quarta-feira, 26 de abril de 2017

SAIBA MAIS SOBRE A FEBRE AMARELA





O que é febre amarela ?

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por mosquito), que pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente.

Os primeiros casos da febre amarela no Brasil surgiram no século XVII e, desde então, ela se fixou majoritariamente em áreas silvestres do nosso território. Nessas áreas, quem transmite o vírus da doença são os mosquitos Haemagogus e Sabethes e os macacos são os principais hospedeiros. Nos ambientes urbanos, onde o último caso foi registrado em 1942, o vetor é o popular Aedes aegypti. Apesar das campanhas de prevenção, que contribuíram para a erradicação da febre amarela nos centros urbanos, o ano de 2017 começou com os maiores índices da doença nos últimos dez anos.


Diferença entre febre amarela silvestre e urbana

A Febre Amarela apresenta dois ciclos de transmissão epidemiologicamente distintos: a febre amarela silvestre (FAS), que ocorre em primatas não humanos (macacos) e os principais vetores transmissores são mosquitos silvestres (dos gêneros Haemagogus e Sabethes). O ser humano é contaminado acidentalmente, quando vai para áreas rurais ou silvestres que tem a circulação da febre amarela. O ciclo da Febre Amarela Urbana (FAU) envolve o Homem e é transmitido principalmente pelo Aedes aegypti.


Morte de macacos

Os macacos infectados ao morrerem representam um alerta (evento sentinela) para as autoridades sanitárias e moradores de regiões com grandes populações de macacos. Deve-se evitar que o medo resulte em aversão aos animais. Eliminar o macaco hospedeiro não resolverá o problema da febre amarela, portanto ao encontrar um animal morto comunique à Secretaria de Saúde.


Sintomas

Os sintomas iniciais, que duram em torno de três dias, incluem febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. O quadro pode evoluir com diminuição da temperatura e alívio dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no paciente, com duração de 1 a 2 dias. Em seguida pode reaparecer febre, diarréia e vômitos, com evolução para as formas graves da doença.

Nestes casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia, oligúria (produção de pouca urina), anúria (ausência de urina) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20-50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

Ao identificar alguns dos sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas e se você observou morte de macacos próximo aos lugares que você visitou. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.


Tratamento

Não há nenhum tratamento específico contra a doença. O médico deve tratar os sintomas, como as dores no corpo e cabeça, com analgésicos e antitérmicos. Salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico.

Importante: Somente um médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a doença.


Como evitar

A única forma de evitar a Febre Amarela é através da vacinação. A prevenção inclui evitar o contato e a picada pelo mosquito, por meio do uso de repelentes, mosquiteiros impregnados com inseticidas, roupas protetoras, telas em portas e janelas.


Vacinação


A partir deste mês de abril/17, crianças com nove meses e adultos até 59 anos precisam tomar apenas uma dose da vacina contra a doença   

O Ministério da Saúde adotou a partir de 05/04/17 a dose única da vacina contra a febre amarela para as áreas com recomendação de vacinação em todo o país. Com a medida, crianças e adultos, que já tomaram uma dose, não precisam se vacinar mais contra a febre amarela ao longo da vida. A medida já era adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2014. A estratégia de uma única dose também passa a ser adotada no Brasil. A vacina é segura e garante proteção ao longo da vida.


Quem deve tomar a vacina, com restrições:

• Pessoas acima de 60 anos deverão ser vacinadas somente se residirem ou forem se deslocar para áreas com transmissão ativa da febre amarela e que não tiverem alguma contraindicação para receber a vacina.

• Gestantes (em qualquer período gestacional) e mulheres amamentando só deverão ser vacinadas se residirem em local próximo onde ocorreu a confirmação de circulação do vírus (epizootias, casos humanos e vetores na área afetada) e que não tiverem alguma contraindicação para receber a vacina. 

• Mulheres amamentando devem suspender o aleitamento materno por 10 dias após a vacinação e procurar um serviço de saúde para orientação e acompanhamento a fim de manter a produção do leite materno e garantir o retorno à lactação.

• Pessoa vivendo com HIV/AIDS desde que não apresentem imunodeficiência grave (Contagem de LT-CD4+<200 células/mm3). Poderá ser utilizado o último exame de LT-CD4 (independente da data), desde que a carga viral atual (menos de seis meses) se mantenha indetectável.


Quem não deve tomar a vacina:

• Pessoas com imunossupressão secundária à doença ou terapias.

• Imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas).

• Pacientes em uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe).

• Transplantados e pacientes com doença oncológica em quimioterapia.

• Pessoas que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina.

• Pessoas com reação alérgica grave ao ovo.

• Pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma).


Administração da vacina de febre amarela simultânea a outras


A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) informa que a vacina da Febre Amarela pode ser administrada simultaneamente com a vacina da Influenza e com outras vacinas disponibilizadas pelo Programa Nacional de imunizações, desde que sejam observadas as contra indicações relativas a cada vacina e ainda seu público alvo. A exceção se refere às vacinas tríplice viral e/ou tetra viral que não devem ser administradas simultaneamente a vacina Febre Amarela, devendo ser observado um intervalo mínimo de 30 dias entre elas. (SES-26/04/17)




Fontes:
Ministério da Saúde
Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro
Prefeitura de Niterói


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