizando as pessoas que viajarão para área de risco da doença, de acordo com o Ministério da Saúde. É importante esclarecer que a secretaria de Estado de Saúde que fornece as doses para o município e as áreas de risco estão sendo priorizadas, o que não é o caso de Niterói.

A Fundação Municipal de Saúde tem estrutura para realizar ampla imunização, caso seja determinado pelo Governo do Estado. A média mensal de vacinas contra a febre amarela aplicadas no ano passado, em todo o município, era de 300 doses. A média mensal neste ano foi de 5.000 doses. Não existe nenhum caso suspeito da doença ou registro de morte de macaco suspeita na cidade.


ORIENTAÇÕES SOBRE A VACINAÇÃO CONTRA A FEBRE AMARELA EM NITERÓI - 17/03/17


Recomendações – O Ministério da Saúde recomenda que as pessoas que residem ou viajam para regiões silvestres, rurais ou de mata dos municípios que compõem a Área com Recomendação de Vacinação, se vacinem contra a febre amarela. A imunização deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes do deslocamento. Além da vacina, outras medidas de proteção individual devem ser levadas em consideração, como o uso de calças e camisas de manga longa e de repelentes contra insetos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças que baixam a imunidade – como lúpus, câncer e HIV – nem para quem tem alergia a gelatina e ovo. Pessoas com doenças agudas febris moderadas ou graves devem adiar a vacinação até a resolução do quadro para não se atribuir à vacina as manifestações da doença. A vacina não pode ser aplicada em crianças com menos de 6 meses. Em crianças de 6 meses a 9 meses de idade incompletos, só deve ser aplicada em situações de emergência epidemiológica ou viagem para área de risco. A vacinação é contraindicada em gestantes e mulheres que estejam amamentando crianças com meses de 6 meses de idade. Pessoas acima de 60 anos só podem ser vacinadas após avaliação médica.

Esquema vacinal – O esquema da febre amarela é de duas doses, tanto para adultos quanto para crianças. As crianças devem receber as vacinas aos nove meses e aos quatro anos de idade. Assim, a proteção está garantida para o resto da vida. Para quem não tomou as doses na infância, a orientação é de uma dose da vacina e outra de reforço, dez anos depois da primeira.

Sintomas – Os sintomas iniciais incluem febre de início súbito calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20-50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer. A doença não é contagiosa, ou seja, não há transmissão de pessoa a pessoa. É transmitida somente pela picada de mosquitos infectados com o vírus da febre amarela.



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